EUA podem levar seis anos para repor mísseis usados contra o Irã

Ilustração editorial sobre EUA podem levar seis anos para repor mísseis usados contra o Irã. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O consumo acelerado de armamentos pelos Estados Unidos em sua ofensiva contra o Irã está provocando um alerta interno sobre a capacidade militar do país. O uso massivo de mísseis pode levar até seis anos para ser compensado pelos estoques industriais norte-americanos, segundo o Wall Street Journal, citado pela RT.

Mais de mil mísseis Tomahawk de longo alcance já foram disparados na ofensiva. Entre 1.500 e 2.000 mísseis de defesa aérea — incluindo os sistemas THAAD, Patriot e Standard Missile — também foram utilizados.

O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), sediado em Washington, estimou que a ofensiva reduziu em até 80% o estoque de alguns desses sistemas. O conselheiro sênior do centro, Mark Cancian, coautor do estudo, afirmou que a reconstrução desses inventários levará anos.

Cancian explicou que o processo é mais lento para as armas defensivas por causa das complexas cadeias industriais envolvidas. O relatório do CSIS detalha o percentual exato de consumo para cada tipo de míssil.

As munições empregadas representam 27% das reservas de Tomahawk e 36% dos JASSM. O documento registra ainda um terço dos SM-6, quase metade dos SM-3, mais de dois terços dos Patriot e mais de 80% dos interceptores THAAD.

Essa situação gerou debates dentro do governo norte-americano sobre a necessidade de revisar planos operacionais e de contingência. O principal objetivo é preservar a capacidade de resposta das Forças Armadas em outros teatros de operação.

Especial atenção é dada a possíveis cenários envolvendo Taiwan ou uma confrontação com a China. Autoridades dos Estados Unidos tentam minimizar o problema e negam qualquer conflito iminente com Pequim.

Os números do CSIS e do Pentágono revelam uma vulnerabilidade logística importante. O quadro expõe os limites do atual modelo bélico norte-americano e contrasta com a imagem de supremacia militar que Washington costuma projetar internacionalmente.

A dependência excessiva de sistemas caros e de produção demorada aprofunda esses gargalos. A indústria de defesa norte-americana enfrenta dificuldades estruturais para repor rapidamente os arsenais esgotados pela ofensiva.

Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.


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