A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos rejeitou por 214 votos a 213 uma resolução liderada por democratas que buscava restringir os poderes de guerra do presidente Donald Trump contra o Irã.
A proposta pretendia impedir que o chefe do Executivo mantivesse operações militares contra a República Islâmica sem autorização formal do Congresso. Foi a quarta tentativa fracassada do Legislativo de impor limites à autoridade presidencial nesse tema.
Apenas o deputado republicano Thomas Massie, do Kentucky, votou a favor entre os membros de seu partido. O republicano Warren Davidson, de Ohio, optou pela abstenção, enquanto o democrata Jared Golden, do Maine, posicionou-se contra o texto.
O Senado de maioria republicana já havia bloqueado medida semelhante com 52 votos contrários e 47 favoráveis. A votação na Câmara confirmou o alinhamento da maioria republicana com a política de confronto adotada pelo presidente.
A resolução rejeitada obrigaria Trump a obter aprovação legislativa para sustentar ataques prolongados ou presença militar estendida na região. O deputado democrata Bill Foster, de Illinois, criticou duramente a decisão e acusou os republicanos de concederem poderes ilimitados ao presidente.
Em publicação na rede X, Foster afirmou que militares americanos morreram, os preços da gasolina dispararam e o país está em pior situação do que antes. O congressista defendeu que o Legislativo não pode abdicar de seu papel constitucional como poder coigual ao Executivo.
A Lei dos Poderes de Guerra de 1973 busca limitar a capacidade dos presidentes de conduzir operações militares sem consulta parlamentar. Especialistas observam que o Congresso raramente consegue impor restrições efetivas na prática.
A derrota da resolução permite que Trump mantenha pleno controle sobre a estratégia militar americana contra o Irã. O episódio ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio provocada pelas ações dos Estados Unidos e de Israel.
O resultado reforça a tendência de concentração de autoridade presidencial em temas de segurança nacional. Analistas destacam os custos crescentes das intervenções militares norte-americanas no exterior, tanto em vidas quanto em recursos econômicos.
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