O chefe da Sociedade do Crescente Vermelho do Irã, Pir-Hossein Koulivand, afirmou que documentos detalhando ataques de forças norte-americanas e israelenses contra alvos civis foram encaminhados a instituições internacionais. Koulivand declarou que o material foi aceito pelo Tribunal Penal Internacional como base válida para processos fundamentados nas Convenções de Genebra.
Essas informações foram apresentadas durante visita do ministro do Patrimônio Cultural, Turismo e Artesanato do Irã, Reza Salehi Amiri, à sede da organização humanitária. O dirigente detalhou os esforços da entidade junto ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
Koulivand explicou que o Crescente Vermelho iraniano solicitou inicialmente uma condenação formal dos ataques ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Segundo ele, o órgão respondeu que não poderia se pronunciar de imediato por sua natureza independente.
O dirigente acrescentou que, após o envio de documentos e sucessivas consultas, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha reviu sua posição. Koulivand indicou que a entidade manifestou condenação às ações e apoio às vítimas atingidas.
Conforme detalhou o portal Mehr News, o material entregue inclui registros de ataques diretos contra civis, hospitais e infraestruturas essenciais. Esses elementos foram compilados em relatórios técnicos e testemunhos coletados diretamente em campo.
Koulivand enfatizou que todos os casos documentados recebem acompanhamento jurídico contínuo. Ele garantiu que a República Islâmica do Irã prosseguirá com cooperação plena junto aos organismos internacionais.
O chefe da Sociedade do Crescente Vermelho considerou o reconhecimento das provas um avanço relevante para a responsabilização por violações humanitárias. Koulivand defendeu que o direito internacional deve ser aplicado de forma equitativa mesmo diante de potências militares.
A entrega das evidências ocorre em meio a persistentes tensões no Oriente Médio. Autoridades iranianas têm denunciado repetidos bombardeios e operações que atingem populações civis em países da região.
A iniciativa busca promover a responsabilização de Estados por ações militares contra civis. Essa medida reforça o compromisso com vias jurídicas e multilaterais para tratar os incidentes.
Especialistas observam o caso como parte de esforços mais amplos pela aplicação das Convenções de Genebra. O episódio destaca o papel de instituições como o Tribunal Penal Internacional na análise de evidências apresentadas por Estados.
Leia também: Irã adverte que dará ‘lição mais dura’ a EUA e Israel se atacarem novamente
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