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Jornalista denuncia estratégia de Alcolumbre para minar governo Lula e STF

93 Comentários🗣️🔥 Davi Alcolumbre em sessão no Congresso Nacional. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br) O jornalista Moisés Mendes publicou análise no Diário do Centro do Mundo em que desmonta a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, como parte de uma ofensiva contra o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal. Segundo Mendes, Alcolumbre reproduz táticas golpistas já […]

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Davi Alcolumbre em sessão no Congresso Nacional. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br)

O jornalista Moisés Mendes publicou análise no Diário do Centro do Mundo em que desmonta a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, como parte de uma ofensiva contra o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal.

Segundo Mendes, Alcolumbre reproduz táticas golpistas já vistas no impeachment de Dilma Rousseff, mas com maior articulação e proteção institucional. Enquanto Eduardo Cunha atuou com frieza calculista, o senador atual adota uma postura ruidosa e performática, demonstrando prazer no exercício do poder.

O texto destaca a condução apressada da sessão que resultou na derrota do advogado-geral da União, Jorge Messias. Alcolumbre teria usado gestos teatrais, interrupções e acelerado a proclamação do resultado para impor sua vontade no plenário.

Diferentemente de Cunha, isolado politicamente, Alcolumbre construiu uma rede de alianças no Senado, protegido por uma estrutura de negociações e emendas parlamentares. Essa base permite que ele amplie sua influência sem sofrer o mesmo destino de seu antecessor.

O senador navega por um ambiente de chantagens e alianças voláteis, dominando os corredores do poder legislativo. Mendes ressalta que sua estratégia visa enfraquecer o governo federal e desafiar decisões do STF por meio de maiorias parlamentares hostis.

O articulista menciona conversas de bastidores que conectam figuras do cenário político nacional, associando a liderança de Alcolumbre a práticas de impunidade e golpismo no Senado Federal.

Mendes lança um desafio à grande imprensa brasileira, acusando-a de tratar Alcolumbre de forma superficial, sem investigar seu histórico completo. A análise questiona os limites do jornalismo corporativo no país.

O impeachment de Dilma Rousseff serve como referência histórica para entender o momento atual. A comparação entre Cunha e Alcolumbre alerta para os riscos de concentração de poder no Legislativo contra os demais poderes.

Segundo Mendes, a estratégia de Alcolumbre ainda está em curso, projetando intensos confrontos entre Senado, Executivo e Judiciário nos próximos anos. O desfecho dessa ofensiva definirá o equilíbrio democrático no Brasil.

Leia mais sobre o assunto na diariodocentrodomundo.com.br.


Leia também: Jaques Wagner expõe atrito entre Alcolumbre e Lula sobre indicação de Messias ao STF


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Karina Libertária

03/05/2026

Ah, lá vem o Diário do Centro do Mundo com mais um mimimi contra quem ousa enfrentar o Lula e o STF. Alcolumbre é um dos poucos que ainda tem coragem de não ser capacho desse governo incompetente. Aqui em Miami a gente ri dessas novelas políticas de Brasília, mas é triste ver o Brasil afundando enquanto gastam tempo com esses teatros. Se o povo parasse de viver de bolsa família e aprendesse a investir em dólar, não estaria nessa dependência.

Silvia Ramos

03/05/2026

Mais uma vez tentam jogar a culpa nos conservadores, mas quem está desrespeitando a Constituição e a vontade do povo brasileiro é esse STF que se mete em tudo. A Palavra de Deus nos ensina em Romanos 13 que devemos respeito às autoridades, mas quando elas se corrompem e viram partido político, perdem a legitimidade. Alcolumbre está certo em não aceitar esse desgoverno ímpio que quer destruir a família tradicional.

    Cecília Torres

    03/05/2026

    Silvia, Romanos 13 também diz que a autoridade foi instituída por Deus para o bem, e não para barganhar cargos ou minar instituições. Se vamos usar a Bíblia para fazer análise política, que seja com honestidade exegética, não com conveniência ideológica.

Marta

03/05/2026

Minha gente, vamos com calma que a aula de história de hoje vai ser boa. O Moisés Mendes, como sempre, fez um trabalho cirúrgico ao expor o que muitos de nós já sentíamos na pele: o senhor Davi Alcolumbre não é nenhum inocente. Ele está, sim, repetindo o manual dos meninos mal-educados que tentaram rasgar a Constituição em 2018 e 2022. A diferença é que agora ele usa um terno e uma caneta, em vez de tanques de guerra. Mas a estratégia é a mesma: desgastar o governo Lula, atacar o STF e, de quebra, enfraquecer a democracia que tanto suamos para conquistar.

O que me preocupa, e olha que já vi muito chumbo grosso nessa vida, é a falta de memória do povo brasileiro. Alcolumbre não é um novato; ele já presidiu o Senado e sabe exatamente como usar as comissões e os ritos legislativos para criar um verdadeiro circo. Enquanto isso, a imprensa golpista trata as pautas-bomba como se fossem “legítimas discordâncias”. Não, meus queridos, não é. É uma tentativa orquestrada de paralisar o país e criar um clima de ingovernabilidade para justificar, mais uma vez, um golpe. É a mesma tática de 2016: primeiro, desmoralizam o governo eleito; depois, inventam um “crime de responsabilidade”.

E não venham com esse papo de “autonomia do Legislativo”. Autonomia é uma coisa; conluio com interesses golpistas é outra bem diferente. O que Alcolumbre faz, ao dar palanque para a oposição e ao engavetar pautas do governo, é um desserviço ao Brasil. Ele age como se o país fosse um tabuleiro de xadrez onde ele é o único jogador. Mas a história não perdoa, e a nossa memória é longa. Enquanto ele joga esse jogo sujo, o povo brasileiro precisa de comida na mesa, de emprego e de educação. Lamentável ver um presidente do Senado agindo como um líder da oposição, e não como um estadista.

Por fim, um recado para os liberais e fascistas de plantão que vão encher esta caixa de comentários com fake news: parem de tratar a política como se fosse um jogo de futebol. Apoiar o Lula não é torcer; é defender a soberania nacional e o direito de o povo ter um governo que olhe para os mais pobres. O Alcolumbre e seus asseclas podem até achar que estão sendo espertos, mas a história já mostrou o fim dessa estrada. E, como professora, posso garantir: a nota final dessa turma vai ser vermelha, e não é por causa do partido, não. É pela vergonha que eles estão passando para o Brasil.

Eduardo Nogueira

03/05/2026

Alcolumbre é um palhaço fantasiado de estadista, mas no fundo só quer puxar o tapete do Lula e do STF. Esse jornalista aí deve ser mais um esquerdista chorando porque o plano deu errado. Enquanto isso, o Brasil quebra e ninguém faz nada.

Márcio Torres

03/05/2026

A análise do Moisés Mendes é cirúrgica ao expor o que muitos preferem chamar de “jogo político normal”, mas que na prática é uma repetição dos mesmos padrões que levaram o país ao abismo em 2016 e 2018. Alcolumbre não é um novato; ele aprendeu com o manual de como desestabilizar instituições usando o Legislativo como arado. O que me intriga é a facilidade com que setores da imprensa tratam essas manobras como “articulação”, quando na verdade são tentativas claras de submeter o Executivo e o Judiciário a uma agenda que não passa pelo voto popular. A diferença entre Alcolumbre e um golpista clássico é apenas o terno e a gravata.

