O avanço da transição energética recoloca o Brasil no centro da disputa global por autonomia elétrica. Na Intersolar Brasil Nordeste, empresas e governos estaduais reforçaram o papel do hidrogênio verde e da energia solar na matriz nacional. O evento consolidou o país como polo estratégico da descarbonização no Sul Global.
Enquanto o Brasil debate novas rotas de hidrogênio e amplia leilões da Aneel, o Canadá tenta reduzir a dependência das cadeias asiáticas. De acordo com o OilPrice, entrou em operação a primeira refinaria de lítio de qualidade para baterias da América do Norte, uma tentativa de quebrar o domínio chinês sobre metade do mercado global do chamado “ouro branco”.
Em sentido oposto, o Brasil aposta em integração elétrica e armazenamento limpo. Itaipu, eólicas no Nordeste e usinas solares híbridas já garantem mais de 85% de geração renovável, segundo a Aneel. A meta é ampliar o uso de baterias e hidrogênio para estabilizar o sistema e reduzir custos de bandeira tarifária.
Essa corrida por independência energética redefine fronteiras industriais. O Norte global corre para recuperar espaço perdido, enquanto o BRICS amplia o investimento em tecnologia limpa e em mineração sustentável. O desafio é fazer a transição sem repetir a lógica de dependência que por décadas marcou o petróleo.
Entre hidrogênio cearense e lítio canadense, o novo mapa da energia expõe uma disputa mais política que técnica: quem controlará os fluxos do poder renovável nas próximas décadas — os velhos centros financeiros ou as potências emergentes do clima?
Com informações de OILPRICE.
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