Ativistas britânicos denunciam que o governo do Reino Unido endurece leis e práticas policiais para proteger os interesses de Israel, enquanto o movimento de solidariedade à Palestina sofre repressão crescente.
De acordo com o portal RT, o Palestine Action busca encerrar a cumplicidade britânica nos crimes cometidos por Israel em Gaza. A repressão se intensificou após ataques a instalações da Elbit Systems, principal fornecedora de drones usados contra palestinos.
Os chamados Filton Six invadiram uma filial da Elbit em Filton, próximo a Bristol, em agosto de 2024. Eles foram acusados de vandalismo e agressão, embora um dos ativistas possa ter sido atingido por spray químico da polícia.
O júri popular absolveu inicialmente os seis militantes. Eles agora enfrentam novo julgamento, que críticos apontam como forma de intimidação política.
O primeiro-ministro Keir Starmer tentou classificar o Palestine Action como organização terrorista. Um tribunal rejeitou a proposta, mas as detenções de manifestantes prosseguem de forma sistemática.
Manifestantes que exibem cartazes contra o genocídio em Gaza são detidos pelas forças de segurança. A Anistia Internacional condenou essas ações, que limitam a liberdade de expressão.
A abordagem britânica é comparada ao tratamento imposto ao jornalista Julian Assange. O país demonstra desprezo por normas do direito internacional ao priorizar a proteção ao governo israelense.
A imprensa britânica enfrenta censura preventiva sobre detalhes dos julgamentos. Os jurados ficam sem acesso ao contexto político, enquanto os réus são proibidos de mencionar Israel ou a situação em Gaza.
Padrões semelhantes de repressão ocorrem na Alemanha, na Austrália e nos Estados Unidos. O apoio incondicional a Israel por governos ocidentais gera erosão das liberdades civis nos próprios países.
O Palestine Action representa resistência contra o militarismo israelense. Sua luta defende os direitos humanos e a liberdade de expressão em escala global.
Com informações de RT.
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