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Quaest abre novo rombo em Flávio “Titanic”

13 Comentários🗣️🔥 Se a censura do ministro Kassio Nunes Marques à AtlasIntel pretendia conter a entrada de água no barco de Flávio, o efeito político pode ter sido o contrário. A decisão suspendeu a divulgação de uma pesquisa AtlasIntel registrada no TSE, sob suspeita de indução ao eleitor, com restrição também a impulsionamento e republicação […]

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Flávio Bolsonaro, durante Cepac, em abril de 2026, junto com Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo

Se a censura do ministro Kassio Nunes Marques à AtlasIntel pretendia conter a entrada de água no barco de Flávio, o efeito político pode ter sido o contrário.

A decisão suspendeu a divulgação de uma pesquisa AtlasIntel registrada no TSE, sob suspeita de indução ao eleitor, com restrição também a impulsionamento e republicação do levantamento.

A Folha registrou que o TSE adiou a análise do caso depois de Kassio votar para manter a censura pedida por Flávio Bolsonaro.

O mesmo texto informou que a Atlas/Bloomberg apontava queda de seis pontos de Flávio no segundo turno contra Lula após o caso “Dark Horse”, com áudios ligados a Daniel Vorcaro.

Agora veio a Quaest. E a nova rodada não tampa o furo. Abre outro no casco.

Não dá para saber se é só o caso Vorcaro. Pode ser também o “tariFlavio”, a submissão a Trump, a dificuldade de parecer moderado, ou simplesmente a força eleitoral de Lula.

O fato é que Flávio perdeu terreno onde mais precisava ganhar. Não é apenas uma fotografia ruim, é uma sequência.

No segundo turno contra Lula, Flávio aparecia na frente em abril, por 42% a 40%. Em maio, Lula virou por 42% a 41%.

Em junho, a Quaest mostra Lula com 44% e Flávio com 38%.

Em abril, Lula estava dois pontos atrás de Flávio. Agora está seis pontos à frente.

Parece variação de planilha, mas é gente. O Brasil tem 158,8 milhões de eleitores aptos, segundo o TSE, e cada ponto percentual vale cerca de 1,6 milhão de pessoas.

E a conta mostra para onde foi esse eleitor. Flávio perdeu 4 pontos no período e Lula ganhou exatamente os mesmos 4.

Não houve fuga para o branco nem para a indecisão. Brancos e nulos caíram de 16% para 14%, e os indecisos subiram só de 2% para 4%.

No agregado, é como se uns 6 milhões de eleitores tivessem cruzado direto do lado de Flávio para o lado de Lula. Em dois meses.

Em números absolutos, os 44% de Lula equivalem hoje a quase 70 milhões de eleitores. Os 38% de Flávio, a uns 60 milhões.

Claro que a urna encolhe esses números. No segundo turno de 2022, a abstenção foi de 20,6% e, entre quem compareceu, brancos e nulos somaram menos de 5%.

Repetindo esse padrão em 2026, sobram cerca de 120 milhões de votos válidos. E a divisão da Quaest entre os dois, 44 a 38, equivale a 54% a 46% dos válidos.

Na urna, isso daria a Lula cerca de 64 milhões de votos, contra 56 milhões de Flávio. Uma vantagem de quase 9 milhões.

Para comparar, Lula venceu Bolsonaro pai em 2022 com 60,3 milhões de votos e margem de 2,1 milhões. Hoje ele estaria acima da própria marca, com uma folga quatro vezes maior.

Esse é o primeiro rombo. O segundo é mais fundo, porque aparece entre independentes.

Nesse grupo, Lula saiu de 26% em abril para 29% em maio e chegou a 37% em junho. Flávio fez o caminho inverso, caiu de 33% para 31% e depois despencou para 24%.

A margem entre independentes saiu de 7 pontos a favor de Flávio para 13 pontos a favor de Lula. É uma virada de 20 pontos de margem no eleitorado menos alinhado.

Isso muda a natureza da disputa. Flávio ainda tem base, mas começa a perder o miolo.

No primeiro turno, a curva repete o alerta. Lula foi de 37% em abril para 39% em maio e segue em 39% em junho.

Flávio fez o caminho oposto. Subiu a 33% em maio e desabou para 29% em junho, com a margem dobrando de 5 para 10 pontos.

E aqui o destino do voto é diferente do segundo turno. O eleitor que saiu de Flávio não foi para Lula, que ficou parado.

Foi para a dúvida e para nomes novos. Os indecisos dobraram de 5% para 10%, enquanto Aécio Neves estreou no cenário com 2% e Joaquim Barbosa com 1%.

Nem a direita alternativa aproveitou a queda. Caiado foi de 4% para 3% e Zema, de 4% para 2%.

