A polícia da Bolívia dispersou com gás lacrimogêneo professores que protestavam na praça Murillo, em La Paz. Os educadores exigiam mais verbas para a educação, melhores salários e denunciavam tentativas de privatização do ensino público.
O protesto foi organizado pelo Magistério Urbano e integra uma jornada nacional de mobilizações. A representante Miriam Ayala denunciou o uso desproporcional da força e afirmou que uma professora ficou ferida durante a repressão.
Os manifestantes tentaram avançar até a Assembleia Legislativa Plurinacional após a primeira dispersão, mas foram contidos novamente pelos policiais. O comandante da Polícia em La Paz, Gunther Agudo, justificou a ação alegando que alguns professores retiveram um funcionário do Ministério da Educação e lançaram petardos contra as forças de segurança.
Um agente policial ficou ferido no braço e precisou de atendimento médico. Dois professores foram detidos durante o confronto, e a medida aumentou a tensão entre os sindicatos, conforme reportou o portal Nodal.
O dirigente nacional do magistério urbano Wilfredo Ajllahuanca garantiu que o movimento não pretende recuar e prometeu radicalizar as ações em todo o país. As 31 federações do magistério urbano boliviano receberam orientações para ampliar as mobilizações até que as demandas sejam atendidas.
As manifestações revelam um descontentamento crescente dos professores com as políticas educacionais na Bolívia. O caso reacende o debate sobre o direito à manifestação e o emprego da força policial em protestos sociais no país.
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Marcos Conservador
23/04/2026
Mais uma vez a esquerda colhe o que planta. Quando o Estado se mete em tudo e transforma até a educação em palanque ideológico, o resultado é confusão e violência nas ruas. Depois reclamam quando o povo pede ordem e autoridade.
Mariana Ambiental
23/04/2026
Marcos, curioso como pra você “ordem” sempre significa calar quem protesta. Quando professor apanha por exigir dignidade, não é ideologia — é sobrevivência.
Maura Santos
23/04/2026
Marcos, curioso como vocês falam em “ordem” mas esquecem que foi justamente esse papo de autoridade cega que gerou apagão, inflação e polícia batendo em professor. Educação não é palanque, é base — e quem teme professor é porque prefere o povo calado.