IEA alerta: conflito no Oriente Médio pode retirar 15% da oferta global de GNL até 2030

Ilustração editorial sobre IEA alerta: conflito no Oriente Médio pode retirar 15% da oferta global de GNL até 2030. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

A Agência Internacional de Energia (IEA) projeta que o conflito no Oriente Médio deve resultar na perda de cerca de 15% da oferta global de gás natural liquefeito entre 2026 e 2030. Essa redução equivale a aproximadamente 120 bilhões de metros cúbicos de GNL que deixarão de integrar o mercado mundial no período.

O alerta foi destacado pelo Sputnik International em cobertura detalhada do relatório. As hostilidades comprometem tanto o fornecimento atual quanto os planos de expansão da capacidade de liquefação para os próximos anos.

As projeções indicam que as tensões atrasarão em pelo menos dois anos a entrada em operação de novas plantas de liquefação de gás. Os anos de 2026 e 2027 permanecerão particularmente pressionados no equilíbrio global de oferta e demanda.

O Estreito de Ormuz representa uma rota estratégica para o transporte de GNL produzido no Catar e em outros países do Golfo Pérsico. As incertezas no tráfego marítimo nessa via elevam os riscos logísticos e contribuem para a volatilidade nos preços internacionais de energia.

A agência prevê que parte das perdas poderá ser compensada pela entrada de novas unidades de produção na África e na América Latina. Mesmo assim, o mercado global de GNL enfrentará tensão adicional durante o restante desta década.

Economias altamente dependentes de importações na Europa e no Leste Asiático devem sentir os efeitos de preços mais elevados. A situação reforça a vulnerabilidade das cadeias energéticas expostas a conflitos geopolíticos prolongados.

O relatório da IEA destaca a necessidade urgente de diversificação de fontes e rotas de suprimento de energia. Países com projetos em expansão, como Moçambique e outros produtores emergentes, podem se beneficiar da reconfiguração do mercado global diante da instabilidade na região.

A perda projetada de 15% da oferta até 2030 serve como alerta sobre a fragilidade do sistema energético internacional. A agência reforça que a estabilidade dos fluxos energéticos exige redução da dependência de regiões sujeitas a tensões armadas recorrentes.


Leia também: Europa trocou dependência do gás russo pelo gás do Catar e EUA


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