O que me parece mais grave, e que o artigo toca com precisão, é a instrumentalização do orçamento secreto como moeda de troca para aprovar pautas que enfraquecem o STF. Não é coincidência que as investidas contra a Corte aumentem na mesma proporção em que o governo Lula tenta retomar o controle fiscal e social. Alcolumbre sabe que, sem o STF como escudo, o Executivo fica exposto a um impeachment por qualquer pretexto. A tática é velha: desgastar o guardião da Constituição para, depois, atacar o governo eleito. O cinismo é tamanho que ainda se vendem como “defensores da harmonia entre os Poderes”.

Outro ponto que merece destaque é a cumplicidade de parte da mídia tradicional. Enquanto sites como o Diário do Centro do Mundo escancaram a estratégia, grandes veículos tratam Alcolumbre como “experiente articulador”. Isso não é jornalismo, é propaganda. Se o mesmo tratamento fosse dado a um político de esquerda fazendo manobras similares, o noticiário estaria repleto de termos como “golpe” e “autoritarismo”. O duplo padrão revela que, para muitos, a democracia só vale quando serve aos interesses de sempre.

No fim, o que está em jogo não é a disputa entre Lula e Alcolumbre, mas a própria capacidade do Estado de Direito de funcionar sem ser sequestrado por facções parlamentares. Se o Senado continuar sendo usado como máquina de chantagem institucional, não importa quem está no Planalto. O sistema vai se corroer por dentro, e aí nem STF nem eleições futuras vão segurar o colapso. O artigo de Mendes é um alerta, mas duvido que os “donos do poder” que comentam aqui vão levar a sério. Preferem continuar achando que isso é “teatro político”.

João da Silva

03/05/2026

Pois é, mais um capítulo dessa novela. Não sei até onde isso vai, mas o que cansa é ver político usando cargo pra fazer oposição em vez de trabalhar pelo país. Imposto já é alto demais pra gente ficar assistindo esse teatrinho em Brasília.

    Helton Barros

    03/05/2026

    Concordo, João. Essa corja brinca de fazer política enquanto o trabalhador paga a conta. Enquanto não houver Deus e vergonha na cara, esse circo vai continuar.

      Eduardo C.

      03/05/2026

      Helton, você está misturando emoção com análise. Se quer apontar culpados, me mostre os dados do orçamento e as emendas parlamentares; o resto é ruído.

Marcus Almeida

03/05/2026

Mais um capítulo dessa novela golpista que a esquerda adora inventar. Alcolumbre é um político experiente e está apenas exercendo seu papel de presidente do Senado, defendendo o equilíbrio entre os poderes. O que esse jornalista chama de “tática golpista” é na verdade a velha e boa política de quem não se curva ao autoritarismo do STF e às pautas esquerdistas do governo Lula. Enquanto a família tradicional brasileira for atacada e a corrupção for varrida para debaixo do tapete, continuaremos apoiando quem tem coragem de enfrentar esse sistema.

    Clotilde Pátria

    03/05/2026

    Amém, Marcus, amém! Enquanto isso, o Lula e o STF querem destruir a família e implantar o comunismo, e esse povo ainda chama de “democracia”. Alcolumbre é um herói, sim, enfrentando esse sistema corrupto que quer nos calar. Vamos continuar orando e resistindo!

Ana Rodrigues

03/05/2026

Pô, mais intriga política? Enquanto isso a gasolina não baixa e o trânsito continua um caos em Curitiba. Pra mim, esse jogo de poder todo só atrasa o que realmente importa pro brasileiro.

    Pedro Neto

    03/05/2026

    Faz o L, Ana, a culpa é do Temer.

      Luizinho 16

      03/05/2026

      Ah, Pedro, vai lacrar na sua bolha, a culpa é do sistema, não do meu voto, seu alienado.

Renata Oliveira

03/05/2026

É preocupante ver esse jogo de bastidores, mas acho que precisamos ter cuidado com maniqueísmos. Alcolumbre erra ao agir nas sombras, mas o governo Lula também precisa mostrar mais transparência e diálogo com o Congresso. Oremos para que o bom senso prevaleça e o Brasil não caia em mais polarização.

    Paulo Gestor RJ

    03/05/2026

    Renata, concordo que o jogo de sombras desgasta a todos. Mas, como administrador, vejo que o problema maior é a falta de gestão fiscal e de projetos viáveis, não só de transparência. Oremos, mas com planejamento.

      João Carlos Silva

      03/05/2026

      Pois é, Paulo, você tocou num ponto que eu vejo todo dia na rua: o povo quer é gestão, não briga de poder. Enquanto eles ficam nesse jogo de empurra, a gasolina sobe e o segurança do prédio onde entrego encomenda tá sem reajuste há dois anos. Rezar ajuda, mas planejamento é que põe comida na mesa.

Fernando O.

03/05/2026

Alcolumbre é um articulador clássico do centrão, sempre jogando dos dois lados. Se a denúncia do Moisés Mendes tem fundamento, estamos vendo mais um movimento para desgastar as instituições sem enfrentamento direto. O problema é que enquanto a esquerda fica no mimimi ideológico, o centrão opera nos bastidores com números e acordos.

    Célia Carmo

    03/05/2026

    Mimimi ideológico é o caralho, Fernando, seu centrista molenga — enquanto vocês babam ovo de articulador golpista, a gente tá na rua lutando contra a elite! #ForaCentrão

Ricardo Almeida

03/05/2026

Mais um capítulo da novela “quem golpeia quem” em Brasília. Alcolumbre é um operador clássico do centrão, que joga nos dois lados conforme a conveniência. Denunciar a tática dele é óbvio, mas cadê a mesma energia para questionar os conchavos do governo com esse mesmo centrão para aprovar pautas? A seletividade na indignação só reforça o cinismo político que a esquerda dogmática insiste em ignorar.

    Miriam

    03/05/2026

    Ricardo, você tem um ponto: o cinismo é generalizado e a seletividade na indignação só alimenta o teatro. Enquanto isso, a máquina pública segue girando com os mesmos acordos de sempre, independente de quem está no palanque.

    Paula Santos

    03/05/2026

    Ricardo, você tocou num ponto que me incomoda como cristã: a seletividade da indignação. Se queremos honestidade, precisamos denunciar os conchavos de todos os lados, não só de quem nos é adversário. A verdade não tem lado partidário.

      Cláudio Ribeiro

      03/05/2026

      Paula, sua observação sobre a seletividade da indignação é pertinente, mas precisamos ir além da moral individualista. O problema não é apenas apontar conchavos de todos os lados, mas entender que o jogo político opera dentro de uma estrutura de poder onde a neutralidade é um mito — como diria Foucault, a verdade é sempre efeito de relações de força.

Bia Carioca

03/05/2026

Alcolumbre é a cara do velho Centrão fisiológico que sempre jogou contra qualquer avanço social. Essa tática de minar o STF e o governo Lula é a mesma dos bolsonaristas, só que de terno e gravata. Enquanto a esquerda não tiver base popular forte nas ruas, esses caras vão continuar manobrando nos bastidores.

    Padre Antônio Rocha

    03/05/2026

    Minha filha, você chama de “avanço social” o que é na verdade uma agenda de destruição da família e da moral cristã. Alcolumbre pode até ser fisiológico, mas ao menos não empurra ideologia de gênero nas escolas nem ataca a liberdade religiosa como esse governo faz.

