O índice DAX da Bolsa de Frankfurt avançou mesmo diante do bloqueio do estreito de Ormuz e da crise energética global. O portal tagesschau.de indicou que o indicador registrou ganhos próximos de 2% em uma semana recente e se aproximou do recorde histórico de 25.507 pontos alcançado no início do ano.
A recuperação acontece apesar da interrupção no transporte de petróleo que elevou os preços de energia e alimentou temores de recessão em várias economias. Os investidores apostam em um desfecho rápido do conflito entre Israel e o Irã.
O chefe de estratégia do banco Merck Finck, Robert Greil, afirmou que o sentimento predominante é o de que a guerra não se prolongará por muito tempo. Ele observou que as bolsas devem permanecer sustentadas especialmente na Ásia enquanto o otimismo prevalecer.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Israel e o Líbano concordaram com uma trégua de dez dias. Essa decisão poderia abrir caminho para negociações mais amplas envolvendo o Irã.
Teerã condiciona qualquer tipo de diálogo à suspensão dos bombardeios israelenses contra forças aliadas no Líbano. As posições entre Washington e o governo iraniano continuam distantes principalmente em torno do programa nuclear.
Os Estados Unidos insistem em limitar o desenvolvimento atômico da República Islâmica do Irã. O governo iraniano defende seu direito soberano à pesquisa e à tecnologia nuclear para fins pacíficos conforme o direito internacional.
O bloqueio de Ormuz segue pressionando o abastecimento global de energia e elevando os custos de produção e transporte. Refinarias europeias e asiáticas recorreram a estoques de emergência e pagaram preços muito acima dos contratos futuros.
O impacto já é sentido pelos consumidores com o encarecimento de combustíveis e passagens aéreas. A companhia Lufthansa suspendeu operações de sua subsidiária Cityline devido ao elevado consumo de querosene diante dos novos preços.
O Fundo Monetário Internacional alertou para um desaquecimento global e apontou a Europa como a região mais afetada pela alta dos preços de energia. O economista-chefe do organismo, Pierre-Olivier Gourinchas, afirmou que os custos crescentes reduzem o poder de compra e desorganizam as cadeias produtivas.
O governo alemão revisou para baixo sua projeção de crescimento econômico para 2026 e cortou a estimativa pela metade. O ajuste demonstra a preocupação com o impacto prolongado da crise e com a dependência do petróleo do Oriente Médio.
O mercado financeiro mantém o otimismo com base na expectativa de uma solução diplomática para o conflito. Analistas alertam que uma retomada dos combates ou a manutenção do bloqueio poderiam inverter o sentimento dos investidores de forma abrupta.
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