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Ativistas denunciam que Reino Unido virou estado policial pró-Israel

47 Comentários🗣️🔥 Policiais britânicos carregam uma manifestante durante protesto. (Foto: rt.com) Ativistas britânicos denunciam que o governo do Reino Unido endurece leis e práticas policiais para proteger os interesses de Israel, enquanto o movimento de solidariedade à Palestina sofre repressão crescente. De acordo com o portal RT, o Palestine Action busca encerrar a cumplicidade britânica […]

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Policiais britânicos carregam uma manifestante durante protesto. (Foto: rt.com)

Ativistas britânicos denunciam que o governo do Reino Unido endurece leis e práticas policiais para proteger os interesses de Israel, enquanto o movimento de solidariedade à Palestina sofre repressão crescente.

De acordo com o portal RT, o Palestine Action busca encerrar a cumplicidade britânica nos crimes cometidos por Israel em Gaza. A repressão se intensificou após ataques a instalações da Elbit Systems, principal fornecedora de drones usados contra palestinos.

Os chamados Filton Six invadiram uma filial da Elbit em Filton, próximo a Bristol, em agosto de 2024. Eles foram acusados de vandalismo e agressão, embora um dos ativistas possa ter sido atingido por spray químico da polícia.

O júri popular absolveu inicialmente os seis militantes. Eles agora enfrentam novo julgamento, que críticos apontam como forma de intimidação política.

O primeiro-ministro Keir Starmer tentou classificar o Palestine Action como organização terrorista. Um tribunal rejeitou a proposta, mas as detenções de manifestantes prosseguem de forma sistemática.

Manifestantes que exibem cartazes contra o genocídio em Gaza são detidos pelas forças de segurança. A Anistia Internacional condenou essas ações, que limitam a liberdade de expressão.

A abordagem britânica é comparada ao tratamento imposto ao jornalista Julian Assange. O país demonstra desprezo por normas do direito internacional ao priorizar a proteção ao governo israelense.

A imprensa britânica enfrenta censura preventiva sobre detalhes dos julgamentos. Os jurados ficam sem acesso ao contexto político, enquanto os réus são proibidos de mencionar Israel ou a situação em Gaza.

Padrões semelhantes de repressão ocorrem na Alemanha, na Austrália e nos Estados Unidos. O apoio incondicional a Israel por governos ocidentais gera erosão das liberdades civis nos próprios países.

O Palestine Action representa resistência contra o militarismo israelense. Sua luta defende os direitos humanos e a liberdade de expressão em escala global.

Com informações de RT.


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Cíntia Alves

27/04/2026

Oxe, é rir pra não chorar ver o tal berço da democracia virar esse cosplay de estado policial pra blindar interesse de fora. Engraçado que pra gente tipo a Karina a liberdade só vale se for pra ganhar em dólar, mas se o povo protesta contra massacre, vira vagabundo na hora. No fim, político é tudo farinha do mesmo saco, só muda o endereço e o nível da hipocrisia.

Cíntia Ribeiro

27/04/2026

A situação no Reino Unido ilustra o desafio clássico de equilibrar a manutenção da ordem com a garantia do dissenso democrático. Quando o aparato estatal é mobilizado para blindar parcerias estratégicas contra protestos, as instituições correm o risco de priorizar a geopolítica em detrimento das liberdades civis fundamentais. É um caso nítido de como a razão de Estado pode tensionar o pluralismo se não houver um controle rigoroso sobre a discricionariedade policial.

Francisco de Assis

27/04/2026

É de uma alienação abissal ver esse povo que se diz moderno batendo palma para truculência imperialista enquanto o Brasil resgata sua altivez e dignidade. Enquanto a velha Europa se apequena nesse autoritarismo de encomenda para proteger mercador da morte, o governo Lula recoloca nosso país como o farol da paz e da diplomacia soberana que o mundo tanto precisa. A verdade é que o Brasil voltou a ser gigante e respeitado, deixando essa gente da cabeça alienada falando sozinha no deserto da história.

Tadeu

27/04/2026

Sinceramente, esse barulho todo de ativista só serve para gerar volatilidade desnecessária nos ativos europeus. O que me preocupa de verdade é se essa confusão vai pressionar a inflação ou derrubar os dividendos das empresas de defesa, o resto é pura perda de tempo.

Marcos Andrade Niterói

27/04/2026

Essa sanha repressiva no Reino Unido é o sonho de consumo dessa extrema-direita que comentou aqui, mas a gente sabe que o caminho é o oposto. Em Niterói, o Rodrigo Neves mostrou como se governa com inclusão e obras estruturantes, como o Túnel Charitas-Cafubá, enfrentando o descaso crônico do governo estadual do Rio. Democracia se fortalece com direitos e planejamento urbano, não com Estado policial e mordaça contra quem defende a justiça.