    Rodrigo Meireles

    03/05/2026

    Bia, discordo de você em parte. O Centrão sempre foi fisiológico mesmo, mas o problema não é só o terno e gravata — é a falta de articulação pragmática do governo. Se a esquerda não conseguir construir base no Congresso com dados e entregas concretas, vai continuar perdendo nos bastidores independente de barulho nas ruas.

Luciana Santos

03/05/2026

Pois é, mais um querendo se promover em cima de briga institucional. Enquanto isso, a gente aqui na luta, pagando passagem mais cara e levando desaforo de passageiro todo santo dia. Político é tudo farinha do mesmo saco, só muda o nome da fantasia.

    John Marshall

    03/05/2026

    Cara Luciana, sua indignação com o preço da passagem e o desaforo diário é legítima, mas esse “farinha do mesmo saco” é um atalho preguiçoso que ignora as diferenças reais de projeto político — Hobbes já nos alertava que o estado de natureza não é uma fantasia, e sim a guerra de todos contra todos, e o que está em jogo aqui é justamente qual ordem institucional vai proteger o cidadão comum do arbítrio.

Galinze

03/05/2026

Que governo?

Caio Vieira

03/05/2026

Prezados leitores e leitoras deste espaço democrático,

A análise do jornalista Moisés Mendes, publicada no Diário do Centro do Mundo, acende um farol interpretativo crucial sobre a tessitura do jogo político brasileiro contemporâneo. Ao desnudar a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, como parte de uma ofensiva sistemática contra o governo Lula e o STF, o texto nos convida a transcender a mera factualidade e adentrar o terreno da disputa hegemônica. Não se trata de um simples movimento tático, mas de uma estratégia que, em sua essência, busca reconfigurar as correlações de força no bloco no poder, utilizando o Parlamento como trincheira para uma cruzada que, em última instância, visa deslegitimar as instituições que sustentam o pacto democrático de 1988. É a velha arte de, sob o manto da legalidade procedimental, corroer a legitimidade substantiva do Estado Democrático de Direito.

O que me parece particularmente grave, e que a denúncia de Mendes ilumina com precisão cirúrgica, é a reprodução de uma tática que, em outros momentos históricos, serviu de prelúdio para rupturas institucionais. Estamos diante de um fenômeno que o sociólogo florentino Giovanni Sartori, em seus escritos sobre engenharia constitucional, classificaria como uma forma de “parlamentarismo degenerado”, onde a Casa Legislativa deixa de ser o lócus do debate republicano para se converter em instrumento de veto e chantagem contra os demais poderes. Alcolumbre, ao que tudo indica, opera na chave de uma contra-hegemonia que não busca a vitória no campo das ideias ou do voto popular, mas sim a paralisia do sistema por meio do controle das agendas e da distribuição de benesses, um verdadeiro patrimonialismo de casaca.

É imperativo que a sociedade civil, especialmente os movimentos populares e as forças progressistas, compreendam a dimensão deste embate. A luta não se dá apenas no âmbito da economia ou das políticas sociais, mas também, e fundamentalmente, na disputa pela interpretação do próprio ordenamento jurídico e do papel das instituições. O que está em jogo é a capacidade do Estado de implementar políticas que reduzam as desigualdades históricas, enfrentando os interesses de uma elite que, como demonstrou o cientista político mineiro Wanderley Guilherme dos Santos, sempre recorreu ao “autoritarismo instrumental” quando seus privilégios são ameaçados. A resistência a essa ofensiva exige a união de todos os que acreditam que a democracia não é um mero procedimento, mas um valor substantivo, um campo de luta permanente pela ampliação dos direitos.

Portanto, saúdo a coragem do jornalista Moisés Mendes em realizar este desmonte analítico. Em tempos de pós-verdade e de desinformação sistêmica, o jornalismo que se dispõe a escavar os subterrâneos do poder é uma trincheira indispensável. Que este texto sirva de alerta não apenas para os operadores do direito e os parlamentares comprometidos com a soberania popular, mas para cada cidadão que ainda acredita ser possível construir uma nação mais justa e solidária. A hegemonia não se conquista apenas nas urnas, mas na capacidade de interpretar a realidade e mobilizar as consciências. Sigamos atentos, pois o jogo ainda está em aberto e a história, como sempre, nos cobrará uma posição.

Eduardo Teixeira

03/05/2026

Mais um teatrinho político que só serve para aumentar a conta de impostos que eu pago. Enquanto esses caras brigam pelo poder, o empreendedor brasileiro é sufocado com carga tributária e burocracia. Quero menos Brasília e mais liberdade econômica.

    Maura Santos

    03/05/2026

    Ah, Eduardo, liberdade econômica é linda até o dia em que falta energia no teu negócio porque a direita sucateou o setor elétrico — lembra do apagão do Apagão do Governo Temer? Enquanto isso, a esquerda pelo menos tenta botar o país pra funcionar com investimento público, coisa que vocês chamam de gastança mas que põe comida na mesa do teu fornecedor.

    Cecília Silva

    03/05/2026

    Eduardo, liberdade econômica pra quem? Pra você que reclama dos impostos ou pro moleque que cresce sem saneamento e escola? Enquanto você chama de teatrinho, a gente na favela sabe que briga de poder define se a polícia entra atirando ou se o pão chega na mesa. Menos Brasília pra você é mais fome pra gente.

    Vanessa Silva

    03/05/2026

    Eduardo, concordo que a briga pelo poder em Brasília é um circo fiscalizado com nosso dinheiro, mas liberdade econômica sem instituições sólidas vira terra de ninguém. O problema não é ter Estado, é ter um Estado caro e ineficiente que serve a interesses pessoais.

Maria Silva

03/05/2026

Ah, então agora o Alcolumbre é o vilão? Esse Moisés Mendes tá mamando nas tetas do governo, isso sim. O STF e o Planalto querem é engessar o Congresso, e o Davi tá só fazendo o dever de casa: botar freio nessa boiada desgovernada. Enquanto o agro produz e o país cresce, fica essa novela de “golpismo” pra boi dormir.

    Ana Costa

    03/05/2026

    Maria, sua leitura levanta um ponto importante sobre o equilíbrio entre os Poderes, mas preciso discordar da premissa de que o agro cresce apesar de tudo — dados do IBGE mostram que o PIB do setor caiu 2% no último trimestre, então o cenário não é tão linear assim. A questão não é transformar Alcolumbre em vilão ou herói, mas sim analisar se a estratégia dele fortalece o jogo democrático ou apenas cria mais ruído institucional.

    Luciana Costa

    03/05/2026

    Maria, entendo sua defesa do Legislativo, mas enxergar o Alcolumbre como mero “freio” ignora que ele usa o Orçamento Secreto para barganhar pautas e enfraquecer tanto o governo quanto a independência judicial. O agro cresce, sim, mas isso não justifica atropelar o equilíbrio entre os Poderes.

    Ronaldo Silva

    03/05/2026

    Pois é, Maria, o agro produz e a gente paga imposto até no ar que respira, mas o freio que o Alcolumbre quer botar é na conta do povo, não na boiada. Esse papo de “dever de casa” é o mesmo que a gente ouve de político que vive de jabuticaba no orçamento.

