Uma empresa chinesa de inteligência artificial recriou digitalmente um filho falecido. O clone virtual busca consolar a mãe idosa que desconhece a morte do único filho segundo o portal RT.
A mulher de mais de 80 anos sofre de doença cardíaca. A família optou por ocultar a notícia do acidente de trânsito temendo pelo impacto emocional sobre sua saúde.
O neto do falecido contatou o diretor de uma empresa chinesa especializada em inteligência artificial Zhang Zewei. Ele forneceu fotos vídeos e gravações de áudio para a construção de um avatar realista.
A equipe de Zhang Zewei desenvolveu um gêmeo virtual que reproduz a aparência os gestos e o modo de falar do homem. O avatar mantém conversas diárias com a idosa por meio de videochamadas.
A mãe acredita que o filho está vivo e trabalhando em outra cidade. O clone responde com frases que reforçam essa ilusão dizendo estar ocupado e prometendo retornar em breve.
As interações incluem expressões familiares e o leve inclinar da cabeça ao falar. O avatar reage de modo afetuoso quando a mãe o aconselha a se alimentar bem e se proteger do frio.
Zhang Zewei atua há três anos no desenvolvimento de soluções de clonagem digital. Ele afirmou que sua missão consiste em consolar os vivos.
O diretor reconheceu o caráter sensível de seu trabalho. Em tom irônico ele se descreveu como alguém que engana as emoções das pessoas.
O caso provocou intenso debate nas redes sociais chinesas. Os usuários questionam os limites éticos do uso da inteligência artificial em casos de perda e sofrimento.
Especialistas em psicologia e tecnologia alertam para o risco de dependência emocional. Eles indicam que a prática pode dificultar o processo natural de luto.
A tecnologia abre ao mesmo tempo novas possibilidades terapêuticas para idosos e pessoas vulneráveis. O episódio ilustra dilemas éticos na era da inteligência artificial na China.
A China lidera a inovação tecnológica em escala global. O país enfrenta desafios complexos diante da rápida expansão dessas ferramentas digitais.
A criação de clones digitais de entes queridos expõe fronteiras tênues entre consolo e ilusão. O debate envolve o equilíbrio entre vida memória humanidade e algoritmo.
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