Karina Libertária

27/04/2026

O Reino Unido está of course certo em dar um stop nesses vagabundos que não têm um job. Enquanto vocês ficam aí defendendo quem recebe bolsa esmola, eu faço meus investments em dólar porque aqui em Miami a gente valoriza o business real e a segurança. Tem que prender mesmo quem atrapalha a ordem, bando de gente loser que não sabe o que é produzir de verdade.

Luiz Augusto

27/04/2026

É curioso como setores da militância confundem a manutenção da ordem e o respeito ao direito de propriedade com autoritarismo estatal. O Reino Unido está apenas exercendo sua soberania para garantir que o livre mercado e as parcerias estratégicas não sejam sabotados por grupos ideológicos. Menos vitimismo e mais apreço pelas instituições que sustentam a liberdade econômica e a civilização ocidental.

Julia Andrade

27/04/2026

É sintomático observar como o Reino Unido, historicamente autoproclamado como o berço das liberdades civis modernas, apela para um autoritarismo tão escancarado quando as engrenagens do seu complexo industrial-militar são questionadas. O que vemos na repressão ao Palestine Action não é um desvio de conduta, mas a materialização do estado de exceção de que fala Giorgio Agamben, onde a norma jurídica é suspensa em nome de uma segurança que, na verdade, protege apenas o fluxo de capital e a manutenção de alianças geopolíticas coloniais. É o desmoronamento da estética democrática liberal diante da urgência de manter a cumplicidade com a ocupação de territórios no Sul Global.

A criminalização de ativistas que tentam interromper a produção de armamentos revela uma face perversa do que chamamos de democracia ocidental: a liberdade de expressão é um direito sagrado, desde que não interfira no lucro de quem fabrica a morte. Enquanto lemos aqui comentários que tentam reduzir esse debate a binarismos rasos de guerra ideológica ou ataques gratuitos, como fez o Pedro Neto, ignorando a profundidade da violência estatal, percebemos que o brainwashing neoliberal funciona perfeitamente. Ele desumaniza a luta palestina e, por tabela, justifica que qualquer cidadão britânico — ou brasileiro, como bem pontuou a Cecília Silva ao traçar o paralelo com nossas periferias — seja tratado como inimigo do Estado se ousar apontar as contradições do sistema.

Essa postura do Reino Unido é um choque cultural apenas para quem ainda compra a ideia de uma Europa civilizada e pacífica. Para nós, mulheres e estudantes inseridas no pensamento decolonial e feminista, fica nítido que o controle dos corpos e a repressão ao protesto são ferramentas de uma estrutura que não sabe lidar com a solidariedade internacionalista. A luta pela libertação da Palestina é, intrinsecamente, uma luta contra o patriarcado imperialista e contra essa necroestatística que decide quais vidas merecem luto e quais são descartáveis sob a bota da polícia. O Reino Unido não está apenas protegendo Israel; está protegendo o seu próprio direito histórico de exercer o domínio através da força bruta, agora maquiada de legalidade antiterrorista.

Precisamos amadurecer o debate para além da fé ou do medo, como sugeriram algumas das colegas aqui nos comentários, e encarar que o que acontece em Londres ou Manchester ressoa diretamente na nossa autonomia política aqui no Rio de Janeiro. Quando o precedente da repressão total é estabelecido em uma das capitais do Norte Global, ele serve de laboratório e autorização moral para que regimes em todo o mundo aperfeiçoem suas táticas de silenciamento. Não se trata de uma escolha entre lados distantes, mas de reconhecer que a arquitetura desse estado policial é global, interconectada e extremamente eficiente em transformar resistência ética em crime de estado.

Carmem Souza

27/04/2026

Fico muito preocupada com a agressividade de alguns comentários, pois a nossa fé nos ensina a buscar a paz e o discernimento acima de tudo. É triste ver a repressão contra quem clama por justiça, lembrando que a ética cristã deve sempre priorizar a dignidade humana. Precisamos de menos polarização e mais empatia com o sofrimento alheio.

Maria Aparecida

27/04/2026

É triste ver as potências mundiais perseguindo quem clama por justiça, lembrando que Jesus também foi vítima de um estado policial que servia aos interesses dos poderosos. Como a Cecília bem notou, esse roteiro de repressão contra quem defende o próximo é o mesmo no mundo todo, porque o deus desses governantes é o lucro e não a vida. Que a nossa fé nos mova para a solidariedade coletiva e contra essa cumplicidade covarde com a dor dos oprimidos na Palestina.

Sofia García

27/04/2026

O Reino Unido entrou no modo full repressão e tem gente aqui jurando que é meme. Enquanto uns comentam nível Pedro Neto, o estado britânico tá dando um flop colossal na democracia pra segurar o lucro de quem faz a guerra. É o puro suco do autoritarismo gourmet, amados.

Pedro Neto

27/04/2026

Chora mais comunista ladrão! Se tá achando ruim a polícia vai pra Cuba defender terrorista. Faz o L!

