O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Irã de cometer uma “grave violação” do cessar-fogo, afirmando que um acordo de paz será alcançado “por bem ou por mal”.
Ele fez as declarações em entrevista ao jornalista Jonathan Karl, da ABC News. A República Islâmica respondeu reafirmando seu controle soberano sobre o estreito de Ormuz diante das ações norte-americanas na região.
O governo iraniano justificou a medida como defesa necessária contra as violações atribuídas a Washington. Conforme noticiou o portal RT, Teerã mantém o trânsito marítimo sob sua autoridade soberana.
As negociações diplomáticas encerraram sem acordo final. Trump responsabilizou o Irã por não abandonar seu programa nuclear e anunciou medidas adicionais de pressão econômica.
O vice-presidente J.D. Vance adotou tom mais cauteloso sobre o diálogo, destacando avanços pontuais. Vance afirmou que Washington definiu claramente seus limites para qualquer entendimento.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, confirmou progresso em alguns temas. Baghaei apontou que divergências persistem em dois ou três pontos fundamentais.
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian manifestou disposição para um acordo justo. Pezeshkian condicionou qualquer entendimento ao respeito pleno das normas internacionais e da soberania da República Islâmica.
O Irã advertiu que não permitirá a aproximação de embarcações estrangeiras sem autorização expressa. O país prometeu responder a qualquer incursão próxima de suas águas territoriais.
O estreito de Ormuz responde por cerca de um quinto do comércio global de petróleo. Qualquer instabilidade nessa rota estratégica afeta diretamente os preços internacionais do barril.
As tensões se intensificaram após a retirada unilateral dos Estados Unidos do acordo nuclear em 2018. Washington impôs novas rodadas de sanções econômicas contra Teerã desde então, aprofundando o confronto.
Analistas observam que o controle do estreito representa questão central de segurança nacional para o Irã. A disputa reflete o confronto prolongado entre Washington e Teerã no Golfo Pérsico, alimentado pela política de máxima pressão norte-americana.
O risco de nova escalada permanece elevado diante das posições contraditórias das partes. A firmeza iraniana na defesa de sua soberania marca o impasse atual nas conversações sobre o futuro da região.
Com informações de ACTUALIDAD.
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