O jornalista Moisés Mendes publicou análise no Diário do Centro do Mundo em que desmonta a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, como parte de uma ofensiva contra o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal.
Segundo Mendes, Alcolumbre reproduz táticas golpistas já vistas no impeachment de Dilma Rousseff, mas com maior articulação e proteção institucional. Enquanto Eduardo Cunha atuou com frieza calculista, o senador atual adota uma postura ruidosa e performática, demonstrando prazer no exercício do poder.
O texto destaca a condução apressada da sessão que resultou na derrota do advogado-geral da União, Jorge Messias. Alcolumbre teria usado gestos teatrais, interrupções e acelerado a proclamação do resultado para impor sua vontade no plenário.
Diferentemente de Cunha, isolado politicamente, Alcolumbre construiu uma rede de alianças no Senado, protegido por uma estrutura de negociações e emendas parlamentares. Essa base permite que ele amplie sua influência sem sofrer o mesmo destino de seu antecessor.
O senador navega por um ambiente de chantagens e alianças voláteis, dominando os corredores do poder legislativo. Mendes ressalta que sua estratégia visa enfraquecer o governo federal e desafiar decisões do STF por meio de maiorias parlamentares hostis.
O articulista menciona conversas de bastidores que conectam figuras do cenário político nacional, associando a liderança de Alcolumbre a práticas de impunidade e golpismo no Senado Federal.
Mendes lança um desafio à grande imprensa brasileira, acusando-a de tratar Alcolumbre de forma superficial, sem investigar seu histórico completo. A análise questiona os limites do jornalismo corporativo no país.
O impeachment de Dilma Rousseff serve como referência histórica para entender o momento atual. A comparação entre Cunha e Alcolumbre alerta para os riscos de concentração de poder no Legislativo contra os demais poderes.
Segundo Mendes, a estratégia de Alcolumbre ainda está em curso, projetando intensos confrontos entre Senado, Executivo e Judiciário nos próximos anos. O desfecho dessa ofensiva definirá o equilíbrio democrático no Brasil.
Leia mais sobre o assunto na diariodocentrodomundo.com.br.
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