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PEC do patrão: manobra do Senado em conluio com empresários denunciada aos olhos do mundo

0 Comentários🗣️🔥 Os representantes das centrais sindicais, que estão em Genebra, na Suíça, entregaram uma carta ao diretor geral da OIT, Gilbert Houngbo, para denunciar a PEC patronal sobre a escala 6×1, que além de prever o pagamento por horas trabalhadas, fragiliza a negociação coletiva, promove o aumento de jornada e reduz direitos como férias, […]

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Ao ir contra as negociações coletivas, os patrões reduzem a participação dos sindicatos que buscam agregar mais direitos aos trabalhadores / Reprodução

Os representantes das centrais sindicais, que estão em Genebra, na Suíça, entregaram uma carta ao diretor geral da OIT, Gilbert Houngbo, para denunciar a PEC patronal sobre a escala 6×1, que além de prever o pagamento por horas trabalhadas, fragiliza a negociação coletiva, promove o aumento de jornada e reduz direitos como férias, 13º e FGTS.

A PEC protocolada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) conta com o apoio dos mega empresários e as confederações patronais – CNI, Fiesp, CNA, CNC e CNT – que lançaram um manifesto publicitário em defesa dessa PEC/desse golpe. No dia 9, a Rede Bandeirantes de Televisão chegou a ler um editorial defendendo a PEC dos patrões, contra a redução da jornada sem diminuição salarial

“Estão tentando vender a precarização como se fosse liberdade, falando em ‘escolha do trabalhador’ para retirar nossos direitos. É de uma cara de pau sem tamanho. O movimento sindical não vai recuar e tem o apoio irrestrito dos trabalhadores brasileiros. O fim da 6×1 é pauta de dignidade”, denunciou Márcio Ayer, presidente do Sindicato dos Comerciários e representante da CTB na Conferência Internacional em Genebra.

 Na carta, as centrais sindicais afirmam que a PEC patronal vai na contramão do que recomenda a própria OIT, pois não reduz a jornada de trabalho e consequentemente ignora o quanto as longas jornadas são prejudiciais à saúde dos trabalhadores. Além disso, ao ir contra as negociações coletivas, os patrões reduzem a participação dos sindicatos que buscam agregar mais direitos aos trabalhadores.

“Estamos aqui para debater avanços nos direitos dos trabalhadores, fazendo uma discussão tripartite para chegarmos a um denominador comum. Mas não aceitaremos recuos. Queremos que a PEC aprovada na Câmara dos Deputados – com a escala 5×2, sem redução salarial, seja pautada e aprovada no Senado”, finaliza Márcio Ayer.

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