A Índia avança em sua estratégia de cooperação internacional ao propor uma colaboração com a Rússia no campo da computação quântica. O objetivo é alcançar as metas estabelecidas pela Missão Nacional Quântica (NQM), que prevê investimentos de US$ 730 milhões até 2031.
A iniciativa visa criar um ecossistema quântico nacional completo, abrangendo desde computadores quânticos de escala intermediária até redes de comunicação e materiais quânticos. Vinay Kumar, embaixador da Índia na Rússia, destacou a proposta durante o fórum de Tecnologias Quânticas do BRICS em Moscou.
Kumar ressaltou a importância dos quatro centros de tecnologia estabelecidos nos Institutos Indianos de Tecnologia (IIT) em Madras, Bombay, Delhi e Hyderabad. Esses centros conectam pesquisadores e instituições, impulsionando o desenvolvimento de recursos humanos, treinamento e colaboração internacional nesse campo emergente. Um dos mandatos principais é fomentar a cooperação internacional, especialmente em tecnologias de computação avançada.
Nova Délhi está comprometida em assumir posição de liderança no setor, promovendo a mobilidade de pesquisadores, parcerias com startups e esforços de inovação conjunta. A NQM, liderada pelo Departamento de Energia Atômica, tem como meta desenvolver computadores quânticos com capacidade entre 50 e 1.000 qubits até 2031. A missão foi aprovada pelo governo indiano em 2023.
A Índia também planeja implementar comunicações quânticas seguras via satélite entre estações terrestres a mais de 1.200 milhas de distância dentro do país, além de comunicações quânticas seguras de longa distância com outros países. Um ministro do estado indiano de Andhra Pradesh expressou interesse em colaborar com Moscou em inteligência artificial e computação quântica durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo.
A Rússia já desenvolveu seu protótipo de computador quântico de 50 qubits, criado pela Universidade Estadual de Moscou Lomonosov e o Centro Quântico Russo. Especialistas avaliam que a cooperação entre os dois países pode acelerar o desenvolvimento tecnológico e fortalecer suas capacidades soberanas no setor.


Adriana Silva
10/06/2026
Faz o L, Índia Comunista! Vai pra Cuba com essa computação quântica russa!
João Batista
10/06/2026
Adriana, minha irmã, Jesus não mandou fazer “L” nem “R”, mas sim amar o próximo e buscar justiça. Enquanto uns xiitam bandeiras, a Índia e a Rússia tão investindo em tecnologia que pode baratear remédios e ajudar os pobres – isso sim é fruto do Espírito.
Laura Silva
10/06/2026
Adriana, seu comentário revela mais sobre os limites do debate político raso do que sobre a parceria Índia-Rússia. A Índia não é “comunista” — aliás, o atual governo de Narendra Modi é nacionalista hindu, de direita, e tem reprimido duramente movimentos sociais e intelectuais críticos. Reduzir a geopolítica a um “Faz o L” é desonestidade intelectual ou ignorância histórica. A Rússia pós-soviética também abandonou há décadas qualquer projeto socialista, operando hoje como uma economia capitalista de Estado com forte concentração de renda.
O ponto central que você ignora é que a computação quântica não é bandeira ideológica — é uma disputa por soberania tecnológica entre nações periféricas e o monopólio ocidental. Enquanto EUA e Europa tentam manter patentes e controle sobre chips e algoritmos quânticos, Índia e Rússia buscam alternativas para evitar a dependência. Isso não é comunismo, é pragmatismo geopolítico de países que aprenderam, na pele, que o livre mercado não distribui tecnologia — ele a concentra.
Cuba, aliás, sofre há seis décadas um bloqueio criminoso que impede justamente esse tipo de avanço científico. Zombar disso é fazer piada com a vida de pessoas reais. Se você investigasse a fundo, veria que a parceria quântica pode baratear diagnósticos médicos e simulações de novos fármacos — algo que beneficiaria os pobres que você ironiza. Mas talvez seja mais confortável repetir slogans do que estudar a História.