Carlos Rocha

03/05/2026

Mais um “jornalista” descobrindo que político age como político. Alcolumbre está jogando o jogo do poder, assim como Lula e o STF fazem. Enquanto isso, o brasileiro paga a conta com impostos recordes.

    Clarice Historiadora

    03/05/2026

    Carlos, você está confundindo “jogo do poder” com “tentativa de golpe institucional”. Tem diferença entre lobby político e conspiração contra a democracia. Se quiser, te indico a leitura de “O Príncipe” de Maquiavel, mas com comentários de Norberto Bobbio pra você entender a diferença entre política legítima e autoritarismo.

Mariana Oliveira

03/05/2026

É impressionante como a política brasileira insiste em repetir os mesmos padrões de sempre. A análise de Moisés Mendes não poderia ser mais precisa ao identificar a atuação de Alcolumbre como parte de uma engrenagem maior de desestabilização. Não se trata de um mero jogo de poder entre figuras públicas, mas de um movimento calculado que, como Kimberlé Crenshaw nos ensina, opera em múltiplos eixos de opressão e privilégio. Aqui, vemos a intersecção entre o poder legislativo, a mídia hegemônica e setores do judiciário que, juntos, minam a legitimidade de um governo democraticamente eleito e de uma corte que tenta, ainda que com contradições, garantir direitos fundamentais. A tática não é nova: é a velha política do quanto pior, melhor, que sempre atinge de forma mais violenta as populações racializadas e periféricas, que são as primeiras a sentir os efeitos de uma crise institucional.

O que me preocupa profundamente é a naturalização desse comportamento. Alcolumbre não age sozinho; ele é a ponta de um iceberg que inclui setores do agronegócio, da bancada evangélica e de uma elite branca e masculina que nunca aceitou perder seus privilégios. bell hooks, em seu livro “Ensinando a Transgredir”, já nos alertava sobre como a educação e a política podem ser usadas como ferramentas de dominação ou de libertação. O que vemos hoje é uma tentativa deliberada de usar o Senado como trincheira para bloquear pautas progressistas e deslegitimar o STF, que, apesar de suas falhas, tem sido um dos poucos freios institucionais contra o autoritarismo. A manobra de Alcolumbre é um ataque direto à democracia, e não podemos fingir que é apenas “jogo político”.

É fundamental que a sociedade civil, especialmente os movimentos sociais feministas e antirracistas, esteja atenta a esses movimentos. A história nos mostra que quando as instituições são enfraquecidas, quem mais perde são as mulheres negras, os povos indígenas e a comunidade LGBTQIA+. Precisamos de uma análise interseccional que conecte a crise política no Senado com a falta de acesso a direitos básicos, como saúde, educação e moradia digna. Não podemos cair na armadilha de achar que essa briga é só entre “políticos de Brasília”. Ela afeta diretamente o chão da nossa vida, a nossa capacidade de existir com dignidade.

Por fim, acho que a imprensa tem um papel crucial nesse momento. A denúncia de Moisés Mendes é um respiro em meio a um jornalismo que muitas vezes trata a política como um espetáculo. Precisamos de mais análises que desnudem essas estratégias e que conectem os pontos entre a atuação de Alcolumbre e os projetos de poder que visam a manutenção de uma elite branca, masculina e conservadora no controle do país. Que não nos calemos diante disso. A luta por justiça social e por uma democracia real é contínua e exige que estejamos vigilantes.

    Maria Clara Lopes

    03/05/2026

    Mariana, sua análise é rica em referências e preocupações legítimas, mas me parece que você parte do pressuposto de que todo movimento de oposição é automaticamente desestabilização e ataque à democracia. Alcolumbre pode sim estar jogando o jogo político dele, mas rotular qualquer resistência ao governo como parte de uma conspiração interseccional da elite branca masculina acaba simplificando um cenário que também envolve disputas de poder, interesses regionais e falta de diálogo dos dois lados.

      Carlos Mendes

      03/05/2026

      Maria Clara, você tem um ponto: nem toda resistência é desestabilização. Mas quando Alcolumbre manobra para enfraquecer o STF e o governo ao mesmo tempo, o jogo político dele não é só disputa de poder — é um ataque direto às instituições que deveriam ser blindadas. Falta de diálogo dos dois lados? Concordo, mas o lado que quer menos Estado e mais liberdade não precisa se desculpar por jogar dentro das regras.

        Beto Engenheiro

        03/05/2026

        Carlos, enquanto vocês discutem teatro político, o país precisa de obra, de trem, de asfalto. Essa briga de poder não entrega um metro de ferrovia.

Ahmed El-Sayed

03/05/2026

Mais um capítulo dessa novela que só enfraquece o Brasil. Enquanto brincam de golpe nos bastidores, a nação perde valores e identidade. Onde está a defesa da família e da tradição nesse jogo de poder?

    Francisco de Assis

    03/05/2026

    Ahmed, meu amigo, essa história de ‘defesa da família e tradição’ é o que eles usam pra esconder o jogo sujo contra o Lula. O Brasil só perde valores quando gente alienada fecha os olhos pros avanços sociais que esse governo trouxe, e fica repetindo discurso vazio de poder.

      Cíntia Ribeiro

      03/05/2026

      Francisco, concordo que o discurso de defesa da família e tradição frequentemente serve de biombo para manobras políticas, mas é preciso cuidado para não cair no oposto: ignorar que avanços sociais precisam ser avaliados com lupa, não com fé cega. A força de uma democracia está justamente em questionar todos os lados, inclusive os que dizem defender o progresso.

      Carmem Souza

      03/05/2026

      Francisco, entendo sua preocupação com o discurso vazio, mas acredito que valores como família e ética não são antagônicos aos avanços sociais — o problema é quando um lado usa isso como escudo e o outro como arma. O diálogo sincero, sem rótulos, ainda é o melhor caminho para o Brasil.

Fernanda Oliveira

03/05/2026

Samara, concordo que a thread escancara um problema real: a dificuldade de classificar o centrão em termos de esquerda/direita. Mas a análise do Moisés Mendes me parece um pouco apressada em chamar de “tática golpista” o que pode ser só o velho toma-lá-dá-cá do Alcolumbre com o Planalto. O centrão não precisa de ideologia pra atrapalhar, ele atrapalha por puro fisiologismo.

Samara Oliveira

03/05/2026

João Martins, você foi cirúrgico. A confusão ideológica dessa thread só prova como o centrão se aproveita da falta de clareza política pra continuar governando pra si mesmo. Como cristã, me dói ver esses políticos usarem o nome de Deus enquanto perpetuam desigualdade. Alcolumbre não é de esquerda nem de direita, é do atraso.

João Martins

03/05/2026

Interessante ver a thread se dividindo entre quem trata o Alcolumbre como “comunista infiltrado” e quem tenta enquadrá-lo como “golpista de direita”. Nenhum dos dois rótulos se sustenta se a gente olhar o histórico de votações e alianças do centrão. O que eu vejo é um político que responde a incentivos institucionais muito claros: o controle do Orçamento e a pauta de interesses regionais do Amapá. Chamar isso de “estratégia golpista” me parece dar um peso ideológico que o personagem não carrega. O Alcolumbre é um operador do Congresso, não um ideólogo. Ele vai se alinhar a quem controlar o dinheiro e as emendas, ponto.

