Um estudo da Universidade de Melbourne trouxe novas respostas sobre a origem dos Doze Apóstolos. Movimentos tectônicos ao longo de milhões de anos levantaram e inclinaram as camadas de calcário na costa sul da Austrália.
O geólogo e professor associado da Escola de Geografia, Ciências da Terra e Atmosféricas da Universidade de Melbourne, Stephen Gallagher, liderou a pesquisa. Gallagher destacou que a região se transformou em uma cápsula do tempo que registra o clima e o nível do mar ao longo de eras geológicas.
Cada camada de rocha preserva dados sobre o clima, a vegetação e a atividade tectônica de milhões de anos atrás. Essas informações incluem épocas em que o planeta era consideravelmente mais quente do que no presente.
O trabalho permite entender as possíveis trajetórias das temperaturas e dos oceanos diante das mudanças climáticas atuais. Com apenas oito formações ainda de pé, Gallagher alerta para a necessidade de estudar as estruturas antes que a erosão as destrua completamente.
O artigo foi publicado no Australian Journal of Earth Sciences, conforme divulgado pelo portal Phys.org. A nova análise revisou a idade das camadas de calcário, agora estimadas entre 8,6 e 14 milhões de anos.
Pesquisas anteriores indicavam uma faixa mais ampla, entre 7 e 15 milhões de anos. Os cientistas utilizaram fósseis microscópicos para chegar a essa datação mais precisa.
Os Doze Apóstolos não surgiram de maneira uniforme do mar. As forças tectônicas empurraram as rochas de forma desigual, gerando inclinações e falhas que registram antigos terremotos na região.
O levantamento tectônico se estendeu por milhões de anos. As colunas visíveis hoje, no entanto, foram esculpidas apenas nos últimos milhares de anos, após o fim da última Era do Gelo, pela ação do vento, das ondas e das marés.
O estudo reforça o valor dos Doze Apóstolos como arquivo natural das transformações do planeta. A equipe pretende analisar camadas individuais para reconstruir variações de temperatura, condições oceânicas e níveis do mar.
Compreender essa história geológica é fundamental para a ciência e para a preservação da área de Port Campbell, na costa sul de Victoria. A pesquisa contribui para o turismo sustentável e para o conhecimento sobre a dinâmica da crosta terrestre.
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Tonho Patriota
23/04/2026
ESSA HISTÓRIA DE TECTONISMO É PAPO DE COMUNISTA, TODO MUNDO SABE QUE FOI DEUS QUE FEZ E O GOVERNO ESCONDE O NÍOBIO DESSAS PEDRAS, FAZ O L!
Francisco de Assis
23/04/2026
Tonho, meu querido, nem Deus aguenta mais ser usado pra justificar ignorância. Vai estudar um pouquinho de geologia antes de misturar níobio com fé, que o Brasil precisa é de cabeça erguida e não alienada.
Maura Santos
23/04/2026
Tonho, se o governo escondesse mesmo nióbio até das pedras, o apagão de 2001 tinha virado show de luzes, né? Relaxa, a ciência só tá explicando o que Deus fez com tectonismo e paciência.
Clarice Historiadora
23/04/2026
Tonho, tectonismo não é comunismo, é geologia básica — coisa que se aprende no ensino médio. E sobre o nióbio, meu caro, ele não está escondido nas pedras, mas talvez a vergonha alheia esteja escondida em certos comentários.