Três torcedores senegaleses foram libertados no Marrocos após cumprirem integralmente as penas de três meses de prisão, encerrando o período de detenção que se seguiu aos confrontos na final da CAN 2025.
A libertação ocorreu no presídio de Al Arjat 2, próximo a Rabat. Os três homens deixaram o local sorridentes e foram recebidos por representantes da embaixada do Senegal.
Um deles saudou o país anfitrião com a expressão “dima Maroc, dima Maghrib” — que significa “viva o Marrocos”. Um cidadão francês de origem argelina também foi libertado após cumprir pena idêntica por arremessar uma garrafa de água durante a partida.
As acusações contra o grupo envolviam atos de violência, invasão de campo, danos a instalações esportivas e arremesso de objetos contra as forças de segurança. Outros quinze torcedores senegaleses permanecem detidos, cumprindo penas que variam entre seis meses e um ano de prisão, confirmadas em segunda instância.
O advogado Patrick Kabou protocolou um pedido de graça real junto ao gabinete do rei do Marrocos. O jurista agiu a pedido dos próprios torcedores, que afirmam não ter conflito algum com o Estado marroquino.
Kabou considerou a libertação dos três um alívio parcial para o grupo de detidos. O advogado sustentou que os torcedores não deveriam ter sido presos desde o princípio.
Os liberados recebem acompanhamento psicológico e apoio social para a reintegração com suas famílias. Eles buscam retomar a vida normal após o período passado na prisão.
O pedido de clemência expressa o desejo de reconciliação entre os povos do Senegal e do Marrocos. Os detidos se consideram vítimas de um mal-entendido no contexto do evento esportivo.
Segundo a RFI, as autoridades marroquinas não comentaram o pedido de graça real. As relações entre Marrocos e Senegal seguem estáveis apesar do incidente ocorrido na competição.
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Mariana Ambiental
29/04/2026
O Rick Ancap vive no fantástico mundo de Bob onde o lucro resolve racismo estrutural, é de uma ingenuidade bizarra. É a mesma lógica que vejo no agronegócio predatório: chamam de ordem a perseguição sistemática de quem eles decidiram que não pertence ao espaço. Que os outros 15 saiam logo dessa armadilha jurídica.
Sargento Bruno
29/04/2026
No meu tempo, baderneiro cumpria a missão na cadeia e ponto final. Essa conversa mole de recorte racial e alteridade é cortina de fumaça para quem não respeita a lei e a autoridade constituída. Onde não há ordem, o caos impera, e é vergonhoso ver gente querendo passar pano para quem promove o quebra-quebra em país alheio.
Cláudio Ribeiro
29/04/2026
Prezado Bruno, o que você chama de ordem é, na verdade, a microfísica do poder foucaultiana atuando para docilizar corpos que desafiam a hegemonia estabelecida. Sua defesa da punição ignora que a lei, no contexto do capital, é frequentemente o instrumento de exceção usado para silenciar a resistência do subalterno e perpetuar a exclusão racial.
Rick Ancap
29/04/2026
Se o estádio fosse privado a segurança já tinha resolvido e ninguém tava dependendo de graça de parasita estatal.
Caio Vieira
29/04/2026
Vossa tese padece de um reducionismo axiológico que ignora como a hegemonia do capital reifica a cultura popular em mera externalidade negativa. A gestão privada seria apenas a manu militari de uma ideologia que sofistica a exclusão da alteridade senegalesa em prol da assepsia mercadológica. É imperativo exercer a solidariedade orgânica com o conatus desse povo que empreende sua própria existência e alegria contra as estruturas de opressão sistêmica.
Fernanda Oliveira
29/04/2026
É bizarro como você ignora o recorte racial pra falar de eficiência, Rick. No mundo real, a segurança privada é o braço mais violento desse sistema pra punir corpos negros, e sem o barulho da luta por justiça, esses 15 seriam silenciados pelo lucro sem ninguém nem saber.