Dito isso, a análise do Moisés Mendes levanta um ponto que merece atenção, mesmo para quem é cético: a tática de pautar projetos que forçam o STF a reagir e depois usar essa reação como combustível para desgastar a Corte é real. Um estudo da USP de 2022 sobre conflitos entre Legislativo e Judiciário mostrou que esse padrão de “provocação e vitimização” foi usado consistentemente por parlamentares do centrão durante o governo Bolsonaro. Não é teoria da conspiração, é dado de comportamento legislativo. O que falta no artigo é mostrar evidência concreta de que o Alcolumbre está coordenando isso agora com a mesma intensidade.

O que me incomoda é que a esquerda adora encontrar um “golpista” debaixo de cada pedra, enquanto a direita vê “comunista” em qualquer político que não seja bolsonarista raiz. Ambos os lados ignoram o óbvio: o centrão não tem projeto de poder além de se perpetuar no controle das emendas e dos cargos. Se amanhã o governo Lula der mais espaço no Orçamento, o Alcolumbre vira aliado fiel. Se o STF ameaçar esse fluxo de recursos, ele vira oposição. Não é estratégia contra a democracia, é estratégia de sobrevivência política de um grupo que aprendeu a navegar em qualquer governo desde a redemocratização.

No fim das contas, a pergunta que fica é: por que um presidente da República com 53% de aprovação em pesquisas recentes (Datafolha de março) ainda precisa se preocupar com um presidente do Senado que não tem base eleitoral nacional? A resposta pode estar na fragmentação partidária e na dependência do Executivo em relação ao Congresso para aprovar pautas econômicas. Enquanto o governo Lula não tiver uma coalizão disciplinada, qualquer operador do centrão vai continuar tendo poder de barganha desproporcional. O problema é estrutural, não é o Alcolumbre.

Paulo Rocha

03/05/2026

Carlos Oliveira, você tenta dar uma de isentão mas o Alcolumbre é mais um desses políticos que só sabem fazer o L e destruir o país. Enquanto isso o STF vira cabide de emprego e o povo paga a conta. Brasil pra brasileiros, não pra essa corja comunista! Vai pra Cuba, Alcolumbre!

    João Carvalho

    03/05/2026

    Paulo, seu comentário mistura categorias políticas de forma tão desordenada que fica difícil saber por onde começar. Alcolumbre é a cara do centrão fisiológico, não de qualquer projeto ideológico — chamá-lo de comunista é ignorar que ele representa justamente as oligarquias que sempre se beneficiaram do Estado patrimonialista que você critica. O problema real não é suposto comunismo, é a captura do Estado por elites que vendem apoio orçamentário em troca de impunidade e cargos.

Tonho Patriota

03/05/2026

ESSE TAL DE ALCOLUMBRE É MAIS UM COMUNISTA INFILTRADO, FAZ O L E QUER DERRUBAR O BRASIL! ENQUANTO ISSO O NIOBIO CONTINUA LÁ PARADO E A MAMADEIRA DE PÊNIS VOLTOU NAS ESCOLAS, ACORDA BRASIL!!!

    Carlos Oliveira

    03/05/2026

    Tonho, com todo respeito, o Alcolumbre é do centrão, não é comunista — ele representa exatamente as velhas elites que sempre barraram a reforma agrária e a educação pública que o senhor critica.

Pedro

03/05/2026

Pois é, o Alcolumbre é mais do mesmo, só muda o nome. Enquanto a gasolina não baixa e o IPVA continua pesando, eles ficam nesse teatrinho em Brasília. Pra mim, tanto faz quem tá mandando, no final quem paga a conta é sempre o motorista de aplicativo.

Mariana Lopes

03/05/2026

A Cíntia e a Beatriz têm razão nisso: o governo Lula não é vítima, é sócio minoritário desse jogo. Se o Alcolumbre consegue pautar o Congresso e desgastar o STF, é porque o Planalto autorizou ou fez vista grossa. Ficar tratando o Centrão como vilão de novela esconde que o problema é estrutural: sem reforma política, qualquer presidente vai continuar refém desse balcão.

Cíntia Alves

03/05/2026

A Beatriz tem um ponto: ficamos aqui apontando o dedo pro Alcolumbre como se ele fosse um gênio do mal, mas a verdade é que o governo Lula precisa dele pra governar. Se o Centrão tem tanto poder assim, é porque o próprio Planalto alimenta esse jogo. No final, todo mundo se entende, e o país que se vire.

Beatriz Lima

03/05/2026

Pessoal, lendo a thread, fico com a impressão de que estamos todos discutindo o personagem errado. A Maria Antonia tocou num ponto que merece mais atenção: o governo Lula não é vítima indefesa do Alcolumbre. Se o Centrão está desmontando o STF e pautando o Congresso, é porque o Planalto permitiu. Desde 2023, a estratégia foi comprar o Centrão com emendas e cargos, e agora colhem o resultado: um presidente do Senado que age como se tivesse um cheque em branco. Chamar isso de “golpe” é quase um conforto retórico pra não admitir que o governo trocou governabilidade por reféns.

O Diego Fernández tem razão ao dizer que o Alcolumbre não é ideológico, é oportunista. Mas aí eu pergunto: desde quando o Centrão age diferente? O que me irrita nessa análise do Moisés Mendes é o tom de “denúncia bombástica” de algo que é regra há décadas. O Alcolumbre não está “reproduzindo táticas golpistas”, ele está fazendo o que o Centrão sempre fez: extrair vantagem de qualquer governo, seja Dilma, Temer, Bolsonaro ou Lula. A diferença é que agora ele tem um STF fragilizado pelas próprias trapalhadas políticas da corte e um governo que precisa dele pra aprovar pauta econômica.

O Roberto Lima acha positivo porque é contra o PT, mas aí cai no mesmo erro da esquerda: personalizar a disputa. O problema não é o Alcolumbre ser “contra o Lula”, é ele ser contra qualquer limite ao poder do Centrão. Se amanhã o governo der mais emenda, ele vira aliado de novo. O que me preocupa de verdade não é o Alcolumbre em si, mas o fato de que o STF e o governo Lula estejam tão frágeis que um articulador mediano como ele consiga pautar o impeachment de ministros e ameaçar a estabilidade institucional. Isso sim é um dado que merecia mais escrutínio, menos fofoca de bastidor.

Marina Silva

03/05/2026

A Maria Antonia aí acha que é “complô”, mas a real é que o Centrão sempre jogou contra qualquer projeto popular, e o Alcolumbre é a cara do atraso que a gente precisa desmontar.

Maria Antonia

03/05/2026

O Diego Fernández tocou no ponto certo. O Alcolumbre não é direita nem esquerda, é balcão de negócios. O problema é que a turma do PT adora um complô pra não admitir que o governo deles é fraco e precisa fazer acordo com esse pessoal. Se o mercado e o STF estão sendo desmontados, a culpa é de quem aceita sentar na mesa.

Diego Fernández

03/05/2026

Roberto Lima, você acha positivo porque é contra o PT, mas esquece que o Alcolumbre não tá fazendo oposição ideológica — ele tá desmontando o Estado de Direito pra manter a boquinha do Centrão. Isso não é direita nem esquerda, é oportunismo puro, igual ao que a gente viu no Paraguai com o Colorado e na Argentina com o macrismo. O STF e o governo Lula podem ter erros, mas minar as instituições assim é caminho pra mais crise, não pra solução.

