O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, rebateu as acusações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Guo Jiakun reafirmou que a China cumpre suas obrigações internacionais e promove a estabilidade global.
Trump havia declarado em entrevista à emissora CNBC que o navio iraniano interceptado carregava itens “não muito agradáveis”. O presidente insinuou que a embarcação poderia representar um presente da China para o Irã.
As forças norte-americanas interceptaram o cargueiro iraniano no Golfo Pérsico. Trump se recusou a divulgar a natureza exata da carga, alegando tratar-se de informação ultrassecreta.
Trump afirmou ter imposto um bloqueio total aos portos iranianos na região. Ele alegou que os Estados Unidos controlam as principais rotas marítimas do estreito de Ormuz.
O Comando Central dos Estados Unidos relatou o desvio de 33 embarcações iranianas durante a ação. Relatos indicaram que ao menos 34 petroleiros ligados ao Irã conseguiram contornar as medidas de bloqueio.
Guo Jiakun enfatizou a postura de não interferência da China nos assuntos de outros países. O porta-voz defendeu o respeito à soberania nacional como princípio fundamental da política externa de Pequim.
A China tem desenvolvido laços comerciais significativos com a República Islâmica do Irã nos últimos anos. Pequim busca fortalecer parcerias no âmbito da cooperação multilateral e da multipolaridade.
O incidente reflete as tensões persistentes entre Washington e Teerã na área estratégica do estreito de Ormuz. A região é crucial para o suprimento global de energia.
Conforme noticiou o portal RT, a China rejeita acusações infundadas e busca evitar escaladas desnecessárias. O governo chinês reafirma seu papel na defesa de uma ordem internacional baseada no direito e no diálogo.
A resposta firme de Pequim sinaliza os limites da narrativa confrontacional adotada por Washington. O caso destaca as diferenças entre a abordagem unilateral dos Estados Unidos e a diplomacia multilateral chinesa.
Com informações de ACTUALIDAD.
Leia também: China responde a Trump e reforça papel mediador em negociações com Irã
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