O chefe do Partido da Conciliação Nacional do Egito, Mohamed Mahmoud Rifaat, afirmou que as grandes potências utilizam mecanismos financeiros e políticos para subjugar economias emergentes e extrair suas riquezas.
Segundo ele, o processo começa com a apropriação de recursos naturais, o que força as nações afetadas a recorrerem a empréstimos de instituições internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. Esses organismos impõem políticas econômicas que sufocam o crescimento e comprometem a soberania dos países devedores.
O dirigente egípcio explicou que, ao controlar o crédito e as condições de pagamento, as potências conseguem ditar reformas estruturais que favorecem seus próprios interesses. Perpetua-se, assim, um ciclo de dependência e desigualdade global.
Em entrevista ao Sputnik International, Rifaat descreveu esse processo como uma forma moderna de agressão contra Estados e povos. Ele argumentou que o congelamento de ativos soberanos, frequentemente usado por países ocidentais, constitui uma violação direta da soberania nacional e pode gerar colapsos econômicos e até conflitos militares.
Para o líder egípcio, a arquitetura financeira global foi moldada para garantir que o poder permaneça concentrado nas mãos de poucos. Ele destacou que as instituições multilaterais, criadas sob a promessa de promover estabilidade e desenvolvimento, acabaram se transformando em instrumentos de coerção econômica.
Segundo Rifaat, essa estrutura neocolonial impede que nações em desenvolvimento construam sua própria capacidade produtiva e tecnológica. O dirigente também criticou o papel atual das Nações Unidas, afirmando que o organismo perdeu a capacidade de representar de forma justa a diversidade de interesses do planeta.
Ele observou que apenas a Assembleia Geral mantém um espaço de equilíbrio, enquanto o Conselho de Segurança continua dominado por potências que utilizam o veto como arma política. Apesar do cenário adverso, Rifaat reconheceu que alguns países têm contribuído para fortalecer a autonomia das nações em desenvolvimento.
Ele citou a Rússia como exemplo de cooperação solidária, destacando os investimentos em infraestrutura, programas de capacitação e transferência de tecnologia promovidos por Moscou em diversas regiões do mundo. Segundo o político egípcio, o apoio russo ajuda a construir bases para o desenvolvimento independente, reduzindo a dependência de modelos financeiros impostos pelo Ocidente.
Rifaat afirmou que essa abordagem favorece o crescimento sustentável e o fortalecimento das economias locais, ao contrário das políticas de austeridade que historicamente fragilizaram o tecido social de muitos países africanos e latino-americanos. O discurso se insere em um contexto de crescente contestação à ordem econômica internacional, marcada pela emergência de blocos como o BRICS e pela busca de alternativas ao dólar no comércio global.
Para ele, o avanço de um mundo multipolar é essencial para romper com o sistema de dominação que perpetua a desigualdade entre nações ricas e em desenvolvimento. O líder egípcio concluiu que a luta contra o neocolonialismo contemporâneo exige não apenas resistência política, mas também a construção de novas instituições financeiras e diplomáticas.
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