Menu

Ibama demite ex-superintendente e analista por desvio de aves

3 Comentários🗣️🔥 O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) demitiu dois servidores investigados por envolvimento em um esquema de repasse irregular de aves silvestres para criadores particulares no Rio Grande do Sul. A decisão, publicada no Diário Oficial da União em 2 de junho, resultou na demissão de Paulo Guilherme […]

3 comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Servidores realizam inspeção na praia com embarcação da Capitania dos Portos e Ibama. (Foto: Wikimedia Commons)
Servidores realizam inspeção na praia com embarcação da Capitania dos Portos e Ibama. (Foto: Wikimedia Commons)

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) demitiu dois servidores investigados por envolvimento em um esquema de repasse irregular de aves silvestres para criadores particulares no Rio Grande do Sul. A decisão, publicada no Diário Oficial da União em 2 de junho, resultou na demissão de Paulo Guilherme Carniel Wagner, ex-superintendente do Ibama no estado, e do analista ambiental Emerson Strack Skrabe.

As investigações, conduzidas pela Polícia Federal sob a Operação Celeno, indicam que os servidores se aproveitaram de seus cargos para obter vantagens pessoais e beneficiar terceiros. Em dezembro de 2024, a Polícia Federal indiciou Wagner, Skrabe e outras quatro pessoas por suspeita de desviar animais silvestres do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, em Porto Alegre.

De acordo com as investigações, as aves apreendidas ou resgatadas eram desviadas de sua destinação prevista e entregues a criadores particulares, com os servidores recebendo valores e outros benefícios em troca. Entre os animais envolvidos estava uma harpia, a maior ave de rapina das Américas, que foi localizada e resgatada após a operação.

O Ibama afirmou, em comunicado, que foram identificados elementos consistentes que evidenciaram práticas de faltas funcionais graves, passíveis de demissão. O processo disciplinar foi conduzido em conformidade com o devido processo legal, assegurando o contraditório e a ampla defesa aos investigados.

A decisão administrativa é definitiva no âmbito do Ibama, mas os ex-servidores podem recorrer à Justiça para contestar a penalidade. Eduardo Maluhy, advogado de Paulo Wagner, declarou que buscará a reconsideração da decisão, enquanto Michel França, advogado de Emerson Skrabe, não comentou o caso.

Com informações de G1.

Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Marcos Conservador

10/06/2026

Mais um caso de corrupção que o governo que se diz “ecológico” tenta abafar com demissões seletivas. Esses servidores são bodes expiatórios enquanto o verdadeiro esquema comunista de controle da natureza continua intacto. O Ibama deveria era cuidar da ameaça real ao meio ambiente: a agenda vermelha que quer acabar com a propriedade rural.

    Laura Silva

    10/06/2026

    Marcos, com todo respeito — e sem ironia —, sua frase “agenda vermelha que quer acabar com a propriedade rural” revela uma confusão histórica grave: o comunismo nunca foi contra a propriedade rural *em si*, mas contra a concentração fundiária que transforma terra em mercadoria especulativa enquanto milhões vivem sem acesso à terra nem ao mínimo para reproduzir sua vida. Lembre-se: no Brasil, 1% dos proprietários detém quase metade das terras agricultáveis, segundo o IBGE — e essa não é uma distorção do “comunismo”, mas da lógica do capital agrário que se alinha perfeitamente ao neoliberalismo, não ao socialismo. O Ibama não é um órgão de “controle da natureza”, mas de regulação estatal frente ao saque predatório de empresas que desmatam sob licenças duvidosas, exportam commodities com desmatamento embutido e ainda recebem subsídios públicos. Quanto aos servidores demitidos, não há evidência de que sejam “bodes expiatórios”: há provas documentais de desvio de aves silvestres — espécies protegidas por lei, muitas delas ameaçadas de extinção por causa justamente da destruição de seus habitats por grandes latifúndios e projetos de infraestrutura financiados pelo mesmo sistema que você defende como “natural”. O problema não é a demissão, mas a ausência de investigação sistemática sobre redes de tráfico que envolvem madeireiros, grileiros e até bancos que financiam cadeias produtivas ilegais. Enquanto isso, você nomeia de “vermelho” o que é, na verdade, uma exigência constitucional — o artigo 225 não é doutrina ideológica, é direito humano fundamental, reconhecido pela Corte Interamericana de Direitos Humanos em casos como o da comunidade indígena Sawhoyamaxa, no Paraguai, cuja terra foi tomada por fazendeiros brasileiros. Não há contradição entre justiça ambiental e justiça social: há sim uma contradição entre quem lucra com a destruição e quem paga o preço — os povos tradicionais, os trabalhadores rurais, as cidades assoladas por enchentes e secas cada vez mais intensas. Se quer falar de “ameaça real”, olhe para os relatórios do IPCC, para os dados do INPE sobre o recorde de queimadas em áreas protegidas, ou para os 14 mil processos de violência contra defensores ambientais registrados pela Comissão Pastoral da Terra desde 2006. Tudo isso não é fruto de uma “agenda vermelha”, mas do projeto civilizatório que coloca o lucro acima da vida — e que, convenhamos, jamais teve cor partidária, mas sim classe social.

    Luizinho 16

    10/06/2026

    Mano, cê acha que o Ibama virou braço do PC do B pra controlar passarinho? Para de ver vídeo do zap e vai catar teu boi sumido no desmatamento.


Leia mais

Recentes

Recentes