Menu

Araghchi denuncia conluio dos Emirados com Israel e promete responsabilizar cúmplices do Irã

1 Comentário🗣️🔥 O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, durante pronunciamento. (Foto: en.mehrnews.com) O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, acusou diretamente os Emirados Árabes Unidos de colaborar com Israel durante a agressão militar contra o território iraniano. A denúncia ocorreu depois que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, admitiu publicamente […]

1 comentário
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, durante pronunciamento. (Foto: en.mehrnews.com)

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, acusou diretamente os Emirados Árabes Unidos de colaborar com Israel durante a agressão militar contra o território iraniano. A denúncia ocorreu depois que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, admitiu publicamente ter realizado uma viagem secreta ao país do Golfo em meio aos ataques contra a República Islâmica.

Em mensagem publicada na rede social X, Araghchi afirmou que Netanyahu confirmou aquilo que os serviços de segurança iranianos já haviam reportado à liderança em Teerã há tempos. O chanceler classificou como ‘aposta tola’ qualquer hostilidade contra o povo iraniano e definiu como ‘imperdoável’ a conivência com Israel para fomentar divisões na região.

De acordo com o gabinete de Netanyahu, o premiê israelense se reuniu com o líder dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, durante o deslocamento. Uma fonte familiarizada com o encontro informou à Reuters que a reunião aconteceu na cidade de Al Ain, no emirado de Abu Dhabi, próxima à fronteira com Omã, e durou várias horas.

‘Aqueles que conspiram com Israel para semear divisão serão responsabilizados’, advertiu Araghchi em sua publicação, conforme reportou o portal Mehr News. A declaração consolida o tom firme adotado por Teerã contra os Estados do Golfo que cederam território e infraestrutura para a campanha militar liderada por Washington e Tel Aviv.

As revelações vêm em meio a relatos crescentes de coordenação entre israelenses e emiradenses durante a agressão. O Wall Street Journal noticiou que os Emirados Árabes Unidos conduziram uma série de ataques ‘encobertos’ contra alvos iranianos no período da ofensiva militar conjunta.

Os agressores fizeram uso extensivo de bases militares, pessoal e equipamentos americanos estacionados nos países da costa do Golfo Pérsico, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita, além da Jordânia. Toda essa infraestrutura foi mobilizada para viabilizar a campanha de bombardeios contra território soberano iraniano, configurando violação clara do direito internacional.

Em resposta à agressão, o Irã lançou diversas ondas de ataques retaliatórios contra alvos estratégicos americanos e israelenses nesses países e em todos os territórios ocupados, segundo a Press TV. As operações iranianas demonstraram capacidade de alcance sobre toda a região e impuseram custos elevados aos hospedeiros das forças agressoras.

A República Islâmica vem alertando reiteradamente os Estados que assistem os atacantes contra a continuidade da cessão de seus territórios como plataformas de lançamento para essa agressão ilegal. Teerã sustenta que tal cumplicidade compromete a soberania desses países e os transforma em alvos militares legítimos diante da legítima defesa iraniana.

O Governo do Irã também enfatizou que abrigar ativos militares e pessoal pertencentes aos seus adversários, assim como facilitar ataques contra o país, acabou gerando insegurança dentro desses mesmos Estados em vez de servir aos seus interesses. A lógica apontada por Teerã é direta: ao se associarem às potências hostis, as monarquias do Golfo importam o conflito para dentro de suas próprias fronteiras.

A reunião entre Netanyahu e Mohammed bin Zayed expõe as fissuras dos Acordos de Abraão, costurados sob padrinhos americanos para normalizar relações árabe-israelenses. A diplomacia iraniana agora trabalha para isolar os Estados que se alinharam ao projeto regional israelense, reforçando alianças com atores comprometidos com a multipolaridade.

O recado de Araghchi consolida uma nova fase da política externa iraniana, marcada pela disposição de cobrar preço político e estratégico de cada governo que colaborou com a agressão. A resposta iraniana, sustentada por sua capacidade militar comprovada nas ondas retaliatórias, recoloca o tabuleiro de poder no Oriente Médio em desfavor do eixo Washington-Tel Aviv.


Leia também: Irã lança mísseis contra Israel e países do Golfo após posse de Mojtaba Khamenei


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.

, ,
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

eu

14/05/2026

Ninguem liga para o Teerã acha… são terroristas sanguinarios.


Leia mais

Recentes

Recentes