Em gente, são uns 6 milhões de eleitores abandonando Flávio em um mês. E 8 milhões a mais sentados no muro, esperando para decidir.

O detalhe mais interessante está nos recortes. O Nordeste segue forte para Lula, mas a novidade não está só no território mais previsível.

No Sudeste, Lula saiu de 31% contra 36% de Flávio em abril para 37% contra 28% em junho. A margem mudou de menos 5 para mais 9.

No Centro-Oeste e Norte, Lula foi de 26% contra 36% para 32% contra 30%. A margem saiu de menos 10 para mais 2.

Também há deslocamento social. Na renda de 2 a 5 salários mínimos, Lula foi de 31% contra 36% para 39% contra 28%.

No ensino médio, Lula saiu de 30% contra 37% para 34% contra 32%. São recortes de meio de eleitorado, não apenas redutos naturais do lulismo.

A rejeição também piora o diagnóstico. Flávio fica travado em 39% no grupo que o conhece e votaria nele.

Ao mesmo tempo, o grupo que conhece e não votaria sobe de 52% em abril para 54% em maio e 56% em junho. O desconhecimento cai de 9% para 5%. Mais exposição, mesmo teto.

A imagem de moderação também sangra. Em abril e maio, 39% diziam que Flávio era mais moderado que a família Bolsonaro, mas esse número cai para 33% em junho.

No mesmo período, os que dizem que ele não é mais moderado sobem para 50%. O figurino de bolsonarismo palatável está rasgando antes da campanha começar.

Então chega o Caso Master. A Quaest mostra que 55% dizem já saber das conversas e negociações de Flávio com Vorcaro.

Os números seguintes são devastadores. Para 65%, Flávio errou ao pedir financiamento a Vorcaro, 60% dizem que as conversas levantaram suspeitas e 58% consideram que ele pode estar escondendo envolvimento ilegal no caso do Banco Master.

A pesquisa ainda mostra 62% dizendo acreditar que Flávio sabia que Vorcaro estava envolvido em corrupção. São percepções do eleitorado, não sentença judicial, mas em eleição percepção afunda casco.

Entre independentes, o quadro é ainda mais perigoso para ele. São 67% dizendo que Flávio errou, 63% vendo suspeitas nas conversas e 64% dizendo que ele pode estar escondendo envolvimento ilegal.

As notícias sobre Flávio e Vorcaro não destroem sua base dura. Mas endurecem seu teto.

No total, 50% dizem que continuam sem votar em Flávio e 12% afirmam que a vontade de votar nele diminuiu. Apenas 6% dizem que a vontade aumentou.

Entre independentes, 57% dizem que continuam sem votar nele e 15% dizem que a vontade diminuiu. Esse é o mesmo grupo em que Lula abriu 13 pontos no segundo turno.

Os outros cenários de segundo turno dizem menos neste momento. Zema, Caiado e Renan aparecem mais como nomes de prateleira do que como alternativas reais na disputa.

A disputa central continua sendo Lula contra Flávio. E nesse confronto, a Quaest não entregou uma boia ao senador.

Entregou mais água. Flávio ainda flutua porque o bolsonarismo é grande, mas o centro já começa a se afastar do convés.

Base fiel mantém navio visível. Eleitor independente decide se ele chega ao porto.

 

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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Natailia

10/06/2026

O lider da oposiçào foi eliminado pelo consorcio fascista STF/Globo por tanto as eleiçoes em pleno estilo venezuelano do ano de 2026 nao valem nada.

Esse tal de Flavio nao é o lider da direita brasileira.

Lucas Pinto

10/06/2026

Esse episódio não é um acidente isolado — é um sintoma agudo da crise estrutural da representação política no Brasil pós-2016. Quando um ministro do STF, nomeado por Bolsonaro e alinhado ao bloco conservador que se apropria da máquina estatal para fins partidários, decide suspender uma pesquisa eleitoral com base em uma interpretação tão flexível quanto ideologicamente conveniente do art. 34 da Lei das Eleições, estamos diante de algo muito mais grave do que uma “decisão judicial controversa”: estamos diante da judicialização da hegemonia — no sentido gramsciano do termo. Não se trata apenas de censura técnica ou jurídica, mas de uma operação simbólica que busca redefinir os limites do *discurso legítimo*, excluindo do campo público vozes que desafiam a narrativa dominante — no caso, a ascensão de Flávio Bolsonaro como figura central do bolsonarismo pós-Bolsonaro.

