Três torcedores senegaleses foram libertados no Marrocos após cumprirem integralmente as penas de três meses de prisão, encerrando o período de detenção que se seguiu aos confrontos na final da CAN 2025.
A libertação ocorreu no presídio de Al Arjat 2, próximo a Rabat. Os três homens deixaram o local sorridentes e foram recebidos por representantes da embaixada do Senegal.
Um deles saudou o país anfitrião com a expressão “dima Maroc, dima Maghrib” — que significa “viva o Marrocos”. Um cidadão francês de origem argelina também foi libertado após cumprir pena idêntica por arremessar uma garrafa de água durante a partida.
As acusações contra o grupo envolviam atos de violência, invasão de campo, danos a instalações esportivas e arremesso de objetos contra as forças de segurança. Outros quinze torcedores senegaleses permanecem detidos, cumprindo penas que variam entre seis meses e um ano de prisão, confirmadas em segunda instância.
O advogado Patrick Kabou protocolou um pedido de graça real junto ao gabinete do rei do Marrocos. O jurista agiu a pedido dos próprios torcedores, que afirmam não ter conflito algum com o Estado marroquino.
Kabou considerou a libertação dos três um alívio parcial para o grupo de detidos. O advogado sustentou que os torcedores não deveriam ter sido presos desde o princípio.
Os liberados recebem acompanhamento psicológico e apoio social para a reintegração com suas famílias. Eles buscam retomar a vida normal após o período passado na prisão.
O pedido de clemência expressa o desejo de reconciliação entre os povos do Senegal e do Marrocos. Os detidos se consideram vítimas de um mal-entendido no contexto do evento esportivo.
Segundo a RFI, as autoridades marroquinas não comentaram o pedido de graça real. As relações entre Marrocos e Senegal seguem estáveis apesar do incidente ocorrido na competição.
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