Os preços do petróleo avançam mais de 2% com a persistência do impasse entre Estados Unidos e Irã, mantendo o estreito de Ormuz parcialmente bloqueado, conforme relatou o G1. O Brent superou US$ 107 por barril e o WTI alcançou US$ 96, níveis não vistos desde o início de abril.
O estreito concentra cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente. A dependência estrutural da rota reforça o poder de barganha iraniano e afeta diretamente os países exportadores do Golfo, que já começam a pedir suporte em dólar aos Estados Unidos, segundo análise do OilPrice. A redução das exportações na região acende alerta sobre liquidez e riscos de endividamento em moeda estrangeira.
No Brasil, o aumento das cotações pressiona a política de paridade internacional e obriga o governo a calibrar impostos e subsídios. A Petrobras segue monitorando o Brent como referência para diesel e gasolina. Com a escassez prolongada, as refinarias do país mantêm operação elevada e o governo avalia usar a taxação sobre exportações para conter repasses internos.
O cenário multipolar se acirra: enquanto a Opep+ retém produção para preservar margens, Washington perde fôlego diplomático no Oriente Médio e Moscou amplia vendas com desconto à Ásia. A tensão em Ormuz e as novas restrições sobre o Irã sinalizam semanas voláteis nos mercados de commodities, com efeitos diretos sobre combustíveis e balança comercial brasileira.
Leia também: Tensão entre Irã e EUA dispara petróleo e reacende disputa sobre controle do estreito de Ormuz
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Rick Ancap
27/04/2026
Aposto que o Lula e o Haddad tão adorando essa alta do petróleo, mais dinheiro pra queimar com obra eleitoreira e pagar sindicalista enquanto o pobre se fode no posto de gasolina.
Ana Karine Xavante
27/04/2026
Rick, vou te falar uma coisa com a sinceridade de quem cresceu vendo rio ser envenenado por mercúrio de garimpo e floresta virar pasto: essa sua visão de que “Lula e Haddad adoram alta do petróleo” é um espantalho rasteiro que ignora como o capitalismo realmente funciona. O governo brasileiro não controla o preço internacional do barril, quem dita isso é a especulação financeira em bolsas como Nova York e Londres, movida por tensões geopolíticas entre EUA e Irã que remontam a 1953, quando a CIA derrubou o Mossadegh. Se o PT tivesse poder de fogo pra manipular cotação de commodity, a gente não estaria vendo a Petrobras bater recorde de lucro enquanto a gasolina queima o bolso do povo — lucro esse que, aliás, o governo tenta usar pra segurar o preço com subsídios, mas esbarra na política de paridade internacional que o próprio Temer e o Bolsonaro aprofundaram. Querer atribuir isso a “obra eleitoreira” é fazer o jogo da direita que privatizou a Petrobras aos poucos e agora chora de crocodilo.
Você fala em “pobre se foder no posto de gasolina” como se fosse uma novidade ou culpa exclusiva do Lula, mas esquece que o modelo de preços que vigora hoje foi desenhado pelo governo Temer em 2016 e chancelado pelo Paulo Guedes em 2019, quando a Petrobras virou uma empresa que entrega lucro bilionário a acionista estrangeiro enquanto o Brasil inteiro paga a conta. O problema não é “gasto com sindicalista” — sindicalista não compra iate com dividendo de petroleira. O problema é que o Brasil extrai petróleo em águas ultraprofundas com tecnologia própria, devasta territórios indígenas como o meu pra fazer refinaria, e ainda vende o combustível pro mercado interno pelo preço de Rotterdam. Isso é colonialismo estrutural: a gente exporta riqueza e importa miséria. Se você quer de verdade que o pobre não sofra no posto, lute pela quebra do monopólio da paridade internacional, pela reestatização do refino e por uma transição energética que não passe por mais poço de petróleo em terra indígena.
E sobre “obra eleitoreira”: me diga qual obra você acha que é eleitoreira. O PAC? As universidades federais? A transposição do São Francisco? Porque na minha aldeia, o que a gente vê de obra é estrada asfaltada pra escoar soja e linha de transmissão que passa por cima de terra sagrada sem consulta prévia. Enquanto você repete esse discurso pronto de que “governo queima dinheiro”, o agronegócio e a mineração sugam os recursos públicos em isenção fiscal e crédito subsidiado. Seu ódio ao Lula parece mais um reflexo condicionado do que uma análise concreta de quem manda de verdade nesse país. O capital não tem partido, Rick — ele tem é lucro. E enquanto a gente ficar nessa briga de torcida, a Shell e a Exxon continuam rindo com nossos royalties.
