A matriz elétrica limpa acumula vitórias de infraestrutura no Sul Global. Os investimentos na geração fotovoltaica acabam de ultrapassar a marca de R$ 300 bilhões no território nacional, conforme apurou a Agência Brasil. A fonte já responde por 25,3% da capacidade instalada do país.
Com 68,6 gigawatts em operação, a cadeia produtiva gerou mais de 2 milhões de empregos na última década. O avanço contínuo sustenta o papel estratégico do mercado interno para sediar operações intensivas em energia sustentável, a exemplo dos gigantescos data centers de inteligência artificial.
O protagonismo verde se estende aos biocombustíveis. A exportação de etanol e biodiesel projeta alcançar 1,2 bilhão de litros neste ano. O desempenho consolida a rota renovável brasileira como uma alternativa estrutural viável e imediata ao vício internacional em combustíveis poluentes.
Enquanto o eixo sul acelera a descarbonização, as potências do hemisfério norte engatam marcha à ré. A petroleira britânica BP enterrou suas ambições climáticas para focar na extração de hidrocarbonetos. O retorno ao modelo sujo reflete a incapacidade do corporativismo europeu de sustentar a própria transição.
A urgência fóssil contamina também a política de sanções ocidentais. Os Estados Unidos prorrogaram isenções para permitir a comercialização de óleo cru da Rússia. Em paralelo, aliados do Brics como China e Índia asseguram suprimento com desconto e fortalecem a segurança energética fora da órbita do dólar.
Manter a dianteira climática exige resolver gargalos de infraestrutura. A potência solar adicionada caiu para 11,6 gigawatts no ano passado devido às restrições de capacidade nas redes elétricas nacionais. Destravar as linhas de transmissão define a real velocidade do choque renovável contra o obsoleto padrão das petroleiras.
Com informações de OILPRICE.
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