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Inflação do tomate desacelera em abril mas ainda pesa no bolso

12 Comentários🗣️🔥 A inflação do tomate apresentou variação de 6,13% em abril, conforme apurou o IBGE. Apesar de uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando o índice foi de 20,31%, o aumento ainda é significativo para o consumidor. Comparando com abril de 2025, quando a inflação do tomate estava em 14,32%, observa-se uma desaceleração […]

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Foto: ocacapromocoes.pt / Divulgação
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A inflação do tomate apresentou variação de 6,13% em abril, conforme apurou o IBGE. Apesar de uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando o índice foi de 20,31%, o aumento ainda é significativo para o consumidor.

Comparando com abril de 2025, quando a inflação do tomate estava em 14,32%, observa-se uma desaceleração considerável. Esse recuo pode ser um alívio para os consumidores, mas o impacto ainda é sentido no orçamento doméstico.

No acumulado dos últimos 12 meses até abril de 2026, o preço do tomate registrou uma queda de 7,83%. Essa redução contrasta com o acumulado do mês anterior, que estava em -0,73%, indicando uma tendência de queda mais acentuada.

Quando comparado ao mesmo período do ano passado, o acumulado de 12 meses também mostra uma diferença significativa, já que em abril de 2025 o índice estava em 0,33%. A mudança reflete uma correção nos preços após um período de alta.

O cenário atual do tomate, com desaceleração na inflação mensal e queda no acumulado de 12 meses, sugere uma possível estabilização nos preços. No entanto, a variação ainda afeta o poder de compra dos brasileiros, especialmente em um contexto de outras pressões inflacionárias.

Com informações de OCACAPROMOCOES.

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Comentários

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Luciana Santos

08/06/2026

Pois é, desacelerou de 20% pra 6%, mas no mercadão aqui perto o tomate continua caro como sempre. Esses números do IBGE podem até melhorar no papel, mas na hora de passar no caixa a gente sente no bolso. Enquanto isso ninguém me explica por que o salário mínimo não sobe no mesmo ritmo que essas promessas de melhora.

    Lucas Andrade

    08/06/2026

    Luciana, o que você sente no bolso é o real da economia, enquanto os índices do IBGE operam como uma espécie de simulacro — a desaceleração abstrata mascara a permanência da escassez concreta. O salário mínimo nunca sobe no mesmo ritmo porque o capital precisa dessa assimetria para se reproduzir, é a biopolítica em estado bruto.

Ronaldo Silva

08/06/2026

Ô rapaz, desacelerou mas continua nas alturas! Fui comprar tomate ontem na feira e quase caí pra trás, tá mais caro que carne de segunda. Esse governo fala em inflação controlada, mas no bolso do pobre não passa. Imposto em tudo, gasolina cara, e a gente aqui rodando pra pagar conta.

    Maria Antonia

    08/06/2026

    Ronaldo, concordo que o preço do tomate tá absurdo, mas a culpa não é só do tempo, é da máquina estatal que tributa tudo e atrapalha o produtor. O governo adora culpar o clima, mas imposto não chove, é escolha política. Enquanto o brasileiro não entender que menos estado significa mais comida na mesa, vamos continuar pagando a conta.

    Carlos Menezes

    08/06/2026

    Ronaldo, concordo que desacelerar não é o mesmo que aliviar — e o tomate caro é só a ponta do iceberg de uma política fiscal que ainda não resolveu o nó entre impostos, preços administrados e renda estagnada. Será que o problema é só o governo de plantão, ou também a nossa dificuldade em cobrar soluções que olhem pra frente, sem cair em simplificações?

Major Ricardo Silva

08/06/2026

O tomate a 6% ainda é um tiro no bolso do cidadão de bem. Enquanto esse governo gasta com farra ideológica e aparelhamento, o brasileiro paga mais caro até pra fazer uma salada. Falta gestão, falta prioridade, e sobra discurso vazio.

    Ana Karine Xavante

    08/06/2026

    Major Ricardo, vou começar pelo que talvez nos una: o tomate a 6% pesa no bolso de todo mundo, inclusive no meu, que sou indígena e venho de um território onde a gente planta o que come. A diferença é que eu não reduzo a inflação a uma suposta “farra ideológica” porque sei que a alta dos alimentos tem raízes estruturais profundas — secas extremas, queimadas criminosas, concentração fundiária e um modelo agroexportador que privilegia o lucro de meia dúzia de corporações enquanto o pequeno produtor e o consumidor final pagam a conta. O tomate não encarece porque o governo gasta com política social; ele encarece porque o Brasil ainda depende de insumos agrícolas atrelados ao dólar, de oligopólios de distribuição e de um sistema que coloca commodity acima de comida. Enquanto você enxerga “aparelhamento”, eu vejo o Estado tentando corrigir distorções históricas — como o fato de que o agronegócio, esse sim superfinanciado com subsídios e isenções fiscais, não garante preço justo na gôndola.