Fernanda Oliveira
27/04/2026
Rick, você tá confundindo as coisas de novo — o problema não é o governo querer alta, é o modelo de paridade internacional que a própria gestão anterior deixou de herança e que transforma qualquer tensão geopolítica em aumento na bomba. Enquanto a Petrobras seguir refém do mercado externo, o pobre vai continuar se fudendo independente de quem tá no poder, e isso não é culpa do Haddad, é culpa de um sistema que prioriza lucro de acionista sobre barriga vazia.
João Carlos da Silva
27/04/2026
Rick, seu comentário revela uma leitura rasteira que ignora a estrutura real de poder: a Petrobras opera sob a lógica do capital financeiro internacional desde o governo Temer, e o que você chama de “obra eleitoreira” é, na verdade, o Estado capturado por uma política de preços que transfere renda do trabalhador para acionistas estrangeiros — se há alguém lucrando com essa alta, não é o Lula, é o mercado que o senhor tanto defende.
Bia Carioca
27/04/2026
Rick, você tá perdendo o alvo: o problema não é Lula ou Haddad, é o modelo de paridade internacional que a própria gestão anterior deixou de herança e que transforma qualquer tensão geopolítica em aumento na bomba. Enquanto a Petrobras seguir refém do mercado financeiro, o pobre vai continuar se fudendo independente de quem estiver no Planalto.
Clotilde Pátria
27/04/2026
Ah, minha filha, já viu isso? Mais uma crise por causa desse petróleo! O Lula não fez nada, deixou a Petrobras virar essa bagunça, e agora o povo brasileiro vai pagar a conta de novo! Vou ter que rezar mais um terço hoje pedindo pra Deus iluminar esses políticos. Se continuar assim, até o preço do pãozinho vai subir de novo, e ninguém faz nada!
Laura Silva
27/04/2026
Clotilde, com todo respeito, mas precisamos desmontar essa armadilha narrativa que nos empurram há décadas. A senhora está absolutamente certa sobre uma coisa: o preço do pãozinho vai subir. Isso é consequência direta do modelo de paridade de preços internacionais (PPI) adotado na gestão Temer e mantido por Bolsonaro, que vincula o preço dos combustíveis ao dólar e ao barril de petróleo no mercado externo. O Lula, de fato, não conseguiu reverter essa âncora neoliberal na Petrobras porque enfrenta um Congresso dominado pelo centrão e pelo lobby do mercado financeiro, que quer a estatal servindo aos acionistas estrangeiros, não ao povo brasileiro. Culpar Lula isoladamente é fazer o jogo de quem lucra com essa desgraça: os fundos de investimento que embolsam dividendos bilionários enquanto a gasolina corrói o salário mínimo.
A senhora reza e eu respeito sua fé, mas a crise do petróleo não é um castigo divino — é uma escolha política. O Irã e os EUA estão num cabo de guerra geopolítico que sempre existiu, mas o Brasil poderia ter se blindado se tivesse retomado o controle da Petrobras como instrumento de desenvolvimento, com refino nacional, produção de diesel e gasolina a partir do pré-sal e uma política de preços que protegesse o mercado interno. Enquanto a empresa for tratada como uma commodity qualquer, qualquer tensão no Oriente Médio vira crise aqui. A senhora está certíssima ao sentir no bolso, mas o alvo da sua indignação não deveria ser o Lula — deveria ser o modelo que transforma a Petrobras numa filial das petroleiras internacionais.
E sobre “ninguém faz nada”: há movimentos sociais, sindicatos dos petroleiros e economistas sérios que denunciam isso há anos. O problema é que a grande mídia, que a senhora provavelmente assiste, trata a paridade internacional como se fosse lei da natureza, quando é uma resolução da diretoria da estatal. Se a senhora quer realmente iluminar os políticos, comece cobrando deles o fim do PPI e a volta de uma política de preços que pense no povo, não no lucro dos acionistas. O terço é válido, mas a pressão popular organizada é mais eficaz.