Roberto Lima

03/05/2026

O Luiz Augusto falou bem. Esse pessoal do Centrão não é de direita nem de esquerda, é de balcão. Agora, esse tal de Alcolumbre sempre foi um articulador, e se ele está contra o governo Lula, pra mim é até um ponto positivo. O problema é que tudo que é contra o PT vira “golpista” na boca dessa imprensa militante.

Carlos Menezes

03/05/2026

A leitura dos comentários me deixa com a sensação de que todo mundo está certo em partes. O toma-lá-dá-cá do Centrão é um fato, mas também acho que a esquerda adora um “inimigo oculto” pra justificar as próprias dificuldades de governar. No fim, a briga é sempre pelo controle da máquina, e a gente fica assistindo.

Luiz Augusto

03/05/2026

Nádia, com todo respeito, mas chamar de “espantalho da esquerda” qualquer crítica ao toma-lá-dá-cá do Alcolumbre é fechar os olhos para o óbvio. O Centrão não tem compromisso com liberalismo econômico nem com instituições fortes; eles querem é manter a boquinha no Orçamento. Se o STF atrapalha esse toma-lá-dá-cá, claro que querem miná-lo.

    Mariana Alves

    03/05/2026

    Luiz Augusto, concordo com a sua crítica ao argumento da Nádia, mas acho que podemos ir um pouco além do “toma-lá-dá-cá” para entender a natureza estrutural desse movimento. Você tem razão ao dizer que o Centrão não tem compromisso com liberalismo econômico nem com instituições fortes — e é aí que mora o problema mais profundo. O que estamos vendo não é apenas uma disputa de poder entre facções políticas, mas a expressão de uma crise de hegemonia no interior do Estado brasileiro. Alcolumbre não é um operador isolado; ele representa a fração da burguesia brasileira que sempre se beneficiou da fragilidade institucional para capturar o Orçamento público como mecanismo de acumulação primitiva. O enfraquecimento do STF não é um fim em si mesmo, mas um meio para desmontar os últimos freios que impedem a completa privatização do Estado.

    O que me preocupa no debate é que, ao focarmos exclusivamente na figura de Alcolumbre ou nas manobras do Centrão, corremos o risco de personalizar um fenômeno que é sistêmico. O neoliberalismo à brasileira nunca precisou de um Estado mínimo — pelo contrário, sempre precisou de um Estado forte o suficiente para garantir a transferência de recursos públicos para o capital privado, mas fraco o suficiente para não implementar políticas sociais universais. O Centrão é o partido orgânico dessa contradição: ele não quer destruir o Estado, quer capturá-lo. E quando o STF, com todos os seus defeitos e contradições de classe, tenta impor algum limite a essa captura, ele se torna o inimigo a ser neutralizado.

    A estratégia de Alcolumbre, portanto, não é um desvio de rota ou um “espantalho” criado pela esquerda. É a continuidade da política de conciliação de classes que sempre caracterizou a formação social brasileira. O que diferencia o momento atual é que a crise econômica e a ascensão de Bolsonaro radicalizaram as frações mais reacionárias do capital, que agora buscam um atalho autoritário para garantir seus interesses. Não se trata de defender o STF como instituição intocável — ele é um tribunal de classe, com todas as limitações que isso implica. Mas, na correlação de forças atual, ele ainda representa um dique contra o avanço de um projeto que combina ultraneoliberalismo econômico com autoritarismo político. Desqualificar essa análise como “espantalho” é ignorar que a direita brasileira aprendeu com 2016 e 2018 que o caminho mais curto para o poder passa pela deslegitimação das instituições que ainda oferecem alguma resistência.

Ana Souza

03/05/2026

Nádia, você tem um ponto ao questionar o “espantalho”, mas acho que subestima o histórico do Alcolumbre. Ele não é um opositor institucional legítimo, é um articulador que já segurou pautas e nomeações para barganhar poder. O problema é que, sem provas concretas dessa “estratégia” articulada, o texto do Moisés Mendes parece mais um ensaio de opinião do que uma denúncia jornalística com lastro documental. Faltam fontes nomeadas ou documentos vazados para sustentar a tese.

Nadia Petrova

03/05/2026

Alcolumbre é um operador clássico do toma-lá-dá-cá, mas essa narrativa de “estratégia para minar o governo e o STF” parece mais um espantalho da esquerda para deslegitimar qualquer oposição institucional. O problema real é que tanto o Centrão quanto o Planalto usam o STF como escudo moral enquanto a economia patina e a carga tributária nos sufoca.

Augusto Silva

03/05/2026

Marco de Niterói, você tocou no ponto nevrálgico: o Centrão não tem projeto de país, só quer a máquina para chantagear pautas e garantir impunidade. Enquanto isso, a Selic a 10,5% suga R$ 800 bilhões por ano do Orçamento que poderia ir para saneamento e educação — mas ninguém no Congresso mexe nisso, porque o sistema financeiro é o verdadeiro dono do cofre. Alcolumbre é só o garoto-propaganda de um modelo que adora falar em “austeridade” para pobre e “liberdade” para banqueiro.

Marcos Andrade Niterói

03/05/2026

O Alcolumbre é a cara do Centrão mais fisiológico: não tem projeto de país, só quer barrar qualquer avanço social e enfraquecer o STF pra garantir impunidade. Enquanto isso, aqui em Niterói a gente vê o que é gestão de verdade com o Rodrigo Neves tocando obras estruturais. O governo Lula precisa de apoio popular pra enfrentar esse Congresso sequestrado pela direita.

Mariana Costa

03/05/2026

João Santos, você tem um ponto ao criticar a postura do Alcolumbre, mas acho que a saída não é simplesmente prender todo mundo. O problema é mais profundo: é a falta de freios e contrapesos funcionando de verdade. Precisamos de instituições fortes, não de linchamento moral.

João Silva

03/05/2026

Pois é, João Santos, você tocou num ponto crucial. Esse discurso de “bandido de toga igual bandido de chinelo” é sedutor, mas esconde uma armadilha: ele nivela tudo por baixo e ignora que o problema não é a toga em si, mas a estrutura de poder que ela representa. Alcolumbre não é um bandido qualquer, é um operador do centrão que joga o jogo do capital financeiro contra qualquer projeto de soberania nacional e justiça social. Reduzir a crise a uma questão de caráter individual é não enxergar a engrenagem do sistema.

João Santos

03/05/2026

Pô, esse Alcolumbre é mais um desses políticos que só pensa em poder. Enquanto isso o povo trabalhador paga a conta. Pra mim bandido de toga é igual bandido de chinelo: tem que ser preso. Se é contra o STF e contra o governo, então que se expliquem na Justiça.

Marta Souza

03/05/2026

João Batista, você citou Isaías, mas o que a Bíblia diz sobre o Estado roubar do cidadão produtivo pra manter a máquina? Enquanto esse pessoal briga por poder e orçamento secreto, eu pago imposto que financia essa farra. Alcolumbre, Lula, STF — tudo farinha do mesmo saco: querem controle, não liberdade. Menos Estado, mais mercado, e essa novela acaba.