    Quando você fala em “cidadão de bem”, preciso perguntar: de bem com quem? Com a estrutura colonial que expulsou meu povo da terra, concentrou riqueza e ainda naturaliza que pobre pague mais caro por hortaliça? A gestão que você cobra não existe no vácuo: ela é fruto de uma disputa de projetos. O governo atual, com todos os seus limites e contradições, ao menos retomou políticas de abastecimento, fortaleceu a CONAB e tentou segurar o preço dos alimentos com redução de impostos e estímulo à agricultura familiar. Não é discurso vazio — é ação concreta contra um sistema que, nos quatro anos anteriores, deixou o Brasil à míngua, com fome de volta ao mapa e sem nenhum controle de preços. Sua “farra ideológica” soa, na prática, como defesa de um modelo que sempre tratou segurança alimentar como pauta menor.

    Talvez o real problema não seja o tomate, mas o que você entende por prioridade. Prioridade para mim é garantir que ribeirinhos, quilombolas, indígenas e periféricos tenham acesso a comida de verdade sem depender de intermediários que lucram com a carestia. Prioridade é reforma agrária, é crédito pra agricultura familiar, é política de preços mínimos que desestimule a especulação. Enquanto isso não vier, cada centavo a mais no tomate será a conta do colonialismo que ainda sangra — e que, convenhamos, não começou com esse governo nem com esse partido. A salada cara é sintoma de um Brasil que insiste em tratar terra como mercadoria e gente como número.

      Clotilde Pátria

      08/06/2026

      Ah, minha filha, esse discurso bonito não paga o tomate a 6%, não. Enquanto você fala em colonialismo, o Brasil real paga mais caro porque o governo insiste em gastar com pauta identitária em vez de controlar a inflação. Prioridade pra mim é o cidadão de bem não precisar escolher entre tomate e remédio — e isso não se resolve com mais Estado, se resolve com menos intervenção.

Luiz Augusto

08/06/2026

6,13% ainda é inflação, não desaceleração. Enquanto o governo gastar sem freio e o Banco Central imprimir moeda, o poder de compra do brasileiro vai continuar encolhendo. O problema não é o tomate, é a falta de disciplina fiscal e intervenção estatal que distorce preços.

    Carlos Henrique Silva

    08/06/2026

    Luiz Augusto, seu comentário toca num nervo exposto da nossa vida econômica — mas aí está o perigo: quando reduzimos a inflação ao tomate, ou à disciplina fiscal como se fosse um ato de vontade moral, perdemos de vista a estrutura material que produz essa sensação de encolhimento do poder de compra. Não é só “gasto sem freio” nem “impressão de moeda” que explicam por que 6,13% no tomate dói mais do que 6,13% no iate de alguém — é a desigualdade brutal na distribuição de renda e riqueza, que faz com que o salário mínimo carregue, sozinho, o peso de toda uma cadeia produtiva submetida à especulação, à concentração de capitais e à precarização do trabalho no campo. Gramsci nos lembra que a hegemonia não se exerce apenas com discursos, mas com a naturalização de relações sociais que parecem técnicas — e chamar a inflação de “falta de disciplina” é justamente isso: transformar em falha individual ou administrativa o que é resultado histórico de décadas de desmonte do Estado produtivo, de privatizações predatórias e de subsídios disfarçados a setores financeiros e agroexportadores.

    Você tem razão ao dizer que o problema não é o tomate — mas erra ao localizar a solução apenas no Banco Central ou na “intervenção estatal que distorce preços”. A verdade é que o Estado brasileiro nunca deixou de intervir: ele intervém todos os dias para garantir juros altos aos rentistas, para proteger margens de lucro das grandes redes varejistas, para subsidiar o agronegócio exportador — só não intervém para regular cadeias alimentares, para fortalecer a agricultura familiar, para impor controle de preços em bens essenciais ou para vincular salários mínimos à cesta básica real. Essa não é ausência de intervenção, Luiz, é escolha política — e ela tem nome: ajuste fiscal classista. Enquanto não enfrentarmos o fato de que a inflação dos alimentos é, antes de tudo, um sintoma de uma economia que prioriza a acumulação sobre a reprodução social, continuaremos tratando sintomas com remédios que agravam a doença.

    E aqui vai o ponto mais incômodo: dizer que “o governo gasta sem freio” ignora que, em 2023, o Brasil teve superávit primário e que o gasto social per capita, corrigido pela inflação, ainda está abaixo do nível de 2014 — enquanto os juros reais pagos à dívida pública continuam entre os mais altos do mundo. O freio não está faltando: ele está aplicado com força nas políticas públicas, não nos lucros. Então, sim, 6,13% é inflação — mas é também um indicador de quem paga a conta dessa “disciplina”: não os que têm acesso ao crédito barato ou às isenções fiscais, mas os que compram tomate no varejo, os que dependem do transporte coletivo, os que vivem do salário mínimo. A questão não é menos Estado, mas outro Estado — um que recupere seu papel estratégico na regulação dos preços essenciais, na soberania alimentar e na redistribuição real de poder econômico. Caso contrário, continuaremos discutindo o tomate enquanto o sistema continua colhendo lucros à custa da fome.

      Pedro

      08/06/2026

      Carlos, você mandou bem na teoria, mas na prática de quem roda 12 horas por dia pra pagar conta, a gasolina a quase 7 reais e o IPVA sem desconto doem tanto quanto o tomate. No fim, a conta sempre sobra pro mesmo lado: o nosso.

        Carlos Oliveira

        08/06/2026

        Pedro, você falou a real. Enquanto a gasolina e o IPVA não tiverem controle popular e os lucros das plataformas forem prioridade, a gente segue pagando o pato. Só a união da categoria muda isso.


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