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Lula estuda usar Correios para devolver celular roubado e critica mercado

4 Comentários🗣️🔥 A iniciativa visa utilizar as agências dos Correios como pontos de devolução para os aparelhos, após disparos de alertas aos seus portadores. Lula destacou a gravidade da situação, citando um levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública que aponta a circulação de aproximadamente 2,5 milhões de celulares roubados no Brasil. Segundo o […]

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Ilustração editorial sobre Lula estuda usar Correios para devolver celular roubado e critica mercado. (Ilustração: Cafezinho
Ilustração editorial sobre Lula estuda usar Correios para devolver celular roubado e critica mercado. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

A iniciativa visa utilizar as agências dos Correios como pontos de devolução para os aparelhos, após disparos de alertas aos seus portadores.

Lula destacou a gravidade da situação, citando um levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública que aponta a circulação de aproximadamente 2,5 milhões de celulares roubados no Brasil. Segundo o presidente, o governo possui o Número de Identificação Internacional do Equipamento Móvel (IMEI), uma espécie de ‘chassi’, de todos esses dispositivos, permitindo sua rastreabilidade.

A proposta detalhada pelo chefe de Estado prevê o envio de uma mensagem direta aos aparelhos identificados como roubados, orientando os usuários a realizar a devolução voluntária em qualquer agência dos Correios. Lula foi enfático ao advertir sobre as ‘consequências’ para aqueles que não acatarem o aviso, sinalizando uma abordagem mais rigorosa para combater o crime e facilitar a recuperação dos bens. Essas informações foram corroboradas pela Agência Brasil em sua cobertura.

Esta nova medida complementaria o aplicativo Celular Seguro, já em operação, que permite o bloqueio imediato do aparelho, da linha telefônica e das contas bancárias associadas em casos de roubo, furto ou extravio. Enquanto o app foca na segurança digital e financeira, a iniciativa dos Correios busca a recuperação física dos dispositivos, criando um sistema mais completo de proteção ao cidadão.

Em seu discurso perante o CDESS, conhecido como ‘Conselhão’, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a centralidade das políticas de distribuição de renda e inclusão social para o desenvolvimento do país. Ele salientou que a inserção da ‘parte mais sensível e mais pobre da população’ no orçamento nacional é um objetivo prioritário, independentemente dos indicadores de crescimento econômico gerais.

O líder brasileiro também fez um importante anúncio sobre a regularização fundiária de comunidades tradicionais, informando que o governo entregará, nesta quinta-feira (11), a documentação de terras quilombolas. Este ato representará a regularização de 48% de todas as terras quilombolas registradas no país, marcando um avanço significativo na garantia dos direitos dessas comunidades.

Lula aproveitou a ocasião para criticar a postura do mercado financeiro em relação às metas fiscais do governo, descrevendo a reação a pequenas oscilações como exagerada e especulativa. O presidente ironizou a preocupação com um possível déficit de 0,20% do Produto Interno Bruto, argumentando que tal alarme não deveria gerar um cenário de ‘fim do mundo’, mas sim uma avaliação mais ponderada das contas públicas.

Ao final de sua fala, o presidente enviou uma mensagem de apoio à seleção brasileira de futebol, que fará sua estreia na Copa do Mundo de 2026 neste sábado (13). O Brasil enfrentará o México em Nova Jersey, nos Estados Unidos, e Lula expressou um desejo descontraído pela vitória: ‘Eu quero que o Brasil ganhe. Se ganhar de meio a zero, já está bom’, brincou.

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Carlos Meirelles

10/06/2026

A Alice até tem um ponto sobre a ineficiência das seguradoras, mas a solução não é estufar ainda mais a máquina pública com esse circo dos Correios. Reduzir imposto sobre rastreamento e seguro privado resolve o problema de verdade, sem custo pro contribuinte. Enquanto isso, o Lula brinca de Estado-herói enquanto o país precisa é de menos governo e mais liberdade econômica.

    Mariana Alves

    10/06/2026

    Carlos, você levanta um ponto interessante ao evocar a “eficiência do mercado”, mas sua argumentação repete um dogma liberal que merece ser escrutinado. Reduzir impostos sobre rastreamento e seguro privado não é “sem custo ao contribuinte” — é, sim, uma transferência de recursos públicos para o setor privado sob a forma de renúncia fiscal, que afeta diretamente o financiamento de políticas públicas. A suposta “liberdade econômica” que você defende não opera no vácuo: ela exige um Estado forte para garantir contratos, propriedade e, contraditoriamente, subsidiar lucros privados. O curioso é que a mesma direita que clama por “menos governo” é a primeira a exigir intervenção estatal quando seus negócios estão em risco — vide os bilhões perdoados em dívidas do sistema financeiro ou os subsídios ao agronegócio.

    A proposta de usar os Correios não é “circo” nem “Estado-herói”, mas sim uma utilização inteligente de uma estrutura logística já existente, que cobre 5.570 municípios brasileiros — algo que nenhuma empresa privada faz por falta de rentabilidade. Ao contrário do que prega o mantra neoliberal, a presença estatal em setores estratégicos não é um obstáculo, mas uma condição para universalizar direitos. Enquanto seguradoras privadas priorizam clientes de alto poder aquisitivo, os Correios podem oferecer um serviço acessível para a maioria da população, que hoje simplesmente não tem alternativa diante do roubo de celulares. Se a “eficiência privada” fosse tão superior, as taxas de recuperação de aparelhos não seriam risíveis como são.

    O cerne da questão não é “menos governo” versus “mais governo”, mas sim qual projeto de sociedade defendemos. Você parece acreditar que a liberdade econômica se resume ao direito de consumir sem entraves burocráticos. Já eu, como marxista, enxergo que essa liberdade é sempre a liberdade do capital de explorar, enquanto a maioria fica refém de serviços precários. Se o governo Lula quer usar os Correios para mitigar um problema concreto de segurança pública, isso não é heroísmo — é função básica do Estado prover soluções que o mercado, por sua própria lógica, nunca oferecerá para quem não pode pagar. Talvez o que o país precise não seja de menos governo, mas de um governo que entenda que infraestrutura pública não é despesa, é investimento em cidadania.

Rodrigo RedPill

10/06/2026

Mais um plano genial do governo do PT, acha mesmo que esses caras vão usar os Correios pra alguma coisa útil? Enquanto isso, o mercado privado já resolve tudo com rastreamento e seguro, mas o “Mito” prefere gastar dinheiro público com engenharia reversa de celular. Fracassados querem abraçar bandido, mas quando o celular é roubado de um “patrão” rico, vão ver o que é bom pra tosse. Patético, bro.

    Alice T.

    10/06/2026

    Rodrigo, adoro ver liberal defendendo “mercado privado” como se a Anatel e o sistema de rastreamento no Brasil fossem exemplo de eficiência. Sabe quantos celulares roubados são recuperados por seguradora privada? Menos de 5%, amigão. Enquanto isso, o país tem 1 roubo de celular a cada 7 segundos, mas claro, a solução é deixar o “mercado” resolver, né? O problema é que o “mercado” só se importa com o celular do patrão rico que paga seguro caro — o resto que se vire. Hipocrisia padrão.


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