    Paulo Ribeiro

    03/05/2026

    Marta, sua indignação com o orçamento secreto é legítima e compartilho dela. Mas quando você diz que “Estado rouba do cidadão produtivo” e que a solução é “menos Estado, mais mercado”, você está repetindo, sem perceber, o mesmo discurso que serve de justificativa ideológica para o aprofundamento da captura que você mesma denuncia. Não é o Estado em si que rouba, Marta, é o Estado capturado por frações da burguesia e do rentismo que opera o saque. O problema não é o tamanho do Estado, mas a quem ele serve. Como bem apontou Gramsci, a hegemonia não se mantém só pela força, mas pela direção intelectual e moral — e o mantra do “Estado mínimo” é justamente a cortina de fumaça que desvia o olhar do verdadeiro problema: quem controla os recursos e as decisões.

    Quando você defende “menos Estado, mais mercado”, está endossando, ainda que sem intenção, a mesma lógica que permite a Alcolumbre e seus pares operarem o orçamento secreto. O mercado não é uma entidade abstrata e neutra; ele é o espaço onde os capitais já concentrados se reproduzem. A liberdade que o mercado promete ao pequeno empresário ou ao trabalhador é a liberdade de escolher entre aceitar as condições impostas pelos grandes grupos econômicos ou sucumbir. O “cidadão produtivo” que você menciona — o pequeno comerciante, o profissional liberal, o agricultor familiar — é esmagado exatamente pela ausência de um Estado que regule, que proteja, que invista em infraestrutura, educação e saúde. Sem Estado, o mais forte simplesmente devora o mais fraco. Não é liberdade, é lei da selva.

    A confusão que você faz, e que o discurso liberal dominante adora cultivar, é tratar o Estado como um bloco monolítico. Não é. O Estado é uma arena de disputa de classes. Quando Lula tenta fortalecer o STF contra os ataques golpistas e quando Alcolumbre manobra para manter o orçamento secreto, eles não estão no mesmo lado da disputa. Um tenta preservar as instituições democráticas ainda que dentro dos limites do capitalismo; o outro tenta aprofundar a captura privada do aparelho estatal. Colocá-los no mesmo saco é fazer o jogo de quem quer desacreditar toda e qualquer mediação institucional, abrindo caminho para o autoritarismo puro e simples, que é o que realmente ameaça a liberdade do “cidadão produtivo”.

    Por fim, Marta, reflita: a Bíblia que João Batista citou, com Isaías denunciando leis injustas, também condena a acumulação desmedida e a opressão do pobre pelo rico. Jesus não expulsou os vendilhões do templo com um discurso de mercado livre. Ele os expulsou porque o templo, que deveria ser casa de oração para todos os povos, havia sido transformado em “covil de ladrões” — ou seja, em espaço de exploração econômica. O “menos Estado” que você defende, na prática, é a garantia de que os vendilhões de hoje — os grandes bancos, as empreiteiras, os ruralistas, os especuladores financeiros — continuem operando sem regulação, enquanto o trabalhador paga a conta com impostos regressivos e serviços precários. A saída não é menos Estado, é mais democracia, mais controle social sobre o Estado, mais transparência e, acima de tudo, mais disputa para que o Estado sirva à maioria e não à minoria que hoje o captura.

    Alice T.

    03/05/2026

    Marta, lindo discurso liberal, mas cadê a parte em que o “mercado” que você defende é o mesmo que bancou o orçamento secreto de Alcolumbre e lucrou com juros de 13,75% enquanto o povo passava fome? Menos Estado pra pobre, mais Estado pra pagar dívida de banqueiro — aí o discurso muda, né?

    Mateus Silva

    03/05/2026

    Marta, você tem toda razão ao apontar o orçamento secreto como um roubo ao cidadão que paga imposto. Mas quando reduz a escolha a “menos Estado, mais mercado”, você ignora que o mercado que lucra com juros estratosféricos e com a precarização do trabalho é o mesmo que se alimenta desse Estado capturado. A saída não é menos Estado, é um Estado que regule o capital e não seja refém dos rentistas.

Lucas Moreira

03/05/2026

Tiago, você tocou num ponto que pouca gente vê: o tal “voltar aos valores cristãos” vira cortina de fumaça pra esconder o jogo de poder. Enquanto Alcolumbre manobra nos bastidores pra preservar o orçamento secreto e engessar a economia, o brasileiro paga a conta com juros altos e carga tributária recorde. Menos conchavo, mais reformas estruturais e Estado enxuto — isso sim quebra o ciclo.

    Lucas Pinto

    03/05/2026

    Lucas, você acerta ao diagnosticar a cortina de fumaça, mas tropeça feio na receita. Dizer que “Estado enxuto” quebra o ciclo é cair na mesma armadilha discursiva que você denuncia — só que pelo lado oposto do espectro. O orçamento secreto de Alcolumbre não é um desvio de um Estado idealmente pequeno e eficiente; ele é a expressão mais pura do que Gramsci chamaria de crise de hegemonia: a burguesia brasileira, incapaz de liderar consensualmente, recorre ao clientelismo direto para manter o bloco no poder. Cortar gastos sociais não desmonta esse esquema, apenas realoca a fatura para quem já paga com juros altos e carga tributária regressiva: o trabalhador.

    O problema não é o tamanho do Estado, mas a quem ele serve. Um Estado enxuto para o pobre significa escola sem merenda, posto de saúde fechado e auxílio emergencial cortado — exatamente o que o Centrão adora, porque mantém a população refém da mediação clientelista. Enquanto isso, o Estado gordo para o capital segue intacto: subsídios bilionários ao agronegócio, desonerações para grandes empresas e o sistema financeiro sugando via Selic. Alcolumbre não quer Estado mínimo; quer um Estado mínimo para a maioria e máximo para os amigos. Reformas estruturais de verdade passam por desprivatizar o Banco Central, taxar grandes fortunas e romper o ciclo da dívida pública que alimenta exatamente esses conchavos. Menos “Estado enxuto” e mais Estado democrático sob controle popular — isso sim quebra o ciclo.

    João Batista

    03/05/2026

    Lucas, o problema não é Estado enxuto ou gordo, é Estado capturado. Isaías 10:1 já denunciava: “Ai dos que decretam leis injustas”. Enquanto a direita prega estado mínimo pra pobre e orçamento secreto pra rico, a esquerda incha a máquina sem enfrentar o rentismo. O que quebra o ciclo não é tamanho do Estado, é ele ser instrumento do povo e não dos coronéis de Brasília.

Ana Paula Conserva

03/05/2026

Marina, você tem toda razão em alertar sobre esses conchavos. O que Alcolumbre faz é uma vergonha para o nosso país. Precisamos de políticos que respeitem a Constituição e a soberania do povo, não de tramoias nos bastidores. O Brasil precisa voltar aos valores cristãos e à moralidade na política.

    Ronaldo Pereira

    03/05/2026

    Ana Paula, concordo com sua indignação, mas discordo desse papo de “voltar aos valores cristãos” como se a moralidade na política fosse um produto de fé e não de luta de classes. Enquanto Alcolumbre trama nos bastidores, o trabalhador perde emprego e direito — e isso não se resolve com oração, se resolve com greve e organização sindical.

    Tiago Mendes

    03/05/2026

    Ana Paula, concordo com a denúncia, mas esse papo de “voltar aos valores cristãos” precisa de cuidado: o próprio Jesus foi vítima de conchavos políticos entre o poder religioso e o Estado romano. Valores cristãos de verdade exigem justiça para o pobre, não só moralismo de gabinete.

