Polícia boliviana reprime com gás lacrimogêneo protesto de professores em La Paz

Polícia boliviana reprime manifestação de professores com gás lacrimogêneo em rua da Bolívia. (Foto: nodal.am)

A polícia da Bolívia dispersou com gás lacrimogêneo professores que protestavam na praça Murillo, em La Paz. Os educadores exigiam mais verbas para a educação, melhores salários e denunciavam tentativas de privatização do ensino público.

O protesto foi organizado pelo Magistério Urbano e integra uma jornada nacional de mobilizações. A representante Miriam Ayala denunciou o uso desproporcional da força e afirmou que uma professora ficou ferida durante a repressão.

Os manifestantes tentaram avançar até a Assembleia Legislativa Plurinacional após a primeira dispersão, mas foram contidos novamente pelos policiais. O comandante da Polícia em La Paz, Gunther Agudo, justificou a ação alegando que alguns professores retiveram um funcionário do Ministério da Educação e lançaram petardos contra as forças de segurança.

Um agente policial ficou ferido no braço e precisou de atendimento médico. Dois professores foram detidos durante o confronto, e a medida aumentou a tensão entre os sindicatos, conforme reportou o portal Nodal.

O dirigente nacional do magistério urbano Wilfredo Ajllahuanca garantiu que o movimento não pretende recuar e prometeu radicalizar as ações em todo o país. As 31 federações do magistério urbano boliviano receberam orientações para ampliar as mobilizações até que as demandas sejam atendidas.

As manifestações revelam um descontentamento crescente dos professores com as políticas educacionais na Bolívia. O caso reacende o debate sobre o direito à manifestação e o emprego da força policial em protestos sociais no país.


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