Cecília Silva

27/04/2026

O que tá rolando no Reino Unido é a prova de que o Estado só sabe dialogar com o povo através da bota e do fuzil quando o lucro dos poderosos tá em jogo. Essa repressão contra quem luta pela Palestina é o mesmo roteiro que a gente vive aqui nas periferias: criminalizam a nossa voz pra manter o sistema de pé. Não existe democracia de verdade enquanto a solidariedade for tratada como caso de polícia.

Mariana Alves

27/04/2026

A leitura dos fatos no Reino Unido, conforme exposta pela reportagem da RT, não deve ser encarada como uma idiossincrasia isolada do governo britânico, mas como o amadurecimento tático do que Nicos Poulantzas definiu como estatismo autoritário. É fascinante — e ao mesmo tempo estarrecedor — observar como a métrica do estado de direito é prontamente descartada quando o ativismo, personificado aqui pelo Palestine Action, incide diretamente sobre os fluxos de capital da indústria bélica. A criminalização da solidariedade internacionalista revela que a democracia liberal burguesa só admite a divergência enquanto esta se mantiver no campo estéril da retórica; quando a práxis ameaça a logística do complexo industrial-militar, o aparato de captura do Estado revela sua face policialesca e visceralmente repressiva.

Acompanhando o raciocínio exposto por Paulo Ribeiro logo acima, percebe-se que estamos diante do esgotamento da hegemonia por consenso. O que vemos nas ruas de Londres não é o exercício da ordem, como bradam alguns setores obliterados pela ideologia reacionária — que ironicamente clamam por liberdade enquanto aplaudem o chicote do Estado —, mas sim a reafirmação da violência fundante do capital. A simbiose entre o Reino Unido e os interesses geopolíticos no Oriente Médio ultrapassa a mera aliança diplomática; trata-se da preservação de um enclave imperialista que sustenta a ordem do Norte Global. Quando o dissenso é tratado como patologia social ou terrorismo, a máscara da neutralidade jurídica cai, restando apenas a gestão punitiva da indignação.

É preciso pontuar, sob a ótica da psicologia social, como esse endurecimento legislativo opera uma pedagogia do medo, desenhada para desarticular a subjetividade coletiva e o sentimento de classe que transcende fronteiras. Ao rotular ativistas como ameaças à segurança nacional por tentarem interromper o fornecimento de tecnologia militar utilizada contra populações civis, o Estado britânico tenta sequestrar a gramática moral da sociedade civil. O objetivo é claro: atomizar os indivíduos e convencer a classe trabalhadora de que a paz social depende do silêncio diante da barbárie. Aqueles que anseiam por uma ordem coercitiva falham em perceber que o aparato que hoje esmaga o ativista é o mesmo que amanhã será usado para suprimir qualquer demanda por direitos básicos de sobrevivência.

Portanto, a denúncia desses movimentos não é apenas um grito por justiça em terras distantes, mas uma autodefesa necessária contra o avanço de um neoliberalismo punitivo que não hesita em sacrificar as liberdades civis no altar da acumulação e da manutenção de estruturas coloniais. Não há democracia plena sob a égide de um Estado que se torna sócio de crimes contra a humanidade e utiliza suas forças de segurança como guarda privada de fabricantes de armas. O que está em jogo nas celas britânicas é a própria viabilidade da resistência política em um mundo onde o capital não aceita mais ser contrariado nem mesmo pela ética mais elementar.

José dos Santos

27/04/2026

O mundo tá uma confusão só e em todo lugar parece que o cerco tá apertando pra quem rala. Enquanto o pessoal discute política lá fora, a gente aqui segue no corre pra dar conta da inflação e desse trânsito que não dá trégua. O que o povo quer mesmo é um pouco de paz e estabilidade pra trabalhar, porque tá cada dia mais difícil fechar a conta no final do mês.

Rubens O Pescador

27/04/2026

Engraçado esse povo pedindo ordem, mas na verdade querem é calar quem reclama enquanto o custo de vida só sobe. No meu tempo de governo do PT, a gente tinha era comida no prato e paz pra tocar a vida, sem essa perseguição braba com quem luta pelo que é justo. Hoje em dia é só cacetete e conversa fiada, saudade de quando o trabalhador era respeitado de verdade.

Paulo Ribeiro

27/04/2026

O endurecimento das táticas repressivas no Reino Unido, longe de ser um desvio episódico ou uma simples “exageração adjetiva”, revela o esgotamento do que Gramsci chamaria de hegemonia por consenso. Quando a legitimação ideológica das democracias liberais já não consegue mascarar a cumplicidade histórica com o projeto colonial e o extermínio sistemático em Gaza, o Estado é compelido a desnudar seu Aparelho Repressivo, seguindo a lógica descrita por Althusser. O que assistimos na repressão ao Palestine Action é a manifestação de um Estado que, ao perder a capacidade de convencer, passa a coagir, utilizando a lei como ferramenta de blindagem para o complexo industrial-militar e para os interesses do capital transnacional.

