Menu

Jornalista cubana compara bloqueio dos EUA a táticas coloniais da Espanha do século 19

0 Comentários🗣️🔥 A política de bloqueio econômico e energético dos Estados Unidos contra Cuba, que já se estende por décadas, é comparada às táticas de reconcentração implementadas pelo capitão-general espanhol Valeriano Weyler no final do século XIX. A jornalista cubana Rosa Miriam Elizalde afirma que essa estratégia visa submeter a população cubana a uma situação […]

sem comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Um homem hasteia a bandeira de Cuba em um barco, com o pôr do sol e a skyline de Havana ao fundo. (Foto: nodal.am)
Um homem hasteia a bandeira de Cuba em um barco, com o pôr do sol e a skyline de Havana ao fundo. (Foto: nodal.am)

A política de bloqueio econômico e energético dos Estados Unidos contra Cuba, que já se estende por décadas, é comparada às táticas de reconcentração implementadas pelo capitão-general espanhol Valeriano Weyler no final do século XIX. A jornalista cubana Rosa Miriam Elizalde afirma que essa estratégia visa submeter a população cubana a uma situação de carência planejada, afetando diretamente a vida cotidiana com escassez de alimentos, água, medicamentos e energia.

Elizalde destaca que, assim como Weyler concentrou a população cubana em áreas controladas para enfraquecer as forças anticoloniais, o atual bloqueio dos EUA busca quebrar a resistência do povo cubano. A jornalista recorda que a reconcentração de Weyler resultou na morte de aproximadamente 170 mil pessoas, cerca de 10% da população cubana da época, e questiona como seria se os Estados Unidos enfrentassem um cerco semelhante.

O senador americano Redfield Proctor, que visitou Cuba em 1898, descreveu a situação como desolação e angústia, miséria e fome, comparando as condições a pátios de prisão. Elizalde argumenta que o bloqueio atual é uma forma moderna de coerção, em que necessidades básicas são transformadas em instrumentos de pressão política, configurando um crime de lesa-humanidade.

A jornalista também menciona que Weyler, em suas memórias, se gabava de ter sido pioneiro em métodos posteriormente adotados por ingleses e americanos em outras partes do mundo. A crítica central de Elizalde é que o sofrimento imposto ao povo cubano não deve ser mascarado por eufemismos como sanções, mas reconhecido pelo que realmente é: uma agressão deliberada à soberania e à dignidade humana.

Para Elizalde, a questão moral levantada nas redes sociais sobre o impacto de um bloqueio semelhante nos Estados Unidos expõe a hipocrisia das políticas externas americanas. Ela conclui que, ao punir coletivamente milhões de cubanos, o bloqueio dos EUA deve ser chamado pelo que é: um crime contra a humanidade.

,
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!


Leia mais

Recentes

Recentes