O deputado norte-americano Seth Moulton declarou que o Irã se encontra em posição mais vantajosa após o conflito com os Estados Unidos.
O parlamentar fez as afirmações em entrevista ao programa Anderson Cooper 360. Ele disse que Teerã passou a controlar o rumo dos acontecimentos no confronto.
Moulton acrescentou que o Irã compreende melhor a mentalidade do presidente Donald Trump. Essa compreensão conferiria vantagem estratégica ao país nas negociações.
Antes do conflito, Washington buscava negociar a redução do programa nuclear iraniano. Após a escalada militar e novas exigências — como a abertura do estreito de Ormuz —, os EUA perderam margem de manobra diplomática e militar.
O congressista acusou Trump de prolongar o cessar-fogo apenas para ganhar tempo, sem um plano claro de saída. Para o deputado, o conflito tornou-se interminável enquanto soldados norte-americanos continuam a morrer.
Moulton afirmou que os únicos beneficiados seriam Trump e sua família, que explorariam a crise politicamente. A declaração expõe o crescente desgaste interno nos EUA diante do impasse.
Trump anunciou a prorrogação do cessar-fogo originalmente estabelecido em 7 de abril. Ele alegou que o governo iraniano estaria gravemente dividido e que o Paquistão havia solicitado a suspensão dos ataques.
A decisão incluiu a ordem para manter o bloqueio naval no estreito de Ormuz. O representante permanente da República Islâmica na ONU, Amir Saeid Iravani, respondeu que a próxima rodada de negociações em Islamabad só ocorrerá quando Washington encerrar o bloqueio marítimo.
As conversas entre os dois países, previstas para esta semana, foram suspensas. O impasse prolonga a incerteza sobre uma possível retomada diplomática.
Segundo o portal RT, a queda do secretário da Marinha dos EUA em meio ao bloqueio naval e a apreensão de navios pela República Islâmica ampliaram o desconforto político em Washington. O impasse evidencia a significativa capacidade de resistência iraniana mesmo sob pressão militar.
Leia também: A aposta falha de EUA e Israel pois Irã mantém comando e desafia Washington
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