A crítica que pede um suposto “rigor terminológico” para evitar o conceito de estado policial parece ignorar que a legalidade burguesa é inerentemente plástica; ela se molda para criminalizar qualquer dissidência que ouse tocar no nervo exposto da geopolítica imperialista. Como bem pontuaria Mariátegui, não se pode analisar a estrutura jurídica de uma metrópole sem considerar as bases materiais e as veias abertas do mundo periférico que a sustentam. O Reino Unido, ao endurecer leis contra manifestantes, não está apenas mantendo a ordem pública, mas reafirmando sua função de nódulo logístico de um sistema que sobrepõe o lucro das empresas de armamentos à vida das populações subalternizadas.

É sintomático observar como o debate público é frequentemente contaminado por uma subjetividade reacionária que clama pelo exercício da força. Esses discursos, que celebram o autoritarismo estatal sob o pretexto de “ordem”, são o resultado de uma profunda crise de consciência de classe. Eles representam o que Gramsci identificava como a mentalidade do subalterno que, incapaz de compreender sua própria opressão, adota a gramática do opressor. O que está em jogo nas ruas de Londres não é uma disputa abstrata sobre o direito de ir e vir, mas a práxis necessária de resistência contra um sistema que prefere converter suas capitais em campos de vigilância policial a permitir o fim do apartheid na Palestina.

Portanto, a denúncia dos ativistas é um imperativo ético e pedagógico. Se a democracia liberal britânica se torna indistinguível de um aparelho de repressão seletiva para proteger fornecedores de armas, o conceito de “estado policial” deixa de ser uma metáfora para se tornar uma descrição sociológica precisa. A solidariedade internacionalista, neste contexto, é a única resposta capaz de romper com o isolacionismo e denunciar que a liberdade de expressão, no coração do império, termina exatamente onde começa o interesse econômico e militar da ocupação.

Zé do Povo

27/04/2026

TUDO COMUNISMO DISFARÇADO PRA INVADIR NOSSOS DIREITOS!!!! 😡😡😡 QUEREMOS A VOLTA DOS VALORES TRADICIONAIS E ORDEM NESSA BAGUNÇA!!!! VÃO TRABALHAR BANDO DE VAGABUNDO!!!!! 🤡👊💥😡

Eduardo Nogueira

27/04/2026

A Mariana citando feminista radical pra falar de geopolítica é o puro suco do delírio universitário. Estado policial? Quem dera se a polícia desse um jeito de verdade nessa turma que defende terrorista e adora pauta progressista. Choro livre pros militantes de iPhone que não aguentam ver um mínimo de ordem.

    Caio Vieira

    27/04/2026

    Prezado Eduardo, seu anseio por uma ordem coercitiva é o sintoma de uma hegemonia que sacrifica a parresía democrática para blindar o capital transnacional sob uma falsa auctoritas. O que você apressadamente rotula como delírio é a práxis necessária de um povo que, ao empreender sua legítima luta, desmascara a hybris de um Estado que se transmuta em aparato de exceção.

Cecília Torres

27/04/2026

A banalização de termos como estado policial apenas enfraquece a crítica legítima ao endurecimento legislativo britânico, transformando uma análise necessária sobre liberdades civis em mera panfletagem. Precisamos de menos adjetivação ideológica e mais rigor ao avaliar como democracias consolidadas gerenciam dissidências sem comprometer o Estado de Direito. O debate ganharia muito se as paixões fossem substituídas pela observação fria dos fatos e das jurisprudências.

Marina Silva

27/04/2026

A máscara da democracia liberal caiu: o Reino Unido é o braço armado do apartheid e quem pede ordem diante do genocídio já escolheu o lado do opressor.

Mariana Oliveira

27/04/2026

Observar a repressão sistemática no Reino Unido contra o grupo Palestine Action nos obriga a realizar uma leitura que vá além da superfície da segurança pública ou da mera manutenção da ordem, pois o que vemos é a face nua do que bell hooks descrevia como o patriarcado capitalista supremacista branco em plena operação de autoproteção. Quando o Estado endurece leis para silenciar vozes que denunciam a cumplicidade com a violência colonial, ele não está buscando a paz social, mas sim a manutenção de uma hegemonia que historicamente desumaniza certos grupos para proteger interesses de capitais transnacionais e alianças bélicas. É preocupante ler perspectivas que reduzem o direito fundamental à dissidência a uma questão de produtividade ou cronograma, como se a vida humana e a justiça internacional pudessem ser pesadas contra a fluidez do trânsito ou a entrega de uma obra. A lógica da ordem pela ordem é, na verdade, uma ferramenta de silenciamento das margens.

