O Brasil tornou-se alvo direto da guerra tecnológica entre Estados Unidos e China, conforme revelou o G1. Washington incluiu o país entre os destinos prioritários para receber “pacotes completos” de inteligência artificial, junto com Egito e Indonésia, tentando conter o avanço chinês em infraestrutura digital.
O plano americano segue o modelo do “Technology Prosperity Deal” firmado com o Japão, que atrela padrões técnicos, governança e fluxo de dados à estratégia de segurança dos EUA. A proposta busca incorporar países emergentes à órbita normativa de Washington, transformando-os em consumidores alinhados a seus valores e dependentes de seus chips e data centers.
Pequim, por outro lado, acelera o uso de modelos abertos e mais acessíveis, reforçando sua liderança global em IA, segundo o O Globo. Plataformas como o Qwen e o DeepSeek reduzem custos e ampliam o acesso de desenvolvedores, combinando eficiência com produção doméstica de semicondutores e arquitetura própria baseada em Mixture‑of‑Experts.
Enquanto gigantes como Anthropic e OpenAI travam disputas nos EUA por contratos públicos e supremacia computacional, a China expande seu ecossistema com ênfase em colaboração aberta e pragmatismo técnico — um contraste que favorece o Sul Global na busca por autonomia digital e infraestruturas locais.
Em sintonia com essa agenda, o assessor presidencial Celso Amorim reafirmou o papel estratégico do Brasil na construção de uma ordem multipolar e soberana, conforme destacou o Brasil 247. Sob o governo Lula, o país tenta equilibrar interesses e desenvolver capacidade própria para não se tornar refém nem do Vale do Silício nem de Pequim. O desafio é simples e urgente: transformar seus dados e energia limpa em soberania computacional genuína.
Com informações de TECHCRUNCH.
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