Petróleo dispara com impasse entre Estados Unidos e Irã e renova pressão sobre paridade da Petrobras

Foto: oilprice.com / Divulgação

Os preços do petróleo avançam mais de 2% com a persistência do impasse entre Estados Unidos e Irã, mantendo o estreito de Ormuz parcialmente bloqueado, conforme relatou o G1. O Brent superou US$ 107 por barril e o WTI alcançou US$ 96, níveis não vistos desde o início de abril.

O estreito concentra cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente. A dependência estrutural da rota reforça o poder de barganha iraniano e afeta diretamente os países exportadores do Golfo, que já começam a pedir suporte em dólar aos Estados Unidos, segundo análise do OilPrice. A redução das exportações na região acende alerta sobre liquidez e riscos de endividamento em moeda estrangeira.

No Brasil, o aumento das cotações pressiona a política de paridade internacional e obriga o governo a calibrar impostos e subsídios. A Petrobras segue monitorando o Brent como referência para diesel e gasolina. Com a escassez prolongada, as refinarias do país mantêm operação elevada e o governo avalia usar a taxação sobre exportações para conter repasses internos.

O cenário multipolar se acirra: enquanto a Opep+ retém produção para preservar margens, Washington perde fôlego diplomático no Oriente Médio e Moscou amplia vendas com desconto à Ásia. A tensão em Ormuz e as novas restrições sobre o Irã sinalizam semanas voláteis nos mercados de commodities, com efeitos diretos sobre combustíveis e balança comercial brasileira.


Leia também: Tensão entre Irã e EUA dispara petróleo e reacende disputa sobre controle do estreito de Ormuz


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