A aplicação desse estado policial não atinge a todos de forma linear, e é aqui que o conceito de interseccionalidade de Kimberlé Crenshaw se torna indispensável para compreendermos a gravidade desse cenário. A criminalização do ativismo pró-Palestina no coração da Europa ocidental revela como as estruturas de poder se reorganizam para punir de forma mais severa aqueles que desafiam o status quo. Não se trata apenas de leis mais rígidas, mas de entender quem são os sujeitos cujos corpos estão sendo arrastados e cujas vozes estão sendo rotuladas como ameaças à segurança nacional. Quando ignoramos o recorte racial e político dessas detenções, ignoramos como a violência estatal opera de forma seletiva para preservar privilégios geopolíticos, reforçando desigualdades que cruzam fronteiras e conectam a luta das mulheres racializadas aqui no Sul Global com a resistência de quem é perseguido no Norte.

Como feminista interseccional mineira, entendo que a nossa luta por liberdade e autonomia está intrinsecamente ligada à resistência de quem hoje é vigiado e punido em Londres por se recusar a aceitar a barbárie como normalidade institucional. O rótulo de estado policial não é um exagero retórico quando o aparato jurídico é moldado para proteger fabricantes de armas em detrimento da liberdade de expressão e da solidariedade internacional. Precisamos questionar a quem serve essa ordem que alguns comentaristas defendem com tanto fervor. Se a ordem exige o sacrifício de direitos humanos básicos e o silenciamento de quem denuncia genocídios, então essa ordem nada mais é do que uma forma sofisticada de opressão estrutural. A democracia não pode ser um conceito estático que serve apenas para validar o poder vigente; ela deve ser um espaço de constante contestação, especialmente quando as instituições se tornam cúmplices de injustiças históricas.

Beto Engenheiro

27/04/2026

Enquanto esse povo briga por ideologia na rua, a produtividade cai e as grandes obras ficam em segundo plano. Esse papo de estado policial é conversa de quem não tem um cronograma pra cumprir ou uma ferrovia de verdade pra tirar do papel. O que o Reino Unido ou o Brasil precisam é de investimento pesado em logística e infraestrutura, não desse barulho todo que só atrapalha quem quer produzir.

Luciana Costa

27/04/2026

O equilíbrio entre manter a ordem e garantir o direito ao protesto é sempre uma linha tênue, mas o endurecimento legislativo britânico realmente acende um alerta. Embora o termo estado policial pareça um exagero retórico, como a Mariana bem pontuou, é inegável que restringir vozes críticas sob o pretexto de segurança nacional muitas vezes esconde interesses políticos bem específicos. No fim, a liberdade de expressão não pode ser seletiva, sob o risco de enfraquecer a própria democracia que se diz proteger.

Mariana Costa

27/04/2026

O debate aqui está tão polarizado quanto o próprio tema, alternando entre o rigor acadêmico e o pragmatismo da ordem a qualquer custo. É preocupante ver democracias consolidadas restringindo liberdades civis, mas rotular o Reino Unido inteiro como estado policial soa como um exagero retórico que ignora a complexidade da segurança pública. Falta equilíbrio para entender que o direito ao protesto deve ser protegido sem que isso signifique o colapso das instituições.

Luciana Santos

27/04/2026

Rapaz, é um tal de nome difícil pra lá e pra cá enquanto o povo só quer saber de trabalhar em paz. O Reino Unido pode estar apertando o cerco, mas aqui em Salvador a gente já sabe que político só usa a polícia pra proteger o interesse deles, não o nosso. No fim do dia, quem leva a pior é sempre o trabalhador que tá na rua, o resto é conversa fiada de quem não pega buzu.

Luiz Carlos

27/04/2026

É muita conversa fiada e nome difícil pra defender quem quer fazer bagunça na rua. O João tá certo, sem ordem nenhum país funciona e o trabalhador é sempre quem paga a conta no final. Se a polícia não agir, vira terra de ninguém igual tentam fazer por aqui todo dia.

Lucas Andrade

27/04/2026

No fundo, esse endurecimento britânico é a materialização do panóptico servindo ao capital geopolítico, uma tentativa desesperada de silenciar o grito que racha a hegemonia. João, sua ordem nada mais é do que a estética da repressão que Adorno descreveria como a barbárie administrada. A democracia liberal sempre foi apenas o verniz de um dispositivo de controle que agora se assume como estado policial sem qualquer pudor.

Beatriz Lima

27/04/2026

É curioso observar como a caixa de comentários se transformou em um duelo de epítetos acadêmicos e senso comum rasteiro. Enquanto o João se preocupa com o trânsito da Avenida Brasil e o Lucas saca Gramsci do bolso como se fosse um amuleto mágico, a realidade do endurecimento legislativo britânico passa batida por uma análise técnica. Chamar o Reino Unido de estado policial hoje é um exercício de hipérbole retórica que ignora a história da própria Scotland Yard, mas fechar os olhos para o Public Order Act de 2023 exige um esforço de negação quase heróico. O que estamos vendo não é uma conversão repentina ao autoritarismo por amor a uma bandeira específica, mas a manutenção da velha eficiência britânica em proteger fluxos de capital e interesses geopolíticos, custe o que custar ao direito de reunião.

