O grupo de hackers Handala anunciou ter obtido informações detalhadas sobre dezenas de milhares de militares das forças navais dos Estados Unidos posicionados no Golfo Pérsico. De acordo com o portal Mehr News, os dados incluem funções operacionais, atividades fora de serviço e contatos pessoais desses integrantes.
Conforme a publicação, o grupo enviou mensagens diretas a fuzileiros navais norte-americanos pelo aplicativo WhatsApp, avisando que suas identidades não estão mais seguras. O comunicado também conteria alertas para que os soldados se despedissem de suas famílias, citando uma iminente operação chamada ‘Seyed Majid’, em homenagem ao general Seyed Majid Mousavi, comandante da Força Aeroespacial do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã (IRGC).
O Handala declarou que os militares dos EUA foram identificados como alvos de drones Shahed e mísseis Kheybar e Ghadir. A ameaça estaria ligada a ações recentes das forças norte-americanas na região, que o grupo acusa de serem responsáveis por mortes de crianças na cidade iraniana de Minab.
Em seu comunicado, o coletivo cibernético informou que, em breve, divulgará dados completos sobre todo o contingente naval dos EUA presente no Golfo Pérsico. A mensagem destacou que os movimentos das tropas estão sendo monitorados de perto, como parte dos preparativos para uma possível ofensiva coordenada.
O incidente ocorre em um momento de atritos intensificados entre os Estados Unidos e o Irã, especialmente pela presença militar norte-americana em águas estratégicas do Oriente Médio. O Golfo Pérsico, crucial para o transporte global de petróleo e gás, tem registrado episódios frequentes envolvendo embarcações e drones, elevando o risco de escalada militar.
Especialistas apontam que a atuação de grupos de ciberdefesa ligados a nações do chamado eixo de resistência marca uma nova fase de confrontos indiretos na região. A estratégia do Handala, que mescla ataques digitais com mensagens de cunho político, demonstra como a tecnologia se tornou uma ferramenta central na oposição à presença de forças estrangeiras.
Até o momento, o governo dos Estados Unidos não se pronunciou oficialmente sobre as alegações feitas pelo grupo. No entanto, a possível exposição de informações sensíveis de militares em operação representa um obstáculo sério para as defesas cibernéticas do Pentágono, expondo fragilidades em um contexto de alta tensão.
A vulnerabilidade digital de tropas em zonas de conflito, conforme analistas, amplia o poder de atores não estatais e pressiona Washington a reavaliar sua estratégia militar no Golfo. Para o Irã e seus aliados, o caso fortalece a narrativa de enfrentamento ao que classificam como ocupação e práticas de intimidação por potências externas.
A denúncia do Handala também reflete o crescente domínio tecnológico de grupos que operam no ciberespaço em defesa de interesses regionais. Essa capacidade, segundo observadores, redefine as dinâmicas de poder no Oriente Médio, desafiando diretamente as estruturas de segurança de nações como os EUA, que se apresentam como guardiãs da ‘ordem internacional’, enquanto enfrentam acusações de desestabilização na região.
Leia também: Irã adverte EUA contra bloqueio naval e promete resposta decisiva
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Cecília Alves
28/04/2026
Mais uma prova de que a “segurança nacional” americana é um mito caro para o contribuinte. Enquanto o Estado gasta fortunas mantendo bases militares no outro lado do mundo, qualquer grupo com um notebook consegue vazar dados sensíveis. Se o Pentágono deixasse de ser esse Leviatã bélico e se concentrasse em proteger as fronteiras de verdade, não estaria exposto a esse tipo de humilhação.
Carlos Oliveira
28/04/2026
Cecília, você tocou num ponto crucial: o mito da segurança nacional americana custa caro ao contribuinte, mas também esconde o verdadeiro custo humano dessas bases, que é a soberania violada de países inteiros. Enquanto o Pentágono gasta bilhões em vigilância global, a população civil paga com impostos e com a perpetuação de conflitos que nunca trazem paz duradoura.
Marcos Conservador
28/04/2026
Mais um grupo terrorista financiado por regimes autoritários tentando intimidar os Estados Unidos. Isso só prova o quanto esses países de terceiro mundo odeiam a liberdade e a democracia. Tomara que o Pentágono já tenha identificado esses criminosos e vá dar uma resposta à altura.
Ricardo Almeida
28/04/2026
Marcos, antes de chamar o grupo de terrorista e o Pentágono de mocinho, vale lembrar que os EUA mantêm mais de 30 bases militares no Oriente Médio e já invadiram países sob alegações que depois se provaram falsas. Talvez o problema não seja “ódio à liberdade”, mas sim a reação a décadas de intervencionismo.
Maria Aparecida
28/04/2026
Marcos, a Bíblia nos ensina que onde há opressão, o povo clama por justiça. Essas bases militares não levam liberdade lugar nenhum, só sangue e exploração. Será que o verdadeiro terrorismo não é esse império que mata em nome da democracia?