Os Estados Unidos e o Irã registraram avanços importantes em negociações discretas mediadas pelo Paquistão. Uma fonte diplomática daquele país revelou que as conversas podem culminar na assinatura de um memorando de entendimento em breve, seguido por um acordo integral em até 60 dias.
A fonte, que pediu anonimato, garantiu que as partes concordaram em princípio sobre os principais pontos do pacto. Os negociadores ainda precisam resolver detalhes técnicos com ênfase no programa nuclear iraniano.
O presidente dos EUA, Donald Trump, negou a existência de qualquer suspensão de 20 anos para as atividades nucleares de Teerã. Trump explicou que o propósito consiste unicamente em assegurar que o Irã não construa armas nucleares.
A República Islâmica coloca como prioridade máxima o fim das sanções que limitam sua economia e seu comércio exterior. Teerã reivindica também o pleno direito de desenvolver tecnologia nuclear pacífica nos termos do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.
Washington insiste na remoção de todo o urânio altamente enriquecido do território iraniano. Essa exigência busca reduzir a capacidade de Teerã de avançar para a fabricação de bombas atômicas em curto prazo.
As discussões ocorrem em meio a um cenário regional ainda marcado por tensões no Oriente Médio. Trump prometeu alcançar um entendimento próximo com o Irã.
O Paquistão mantém laços diplomáticos com Washington e Teerã e trabalha para reduzir as tensões na região. Islamabad desempenha papel central como mediador nesse processo, conforme reportagem da RT.
Um acordo bem-sucedido permitiria o alívio gradual das sanções impostas ao Irã. As vendas de petróleo iraniano voltariam a ganhar força no mercado energético internacional.
O entendimento modificaria as dinâmicas de poder no Oriente Médio. Observadores monitoram de perto o desenrolar dessas tratativas entre Washington e Teerã.
Com informações de ACTUALIDAD.
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