A ironia suprema, que ninguém aqui pareceu notar ou preferiu ignorar para não estragar a narrativa, é consumir denúncias sobre liberdade de expressão e repressão estatal vindas do portal RT. É o sujo falando do mal lavado com uma trilha sonora de conveniência geopolítica. O Palestine Action tem seus méritos ao expor a cadeia de suprimentos militar, mas basear uma análise profunda apenas no que ativistas denunciam, sem cruzar com os dados reais de condenações versus prisões preventivas, é cair no mesmo erro da Clarice e sua arqueologia de prateleira: trocar a investigação factual pelo conforto da ideologia que mais lhe apetece.

Se formos falar de dados, o que os relatórios de observatórios de direitos humanos na Europa mostram é que o cerco não é exclusivo ao tema Israel-Palestina. O governo britânico tem passado o trator em manifestações do Just Stop Oil e de movimentos antimonarquistas com a mesma truculência. O que mudou não foi o caráter do Estado, que sempre foi coercitivo, mas a nossa capacidade de fingir surpresa quando a repressão bate à porta de causas que têm ampla tração digital. O sistema jurídico deles é desenhado para a estabilidade das instituições, não para a justiça poética que a Fernanda tanto deseja.

No fim das contas, essa discussão entre “ordem pública” e “colapso do império” é puro ruído. O Reino Unido está apenas atualizando o seu kit de ferramentas para lidar com a dissidência em um mundo hiperconectado. Se você acha que isso é uma conspiração nova ou um movimento comunista, como sugeriram antes, você provavelmente precisa sair um pouco da bolha de algoritmos e ler os textos originais das leis que estão sendo aprovadas em Londres. Não há nada de ideológico na bota do policial; ela é apenas pragmática e serve a quem assina o contracheque do sistema.

Para quem mora em Belo Horizonte e sabe o que é um estado operando na base do “jeitinho” quando convém, ver essa tentativa de glamourizar ou demonizar a eficiência britânica chega a ser cansativo. Menos Gramsci, menos revolta de sofá e um pouco mais de leitura seca de Diário Oficial ajudaria a entender que o buraco é bem mais embaixo e muito mais burocrático do que essas análises apaixonadas sugerem. O Reino Unido não virou um estado policial ontem; ele só parou de se importar em manter as aparências de uma democracia liberal impecável enquanto protege seus contratos de defesa.

Ana Karine Xavante

27/04/2026

É sintomático observar como o discurso da ordem, evocado por alguns aqui nos comentários, serve historicamente como um biombo para ocultar a face mais cruenta do colonialismo estrutural que ainda governa as potências do Norte Global. Quando o Reino Unido endurece suas leis e utiliza seu aparato policial para blindar interesses que sustentam o massacre em Gaza, ele não está apenas garantindo o fluxo das ruas; ele está assegurando que as engrenagens da morte continuem girando sem o incômodo da consciência pública. Para nós, povos indígenas, essa tática de criminalizar quem se levanta contra o extrativismo da vida e o despojo territorial não é novidade. É o mesmo modus operandi que enfrentamos no Mato Grosso ou na Amazônia, onde o braço armado do Estado muitas vezes prefere silenciar a liderança ativista a questionar a legitimidade do lucro que nasce do sangue.

A denúncia apresentada pelo portal RT sobre a perseguição ao grupo Palestine Action revela que o Estado policial britânico não é um desvio de rota, mas a conclusão lógica de uma democracia que se recusa a romper com seu DNA imperialista. Ao rotular manifestantes como ameaças à segurança nacional, Londres tenta apagar o fato de que sua própria hegemonia foi construída sobre a pilhagem de territórios e o apagamento de identidades. Existe um fio invisível, mas resistente, que liga o fornecimento de armas britânicas à repressão das nossas retomadas aqui no Sul Global: a premissa de que certas geografias e certos corpos são zonas de sacrifício permanentes em nome de uma geopolítica de dominação.

Não podemos cair na armadilha de achar que essa é uma questão estrangeira ou puramente religiosa, como tentaram sugerir. Trata-se de uma luta global contra um sistema que devora o clima, a terra e a humanidade em nome de alianças militares e econômicas. A solidariedade entre os povos oprimidos é o que mais assusta esses centros de poder, porque ela desmascara a hipocrisia de quem prega direitos humanos enquanto financia a ocupação de terras alheias. Como Lucas bem pontuou acima, a hegemonia tenta nos fazer defender a bota que nos esmaga. Reconhecer a luta palestina como uma luta anticolonial é, para mim, um exercício de identidade e de autodefesa enquanto mulher indígena que entende que o direito ao território é o fundamento de qualquer existência digna.

João Carvalho

27/04/2026

Essa tal de Clarice fala muito, mas não deve saber o que é um dia de sol no trânsito da Avenida Brasil com manifestante fechando a via. Lá na gringa a polícia tá é certa de garantir a ordem, porque se deixar esse povo que defende terrorista solto, acaba com o país igual tentam fazer aqui. Brasil acima de tudo, e que aqui a gente tenha a mesma coragem de limpar a bagunça pra gente trabalhar em paz!

