A disputa por chips virou disputa por elétrons. A carta mais recente da Tag Investimentos, conforme apurou o Valor Investe, projeta que os data centers globais dedicados a inteligência artificial vão exigir 106 GW de potência até 2035. É o equivalente a instalar sete usinas Itaipu só para manter GPUs resfriadas e modelos rodando.
O gargalo energético já redefine a geopolítica do silício. Se em 2023 a escassez estava nos chips H100 da Nvidia, agora o limite é a rede elétrica. Nos Estados Unidos, Microsoft e Amazon disputam megawatts em leilões regionais. Na China, a estatal State Grid acelera linhas de ultra-alta tensão para alimentar clusters que treinam o modelo aberto DeepSeek-V2.
Para a Tag, o “Alpha Trade” de 2025-2030 é investir nos donos dos gargalos: energia, empacotamento CoWoS e silício customizado. A leitura ecoa estudos do BNDES que atrelam soberania computacional à capacidade de gerar e transmitir energia limpa. Não há Llama, Qwen ou GPT que rode sem eletricidade barata e previsível.
O Brasil entra com vantagem estrutural. Mais de 80 % da nossa matriz já é renovável, com potencial solar e eólico subaproveitado no Nordeste e hidrelétricas com espaço para repotenciação. Um único gigawatt de novo parque eólico offshore poderia sustentar até 240 mil GPUs, segundo cálculos da Associação Brasileira de Energia Eólica.
A janela, porém, é curta. Se o país não integrar planejamento energético, redes de fibra nacional e incentivos à fabricação de chips RISC-V abertos, veremos hiperescala norte-americana alugando megawatts locais e exportando os lucros. A aposta da Tag soa como alerta: quem controlar os elétrons, controla a inteligência artificial.
Com informações de TECHCRUNCH.
Leia também: Na corrida dos semicondutores, o Brasil tem chances?
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.
if(!email) { responses.innerHTML = "Por favor, insira um e-mail válido."; return; }
button.innerText = "Enviando..."; button.style.opacity = "0.7"; button.disabled = true; responses.innerHTML = "";
// Transforma a action nativa em endpoint JSONP e anexa os dados var formAction = this.action.replace('/post?', '/post-json?'); var formData = new FormData(this); var url = formAction;
for (var pair of formData.entries()) { url += "&" + encodeURIComponent(pair[0]) + "=" + encodeURIComponent(pair[1]); }
var script = document.createElement('script'); var callbackName = 'mailchimpCallback' + new Date().getTime(); window[callbackName] = function(data) { button.innerText = "ASSINAR"; button.style.opacity = "1"; button.disabled = false;
if (data.result === 'success') { responses.innerHTML = "✅ Inscrição confirmada com sucesso! Bem-vindo(a) ao O Cafezinho."; document.getElementById('mce-EMAIL-ajax').value = ''; } else { var msg = data.msg || ""; if(msg.includes('is already subscribed')) { msg = "⚠️ Este e-mail já está assinado na nossa newsletter."; } else if(msg.includes('too many')) { msg = "⚠️ Muitas tentativas. Tente novamente mais tarde."; } else if(msg.includes('domain')) { msg = "⚠️ O domínio do e-mail é inválido."; } else { msg = "⚠️ Erro: " + msg; } msg = msg.replace(/^[0-9]+\s-\s/, ''); responses.innerHTML = "" + msg + ""; } delete window[callbackName]; document.body.removeChild(script); };
url = url + '&c=' + callbackName; script.src = url; document.body.appendChild(script); });