Cuba rejeita imposição de ‘paz mediante a força’ pelos Estados Unidos

O chanceler cubano Bruno Rodríguez em pronunciamento, com a bandeira de Cuba ao lado. (Foto: actualidad.rt.com)

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, reafirmou que Havana não aceitará qualquer tentativa de imposição de uma chamada ‘paz mediante a força’ por parte dos Estados Unidos.

A posição foi expressa após encontro entre representantes dos dois países realizado em Havana. Rodríguez afirmou em suas redes sociais que Cuba jamais aceitará ameaças nem a suposta paz mediante a força.

O chanceler cubano destacou que o país defenderá sua independência e seu ordenamento constitucional. As declarações foram feitas por ocasião do Dia Internacional do Multilateralismo e da Diplomacia para a Paz.

Rodríguez criticou doutrinas de dominação que colocam em risco a estabilidade e a segurança internacionais. O subdiretor-geral para os Estados Unidos da chancelaria cubana, Alejandro García del Toro, indicou que o encontro ocorreu em contexto de forte pressão política e econômica.

García del Toro explicou ao jornal Granma que a eliminação do cerco energético imposto contra Cuba foi um dos temas centrais da reunião. As declarações respondem diretamente a medidas recentes do governo dos Estados Unidos.

O presidente Donald Trump assinou ordem executiva que declara emergência nacional diante da suposta ameaça representada por Cuba. O texto acusa o governo cubano de abrigar grupos terroristas transnacionais e de permitir presença de capacidades militares e de inteligência russas e chinesas em seu território.

Com base nessa justificativa, Washington anunciou tarifas punitivas contra países que vendem petróleo à ilha. As autoridades norte-americanas ameaçaram aplicar sanções secundárias a empresas que desrespeitarem a ordem executiva.

A medida aprofunda o bloqueio econômico que dura mais de seis décadas e causa severos impactos à economia cubana. O governo de Havana respondeu de forma contundente às novas ações.

Autoridades cubanas classificaram a ofensiva como expressão da política de coerção mantida por elites nos Estados Unidos. A Casa Branca manteve o discurso de que uma grande mudança chegará a Cuba.

O governo cubano reafirma que o diálogo só é possível em condições de igualdade e sem imposições. O endurecimento das sanções evidencia as profundas diferenças entre as posições de Washington e Havana.

Cuba segue defendendo o multilateralismo e o respeito à soberania dos povos. A ilha aposta na cooperação com parceiros estratégicos como China e Rússia, fortalecendo laços com o BRICS ampliado.

Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.


Leia também: Merz rejeita ameaças dos EUA de intervir em Cuba e defende solução diplomática


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