    Lucas Pinto

    27/04/2026

    João, seu comentário é a síntese perfeita do que Gramsci chamava de senso comum: esse aglomerado de preconceitos capturados pela hegemonia dominante para fazer com que o próprio oprimido defenda a bota que o esmaga. Quando você reduz a mobilização contra um aparato estatal que financia o extermínio de um povo a um mero transtorno no trânsito da Avenida Brasil, você revela o triunfo da governamentalidade neoliberal. Para o capital, não existe o conceito de cidadão, apenas o de fluxo. O que você chama de ordem nada mais é do que a manutenção do silêncio necessário para que as engrenagens da exploração e da indústria bélica continuem girando sem fricção. A polícia britânica não está protegendo a paz; ela está operando como a guarda pretoriana de interesses geopolíticos que tratam a vida humana como uma externalidade negativa em um balanço contábil.

    Foucault identificaria nessa sanha punitivista que você celebra o ápice da sociedade disciplinar, onde o adestramento dos corpos serve exclusivamente à produtividade. O Estado policial que se consolida no Reino Unido utiliza o espantalho do terrorismo para normalizar o estado de exceção, transformando qualquer voz dissonante em uma ameaça à segurança pública. Ao criminalizar a solidariedade e o dissenso, o governo britânico não está limpando a bagunça, mas sim higienizando o espaço público de qualquer vestígio de humanidade crítica. Essa sua pressa em chegar ao trabalho para produzir mais-valia, enquanto ignora o sangue que lubrifica as rotas comerciais do imperialismo, é o retrato da alienação mais profunda. Você não quer trabalhar em paz; você quer a anestesia de ignorar que o seu conforto é subsidiado pela opressão sistêmica.

    Por fim, é profundamente irônico falar em patriotismo enquanto se valida a submissão cega às táticas repressivas de potências imperiais que historicamente pilharam o sul global. O que a Clarice pontuou sobre a arqueologia do silêncio toca na ferida aberta: a ordem que você defende é a ordem do cemitério. No materialismo histórico, entendemos que o direito de ir e vir no trânsito nunca foi, e nunca será, superior ao direito de um povo de não ser pulverizado por bombas. Ao clamar por coragem para limpar a bagunça, você está apenas pedindo por mais vigilância e menos liberdade, esquecendo que o próximo alvo dessa limpeza, quando o capital decidir que o seu protesto por direitos básicos também atrapalha o fluxo, pode muito bem ser você.

Clarice Historiadora

27/04/2026

Clotilde, classificar o berço do capitalismo financeiro global como comunista exige uma ginástica mental digna de internação compulsória. Como bem demonstra o professor búlgaro Mikhail Draganov no seminal A Arqueologia do Silêncio Monárquico, o Estado policial britânico opera para proteger o fluxo de capital neocolonial, e não ideologias de esquerda. Sugiro que você pare de ler corrente de zap e entenda que o autoritarismo que você celebra hoje é o mesmo que moerá sua liberdade amanhã em nome do lucro.

Fernanda Oliveira

27/04/2026

É de embrulhar o estômago ver gente fantasiando conspiração enquanto corpos reais são moídos pelo imperialismo britânico. Não existe nuance no silenciamento de quem se levanta contra um genocídio, o que existe é a bota do estado servindo aos senhores da guerra. Nossa solidariedade jamais será algemada por esse autoritarismo nojento que escolheu o lado do capital e da morte!

Clotilde Pátria

27/04/2026

Silvia querida, você está coberta de razão e esses outros comentários só mostram como o comunismo já cegou a mente das pessoas! Se não abrirmos os olhos agora, amanhã mesmo a bandeira vermelha vai estar hasteada em todo lugar e essa perseguição contra Israel é o sinal claro do fim dos tempos. Sangue de Cristo tem poder, precisamos de uma intervenção divina urgente antes que o mal destrua nossas famílias!

    Cristina Rocha

    27/04/2026

    Minha cara Clotilde, sua intervenção é um exemplo pedagógico do que Marx descreveria como o fetiche da ideologia, onde o misticismo religioso é convocado para obscurecer as relações materiais de força. O que você classifica como cegueira comunista é, na verdade, a lucidez crítica de quem compreende que o Estado não é um ente metafísico a serviço de uma moralidade abstrata, mas sim o braço armado da hegemonia burguesa. Ao evocar o fim dos tempos para justificar a repressão brutal do Reino Unido contra aqueles que denunciam o massacre em Gaza, você opera uma inversão perversa: transforma o carrasco em vítima e a resistência em pecado. O Estado policial britânico, ao criminalizar o dissenso e utilizar leis antiterrorismo para asfixiar o pensamento crítico, está apenas exercendo a função primordial do capital no centro do império: a manutenção de uma ordem colonial que nunca cessou, apenas se sofisticou através de aparatos tecnológicos de vigilância.

