Um avanço científico com apoio de supercomputadores chineses pode ter resolvido um dos maiores enigmas da geologia: como funciona o sistema interno do supervulcão de Yellowstone.
O estudo muda uma teoria histórica.
Durante décadas, cientistas acreditavam que o magma “forçava” sua passagem até a superfície, abrindo caminho por pressão.
Agora, a conclusão é outra.
Pesquisadores indicam que as fissuras na crosta terrestre surgem primeiro, causadas por forças tectônicas — e só depois o magma sobe por esses caminhos já formados.
Essa inversão muda o entendimento do sistema.
Yellowstone não seria movido principalmente por um “jato de magma profundo”, como se pensava, mas por um processo mais complexo ligado à dinâmica das placas tectônicas.
O papel dos supercomputadores foi decisivo.
Os cientistas criaram um modelo tridimensional completo do interior da Terra, simulando desde a superfície até a fronteira entre o manto e o núcleo.
Esse tipo de cálculo exige enorme poder computacional.
Segundo o estudo, esse nível de simulação só foi possível com acesso a infraestrutura avançada disponível na China — algo que limitava a pesquisa quando era conduzida nos Estados Unidos.
O impacto vai além da teoria.
Entender como o magma se move permite melhorar previsões sobre atividade vulcânica.
Yellowstone é o maior sistema vulcânico ativo do planeta.
Uma erupção ali teria impacto global, com potencial de cobrir parte dos Estados Unidos com cinzas.
O novo modelo também pode ser aplicado a outros vulcões.
A pesquisa sugere que sistemas semelhantes podem existir em diferentes regiões do mundo, o que amplia o alcance da descoberta.
No plano científico, o dado central é claro.
A geologia profunda da Terra está sendo reescrita com ajuda de computação de alto desempenho.
E isso mostra uma mudança importante.
Supercomputadores deixaram de ser apenas ferramentas.
Eles passaram a ser decisivos para resolver alguns dos maiores mistérios do planeta.
Com informações da South China Morning Post