A escolha de atacar justamente a AtlasIntel — uma empresa que, apesar de suas contradições metodológicas, tem se posicionado como alternativa às grandes mídias hegemônicas — revela um padrão: a tentativa sistemática de neutralizar qualquer instância de produção de saber que escape ao controle dos aparatos tradicionais de poder. Foucault já nos alertava que o poder não se exerce apenas pela coerção, mas pela *gestão dos saberes*: quem define o que é “pesquisa séria”, o que é “indução ao eleitor”, o que é “informação confiável”? Aqui, a decisão do ministro não é neutra — ela inscreve-se numa cadeia de dispositivos (jurídicos, midiáticos, partidários) que trabalham em conjunto para manter certa ordem simbólica intacta. E essa ordem, hoje, depende cada vez mais da invisibilização crítica do bolsonarismo enquanto projeto político de classe — não como mera “extrema-direita”, mas como expressão orgânica da burguesia nacional que se reinventa sob a égide do autoritarismo populista.

O fato de a Folha ter registrado o episódio sem problematizar sua dimensão estrutural diz muito sobre o colapso da imprensa como esfera pública crítica. Ao tratar o caso como “polêmica técnica”, ela reproduz o mesmo gesto de neutralização que o próprio STF praticou: transformar conflito de interesses de classe em questão de procedimento. Mas não há neutralidade nesse tipo de intervenção. Há, sim, uma escolha política — e ela se dá no nível da linguagem: chamar de “indução” o simples fato de uma pesquisa indicar que um candidato está perdendo apoio é, em si, uma forma de violência epistêmica. É dizer, sem dizer, que certos dados não devem circular porque ameaçam a estabilidade de um projeto político que já não se sustenta sequer nas próprias urnas — daí a necessidade crescente de recorrer ao Judiciário como braço executivo da hegemonia em crise. Enquanto isso, o “Titanic” segue navegando — não rumo ao iceberg, mas rumo à própria auto-reprodução através da crise. Cada novo rombo não afunda o navio; ele serve como pretexto para novos protocolos de contenção, novas camadas de burocracia ideológica, novos mecanismos de exclusão do debate. A pergunta que fica, então, não é se Flávio vai sobreviver politicamente — mas até quando aceitaremos que a democracia brasileira seja governada por uma lógica de salva-vidas seletiva, onde só alguns têm direito ao bote, e os demais são condenados ao silêncio sob o pretexto de “ordem”, “ética” ou “segurança jurídica”.

    Carlos Meirelles

    10/06/2026

    Lucas, você escreveu um tratado inteiro para dizer o óbvio: o STF virou um balcão de negócios onde a canetada vale mais que o voto. O problema não é “hegemonia gramsciana”, é um judiciário que age como partido político e um estado que não larga o osso. Enquanto a esquerda aplaude censura disfarçada de “defesa da democracia”, o Brasil afunda em burocracia e insegurança jurídica. O Titanic não está afundando porque há rombos — está porque os salva-vidas são distribuídos por critérios ideológicos, não por mérito.

    Paulo Gestor RJ

    10/06/2026

    Lucas, você levantou pontos interessantes, mas, como administrador, eu fico com o pé no chão: será que a suspensão da pesquisa não é mais sobre a falta de critérios técnicos claros do que sobre uma conspiração gramsciana? Enquanto isso, cadê o foco em gestão eficiente que tanto precisamos, tipo os investimentos em ferrovias que o Rodrigo Neves fez em Niterói? O Titanic pode até estar navegando, mas eu quero ver é o plano de salvação fiscal antes de qualquer metrô submarino, viu?

    Luan Silva

    10/06/2026

    Lucas, vai ler um livro de verdade em vez de copiar Foucault no Google, pq com esse textão tu só prova que é mais um nutella que nunca suou pra pagar um boleto.

Mariana Lopes

10/06/2026

Essa decisão do STF me parece mais um tiro no pé do que solução. Censurar pesquisa só fortalece a narrativa de que há algo sendo escondido, além de alimentar teorias conspiratórias. O ideal seria debater a metodologia e expor as falhas tecnicamente, não abafar o levantamento.

    João Carlos da Silva

    10/06/2026

    Mariana, sua análise é aguda e converge com a crítica foucaultiana ao poder disciplinar: a censura nunca elimina a verdade, apenas a desloca para o campo do silêncio suspeito. O debate técnico, como bem lembra Freire, exige transparência e confronto de ideias, não sua supressão vertical. O STF, ao agir como guardião de uma verdade única, repete o erro de tantas instituições que confundem autoridade com autoritarismo epistemológico.

    José dos Santos

    10/06/2026

    Pois é, Mariana, na luta do dia a dia a gente vê que esconder coisa só aumenta a desconfiança. Melhor era botar os números na mesa e cada um tirava sua conclusão.