    É fascinante e, ao mesmo tempo, trágico observar como a retórica da defesa da família serve, mais uma vez, como o último refúgio do pensamento reacionário. Essa família que você pretende salvar é a unidade básica de reprodução do patriarcado e da propriedade privada, estruturas que dependem visceralmente da violência estatal para se perpetuarem. Não há intervenção divina que apague o fato de que estamos diante de uma necropolítica escancarada, conforme nos ensina Achille Mbembe; o Estado decide quem pode viver e quem deve ser silenciado em nome da segurança de um projeto sionista que é, na sua gênese, um projeto de enclave imperialista. Enquanto você teme bandeiras vermelhas imaginárias, a bandeira do autoritarismo liberal já foi hasteada sobre os escombros dos direitos civis na Europa. A verdadeira espiritualidade, se é que ela existe fora da praxis, deveria estar na solidariedade com os oprimidos e na desconstrução dessa lógica punitivista que você, ironicamente, reforça ao clamar por sangue e castigo em nome de uma paz que só existe no cemitério das vozes dissidentes.

Maria Clara Lopes

27/04/2026

É impressionante como qualquer tema internacional complexo vira logo uma briga de torcida organizada nos comentários, com cada lado ignorando as nuances do problema. Nem a repressão estatal desproporcional deveria ser celebrada como ordem, nem o discurso inflamado ajuda na construção de uma diplomacia real. Falta um pouco de pragmatismo e menos paixão cega de ambos os lados para discutirmos liberdade e segurança de forma séria.

Silvia Ramos

27/04/2026

É muito triste ver a Palavra sendo usada para justificar a desordem e o ataque contra Israel, o povo escolhido do Senhor. Precisamos ter discernimento e clamar por ordem, pois a rebeldia não agrada a Deus e só traz sofrimento para as nossas famílias. Que o Altíssimo proteja quem defende a verdade e nos livre desse espírito de confusão que tenta dominar as nações.

    Maura Santos

    27/04/2026

    Ai, Silvia, menos, né? Essa sua ordem tem cheiro de 2001, quando a mesma galera que você apoia entregou um apagão histórico e deixou o país inteiro no escuro por pura falta de gestão. É muito fácil pregar discernimento bíblico enquanto passa pano pra estado policial que gasta com repressão o que deveria investir em transporte e vida digna pra quem realmente carrega o país nas costas.

    Cecília Ramos

    27/04/2026

    Silvia, o verdadeiro espírito de confusão é achar que o Reino de Deus compactua com a repressão de um estado policial contra quem defende a vida e os direitos humanos. O discernimento que precisamos é entender que a paz de Cristo não se constrói com bota no pescoço de quem denuncia injustiças, mas com a prática efetiva da misericórdia e da justiça social.

    Célia Carmo

    27/04/2026

    Ordem é o caralho, Silvia, tu quer é silêncio pra passar pano pra estado policial genocida enquanto a elite lucra! #LivrePalestina #ForaFascistas

Paulo Rocha

27/04/2026

Esses ativistas que defendem o caos sempre choram quando a polícia põe ordem na casa. É o marxismo cultural infiltrado em todo lugar, querendo destruir o Ocidente. Se acham ruim a lei, vão pra Cuba ou pra Gaza, pois aqui queremos Brasil pra brasileiros de bem. Faz o L agora e aguenta a bagunça!

    Jeferson da Silva

    27/04/2026

    Ô Paulo Rocha, baixa a bola que esse papinho de cidadão de bem não enche barriga de quem tá no chão de fábrica perdendo o couro pra sustentar luxo de patrão. Você chama de ordem o que a gente aqui no ABC conhece como bota no pescoço, a mesma tática dos lambe-botas do Bolsonaro pra tentar calar quem exige direito e dignidade real. Acorda pra vida e larga esse delírio de internet, porque na hora que a precarização bater na tua porta, não vai ser o zap do mito que vai garantir o teu prato de comida.

    Ricardo Almeida

    27/04/2026

    Paulo, você opera com espantalhos teóricos como marxismo cultural para ignorar que leis de exceção, quando normalizadas, acabam voltando-se contra qualquer cidadão que questione o sistema. O perigo real não é a ideologia dos manifestantes, mas o avanço de um aparato estatal que decide, de forma arbitrária, quais vozes podem ou não ocupar o espaço público.

    João Batista

    27/04/2026

    Meu irmão Paulo, é triste ver quem prega a ordem dos homens e esquece a justiça de Deus, que sempre esteve do lado de quem sofre a perseguição dos impérios. Jesus não foi crucificado por ser um cidadão de bem comportado, mas por denunciar os poderosos que hoje você aplaude enquanto eles amordaçam quem tem sede de justiça.

    Tiago Mendes

    27/04/2026

    Paulo, a paz que você defende parece muito com o silêncio dos cemitérios, onde a bota do Estado tenta calar quem clama por dignidade e vida. No Evangelho, o cidadão de bem é aquele que se compadece do ferido no caminho, não o que aplaude a força bruta contra quem denuncia o massacre de inocentes.


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