O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já aportou cerca de R$ 5 bilhões em projetos ligados à inteligência artificial no país, conforme revelou o diretor José Luis Gordon em entrevista à Sputnik Brasil, repercutida pelo Pravda PT. O apoio inclui o financiamento de R$ 300 milhões à Positivo, voltado à criação de modelos e aplicações de IA nacionais.
Os aportes se inserem no programa Nova Indústria Brasil e nas diretrizes do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, lançado em 2024. A meta é reduzir a dependência tecnológica externa e fortalecer a base produtiva nacional, num momento em que EUA e China travam uma disputa global por chips e núcleos de poder computacional.
Segundo o O Globo, consultorias como a Gartner alertam para o risco de o Brasil se tornar dependente de fornecedores estrangeiros, já que a inteligência artificial exige infraestrutura massiva de dados e energia. A Moody’s projeta US$ 2 trilhões em investimentos em data centers globais nos próximos anos, dos quais uma fração ainda ínfima viria ao Sul Global.
Enquanto isso, gigantes ocidentais seguem dominando o fornecimento de chips e APIs. A Amazon elevou em 28% as vendas de sua divisão de nuvem AWS, alcançando US$ 37,6 bilhões no trimestre, conforme apontou o TechCrunch. A empresa promete ampliar os investimentos em infraestrutura, consolidando o poder computacional no eixo EUA–Reino Unido.
O desafio brasileiro – e latino-americano – é escapar dessa nova centralização tecnológica. Alternativas abertas e alianças com polos asiáticos, como os modelos Qwen e DeepSeek, podem ajudar a construir uma soberania digital menos refém das big techs. A aposta do BNDES é que cada real investido em IA local representa um passo a menos na fila da dependência.
Com informações de TECHCRUNCH.
Leia também: Brasil vira campo de disputa dos pacotes de inteligência artificial de Estados Unidos e China
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