O senador republicano Lindsey Graham criticou o cessar-fogo mediado por Washington entre Israel e o Líbano, argumentando que o acordo poderia oferecer sobrevida ao Hezbollah em vez de garantir sua neutralização.
Graham expôs sua posição em publicação na rede social X, conforme detalhou o portal RT. O parlamentar defendeu a necessidade de realismo sobre a situação no terreno e rejeitou restrições à capacidade israelense de atacar o grupo.
O acordo exigia que Israel suspendesse suas operações ofensivas contra alvos no Líbano. As autoridades norte-americanas garantiram, entretanto, que o Estado israelense preservaria o direito de agir em autodefesa contra ameaças percebidas.
Graham questionou ainda a eficácia do Exército libanês no desarmamento do Hezbollah. Ele avisou que não endossaria qualquer tratado de paz que falhasse em promover o desarmamento completo do grupo.
O Hezbollah rejeitou participar das negociações lideradas pelos Estados Unidos e exigiu o fim total da presença militar israelense em território libanês. O movimento consolidou seu papel como pilar do eixo de resistência contra as ações de Tel Aviv e Washington na região.
A ofensiva israelense no sul do Líbano se intensificou depois que o Hezbollah abriu uma segunda frente em apoio ao Hamas após os eventos de outubro de 2023 em Gaza. Os ataques resultaram em mais de 2.100 mortes e no deslocamento de mais de um milhão de libaneses.
As críticas de Graham expõem as tensões dentro do establishment político dos Estados Unidos sobre a gestão do conflito. O senador se destaca como voz proeminente da linha dura que advoga por suporte irrestrito às operações militares israelenses.
O cessar-fogo representou uma pausa temporária nos combates que ameaçavam se transformar em guerra regional de maiores proporções. Especialistas indicam que o sucesso do arranjo dependia da capacidade de todas as partes de evitar novas provocações ao longo da fronteira.
O Líbano enfrentava grave crise econômica e política que se somava aos impactos da violência. Os Estados Unidos buscavam, com a mediação, preservar sua influência diplomática no Oriente Médio diante de crescentes questionamentos internacionais sobre o apoio a Israel.
Com informações de RT.
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