    João Carlos Silva

    10/06/2026

    É isso aí, Mariana. O povo já tá de saco cheio de novela, e proibir pesquisa em vez de mostrar os erros só cria mais desconfiança. Pra quem vive na correria, o que a gente queria era transparência, não esse teatrinho de esconder jogo.

Mariana Oliveira

10/06/2026

Ah, que ironia tão cruel e tão brasileira: tentar tapar um rombo com um pano de prato rasgado — e ainda chamar isso de “segurança jurídica”. A decisão do ministro Kassio Nunes Marques de suspender a divulgação da pesquisa da AtlasIntel não é apenas uma questão técnica de regulação eleitoral; é um sintoma agudo de como o sistema político brasileiro insiste em tratar os sintomas sem jamais encarar as estruturas que os geram. Quando se censura dados — ainda que sob a justificativa de “indução ao eleitor” — sem investigar com rigor quem financia, quem orienta e quem se beneficia dessas operações, estamos, na verdade, protegendo não a democracia, mas a opacidade que sustenta elites que se reproduzem por meio da desinformação *e* da superinformação seletiva. Isso me lembra, com uma dor quase física, o que Kimberlé Crenshaw já nos alertava há décadas: que as instituições não são neutras, mas operam com lógicas de exclusão incorporadas — seja por gênero, raça ou classe. A censura aqui não cai igualmente sobre todos: enquanto pesquisas de empresas ligadas a grupos econômicos hegemônicos seguem circulando com naturalidade (muitas vezes sem registro no TSE ou com metodologias duvidosas), uma iniciativa que ousa questionar narrativas consolidadas — e que, por acaso, trouxe à tona fragilidades políticas de figuras como Flávio Bolsonaro — é rapidamente contida. Onde está o mesmo rigor com os *briefings* vazados para veículos alinhados? Onde está a fiscalização dos algoritmos que impulsionam conteúdos racistas e machistas diariamente, mas nunca são chamados a prestar contas? A interseccionalidade não é só um conceito acadêmico: é o mapa que revela onde o poder escolhe calar — e por quê. E não podemos falar disso sem lembrar bell hooks, que insistia: “a luta contra o sexismo, o racismo e outras formas de opressão não pode ser fragmentada”. Porque quando se suspende uma pesquisa sob alegação de “indução”, mas se omite a análise das redes de financiamento obscuro, das estratégias de deslegitimação de vozes periféricas e da naturalização da violência simbólica contra mulheres negras que ousam ocupar espaços de fala, estamos reproduzindo exatamente aquilo que dizemos combater. Quantas pesquisadoras negras, faveladas, trans ou indígenas já tiveram seus trabalhos ignorados, desacreditados ou simplesmente silenciados sob a capa de “falta de rigor metodológico”, enquanto relatórios produzidos em escritórios de luxo em BH ou SP ganham destaque nas primeiras páginas? A neutralidade é sempre uma ficção que favorece quem já detém o microfone — e o orçamento para comprá-lo. Então, não, esse “rombo” no Titanic não é só de Flávio. É do barco inteiro — e nós, mulheres negras do interior, mães solteiras, professoras públicas, ativistas comunitárias, somos as primeiras a sentir a água subindo. Mas também somos as que sabem nadar, construir jangadas, mapear correntes e, principalmente, nomear o que está afundando: não um político isolado, mas um modelo que trata a política como propriedade privada e a verdade como mercadoria regulada. Enquanto não exigirmos transparência real — não só de pesquisas, mas de contas bancárias, de redes de influência, de fluxos de poder — continuaremos remando contra a maré, com um colete salva-vidas feito de retórica e nenhuma boia de fato.

    Karina Libertária

    10/06/2026

    Nossa, amiga, quanta firula pra justificar vitimismo. Se você gastasse metade dessa energia trabalhando e investindo, ao invés de choramingar com esses termos acadêmicos importados, talvez conseguisse sair do Brasil e ver como é uma democracia de verdade. Esse papo de opressão estrutural é apenas muleta pra quem não quer assumir responsabilidade pela própria vida.

      Nadia Petrova

      10/06/2026

      Karina, seu liberalismo de buteco ignora que até Hayek defendia instituições sólidas para o mercado funcionar. Responsabilidade individual não exclui enxergar o apodrecimento institucional – afinal, Titanic também afundou enquanto a banda tocava.

        Luiz Augusto

        10/06/2026

        Concordo, Nadia, e não vejo contradição nisso: instituições sólidas são construídas por indivíduos responsáveis, não por burocratas de plantão. O apodrecimento que você denuncia é justamente o que ocorre quando o Estado incha e o mercado é sufocado. No Titanic do PT, a banda toca o Estado máximo enquanto a economia vai a pique.


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