Brasil acelera transição limpa enquanto petróleo volta a subir com crise EUA-Irã

Foto: news.google.com / Divulgação

O contraste entre a escalada do petróleo e o avanço das renováveis resume o momento global. Os preços do Brent saltaram 6%, superando os US$ 118 o barril após Donald Trump endurecer o bloqueio ao Irã, conforme dados da InfoMoney. A tensão reacendeu o alerta sobre a dependência dos combustíveis fósseis.

Enquanto isso, o Brasil avança na direção oposta: os investimentos em energia solar já ultrapassaram R$ 300 bilhões, segundo a MegaWhat. A fonte ocupa a segunda posição na matriz elétrica nacional, atrás apenas da hidráulica. O ritmo ainda é desigual, mas demonstra a força da transição no Sul Global.

De acordo com o Valor Econômico, o sucesso da transição depende de planejamento de longo prazo, inovação tecnológica e ajustes regulatórios. O Plano Nacional de Transição Energética reforça a meta de neutralizar emissões até 2050, apostando em solar, eólica, hidrogênio verde e, mais recentemente, em investimentos na energia nuclear civil.

Nos bastidores, Aneel e Eletrobras preparam novos leilões que devem priorizar gerações limpas e híbridas, integrando eólica e solar em polos do Nordeste e hidrogênio verde para exportação via portos do Sudeste. O desafio é sustentar o crescimento sem perder competitividade frente à desaceleração global e à instabilidade dos fósseis.

Com o barril ultrapassando US$ 118 e o gás californiano a US$ 6 por galão, segundo a OilPrice, a dependência energética do Norte evidencia o custo político de adiar a transição. Já o Brasil, com matriz mais de 80% limpa e liderança nos BRICS, emerge como vitrine de resiliência e soberania elétrica num planeta em reequilíbrio climático.

Com informações de fonte original.


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