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Cidade perdida no Atlântico revela ecossistema único e desafia compreensão científica

0 Comentários🗣️🔥 A realidade do que se encontra nas profundezas dos oceanos tem fascinado a humanidade há séculos, gerando inúmeras mitologias. Agora, cientistas descobriram uma verdadeira Cidade Perdida sob as ondas, repleta de vida. O cenário rochoso e imponente, localizado a oeste da Cordilheira do Atlântico, centenas de metros abaixo da superfície do Oceano Atlântico, […]

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Submersível explora formações rochosas únicas em localidade descoberta no Atlântico. (Foto: indy100.com)
Submersível explora formações rochosas únicas em localidade descoberta no Atlântico. (Foto: indy100.com)

A realidade do que se encontra nas profundezas dos oceanos tem fascinado a humanidade há séculos, gerando inúmeras mitologias. Agora, cientistas descobriram uma verdadeira Cidade Perdida sob as ondas, repleta de vida.

O cenário rochoso e imponente, localizado a oeste da Cordilheira do Atlântico, centenas de metros abaixo da superfície do Oceano Atlântico, consiste em enormes paredes, colunas e monólitos que se estendem por mais de 60 metros (200 pés) de altura.

Esclarecendo, não se trata do lar de alguma civilização humana esquecida, mas isso não diminui sua importância. O campo hidrotermal, apelidado de ‘Cidade Perdida’ após sua descoberta em 2000, é o ambiente de emissão de fluidos mais longevo conhecido nos oceanos, conforme relatou a Science Alert.

Nada semelhante já foi encontrado na Terra, e especialistas acreditam que possa oferecer insights sobre ecossistemas que podem existir em outros lugares do universo. Por mais de 120.000 anos, caramujos, crustáceos e comunidades microbianas têm se alimentado dos gases emitidos pelos pontos de emissão, incluindo hidrogênio, metano e outros gases dissolvidos na água circundante.

Apesar da ausência de oxigênio, animais maiores também sobrevivem nesse ambiente extremo, incluindo caranguejos, camarões e enguias, embora sejam raros.

Os hidrocarbonetos produzidos pelos pontos de emissão não foram criados pela luz solar ou dióxido de carbono, mas por reações químicas no fundo do mar. Este processo pode ter sido fundamental para o surgimento da vida na Terra há cerca de 3,7 bilhões de anos e pode ser um modelo para a formação de vida em outros planetas.

William Brazelton, microbiologista, afirmou à The Smithsonian em 2018 que este ecossistema poderia estar ativo neste momento em Encélado ou Europa, luas de Saturno e Júpiter, respectivamente, e talvez em Marte no passado.

O maior dos monólitos da Cidade Perdida, nomeado Poseidon, em homenagem ao deus grego do mar, mede mais de 60 metros de altura. Nordeste da torre, existe um penhasco onde os pontos de emissão ‘choram’ com fluidos, produzindo ‘aglomerados de delicadas formações de carbonato multiramos que se estendem como dedos de mãos invertidas’, segundo pesquisadores da Universidade de Washington.

Há agora chamados para que a Cidade Perdida seja listada como Patrimônio Mundial, visando proteger o fenômeno natural, especialmente dada a propensão humana a destruir ecossistemas preciosos. Em 2018, a Polônia ganhou o direito de explorar minérios nas profundezas do oceano ao redor do campo termal. Embora, em teoria, a Cidade Perdida não fosse afetada por tais atividades, a destruição de seu entorno poderia ter consequências imprevistas.

Para mais informações sobre esta incrível descoberta, acesse o artigo completo.

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