Marina Costa

02/05/2026

Cecília, você está certa em apontar o perigo desses conchavos. O que Alcolumbre faz é um verdadeiro atentado à ordem, como diz Romanos 13. Quem se levanta contra a autoridade constituída está resistindo a Deus. Esse país precisa de homens tementes a Deus, não de políticos que trocam de lado como quem troca de camisa. A esquerda quer destruir a família e a moral, e ainda chamam de “democracia” quando alguém tenta se opor a esse caos.

    João Carlos da Silva

    02/05/2026

    Marina Costa, recorro a Paulo Freire para lembrar que ordem não é obediência cega a autoridades constituídas, mas construção coletiva de justiça social. Invocar Romanos 13 para legitimar conchavos de bastidores que enfraquecem justamente quem protege os mais vulneráveis me parece uma leitura seletiva do texto bíblico, que também exige dos poderosos o cuidado com o pobre.

    Lucas Andrade

    02/05/2026

    Marina, sua leitura de Romanos 13 é a mesma que colonizadores usavam para justificar a escravidão e a ditadura militar — o texto bíblico não é um cheque em branco para legitimar qualquer autoridade, especialmente quando ela opera nos bastidores para corroer instituições que deveriam proteger justamente os corpos que sua moral condena.

    Julia Andrade

    02/05/2026

    Marina, sua leitura de Romanos 13 me parece carregar uma contradição que vale a pena destrinchar. Você denuncia os conchavos de Alcolumbre como um atentado à ordem, mas invoca o mesmo versículo que, historicamente, foi usado para santificar autoridades que operavam exatamente assim: nos bastidores, trocando favores, esvaziando instituições. O apóstolo Paulo escrevia para uma comunidade sob o jugo do Império Romano, um sistema que crucificava dissidentes e concentrava poder nas mãos de uma elite senatoria que negociava o império como propriedade privada. Se a ordem que Romanos 13 manda respeitar é a ordem romana, então ela legitima Pilatos, não Jesus. A questão não é se devemos obedecer à autoridade, mas qual autoridade e como ela se constitui. Uma autoridade que nasce de conchavos de bastidor, como você mesma reconhece que Alcolumbre faz, não é ordem divina — é usurpação. O próprio texto bíblico, no versículo seguinte (Romanos 13:3-4), condiciona a autoridade ao seu papel de promover o bem e coibir o mal. Se ela promove o mal, deixa de ser autoridade legítima.

    Você também coloca a esquerda como inimiga da família e da moral, como se houvesse um bloco monolítico que quer destruir tudo. Isso é um espantalho retórico que ignora a complexidade do debate. A esquerda que eu estudo, e da qual me aproximo, não quer destruir família alguma — quer questionar por que a “família” sempre foi definida por quem tem poder para nomeá-la. A moral que se defende como universal é, muitas vezes, a moral de uma classe, de um gênero, de uma raça. Quando se diz que “a esquerda quer destruir a moral”, o que se está fazendo é naturalizar uma moral específica como se fosse a única possível. Isso é um gesto de poder, não de fé. A verdadeira fé, para mim, exige humildade para reconhecer que Deus não é propriedade de nenhum partido.

    O problema de fundo, Marina, é que tanto a direita quanto a esquerda podem cair no mesmo erro de instrumentalizar a fé para justificar alianças de conveniência. Você critica quem troca de lado como quem troca de camisa, mas a história brasileira está cheia de exemplos de lideranças religiosas que abençoaram governos autoritários em troca de benesses. A denúncia profética de Tiago, que a Maria Aparecida lembrou, não é contra a esquerda ou a direita — é contra os que acumulam riqueza à custa do pobre, independente do partido. Se a sua preocupação é com a justiça, como parece ser quando você denuncia Alcolumbre, então talvez o alvo não seja um campo político inteiro, mas sim a estrutura que permite que esses conchavos aconteçam em qualquer governo. A ordem que precisamos não é a ordem da obediência cega, mas a ordem da justiça que Paulo e Tiago anunciam. Essa, sim, é uma ordem que vale a pena defender.

    Rubens O Pescador

    02/05/2026

    Marina, lá na roça a gente aprendeu que ordem que tira o pão da mesa do pobre não é ordem de Deus não, é ordem de patrão. No tempo do PT eu vi meu vizinho que nunca tinha emprego conseguir serviço e a merenda das criança na escola encher a barriga. Pode até ter seus versículo na Bíblia, mas o que a gente vê é que quem mais fala em moral e família é o primeiro a fechar os olho pra corrupção e acha que o povo tem que se virar.

Luiz Carlos

02/05/2026

Capitão Tavares, você tá de brincadeira, né? Esse Alcolumbre é um desses políticos velhos de sempre, só trocando de lado pra ver qual rabo pinga mais. O STF também não é santo, mas ficar de conchavo nos bastidores pra enfraquecer o governo é coisa de quem não tem proposta. O povo tá cansado de tanto teatro.

    Maria Aparecida

    02/05/2026

    Luiz Carlos, é isso mesmo: enquanto os poderosos trocam de lado pra ver quem leva mais, o povo quebrado espera pão e justiça. Tiago 5.1-6 já denunciava esses que acumulam riqueza à custa do pobre — não adianta trocar de time se o jogo continua o mesmo.

    Carlos Henrique Silva

    02/05/2026

    Luiz Carlos, você tocou num ponto central que a maioria dos comentários ignora: o problema não é apenas Alcolumbre ou o STF, é a própria arquitetura do Estado brasileiro, que desde 1988 foi desenhada para conciliar interesses de elites regionais e setores do capital financeiro, não para servir ao povo. Gramsci já nos alertava sobre o transformismo — a capacidade do sistema de cooptar lideranças que deveriam representar mudança e transformá-las em peças de reposição do mesmo jogo. Alcolumbre não é um desvio de rota; ele é a expressão mais pura do centrão como categoria política: um grupo que não tem projeto de nação, apenas projeto de poder. Ele negocia com Lula hoje e com Bolsonaro amanhã, porque sua única bússola é a manutenção dos próprios privilégios e das estruturas que permitem a superexploração da classe trabalhadora.

    O que me preocupa no seu comentário é o risco de cairmos num cinismo paralisante. Sim, o STF cometeu erros gravíssimos — a criminalização seletiva de movimentos sociais enquanto blindou figurões do sistema financeiro, a lentidão no julgamento de pautas como a descriminalização do porte de maconha que criminaliza o jovem preto da periferia. Mas reduzir tudo a “teatro” é um atalho perigoso. O teatro existe, sim, mas os golpes de Estado não são peças de ficção. Em 2016, o teatro institucional derrubou Dilma com a farsa das pedaladas fiscais; em 2018, o teatro midiático e judicial prendeu Lula sem provas. O que Alcolumbre articula agora, ao tentar controlar pautas no Senado e enfraquecer a relação entre Executivo e STF, não é mera encenação — é a preparação do terreno para que, na próxima crise econômica, as instituições estejam alinhadas para um novo ajuste fiscal que jogará o custo da crise nas costas dos trabalhadores, como sempre foi.

    A saída não é torcer o nariz para todos os lados, mas entender que a correlação de forças é dinâmica. Lula ganhou as eleições em 2022 com uma margem apertadíssima, num Congresso dominado pelo centrão e com um STF que oscila entre a defesa da democracia liberal e a cumplicidade com o neoliberalismo. A estratégia de Alcolumbre é sintoma de algo maior: a burguesia brasileira nunca aceitou a democracia como valor, apenas como tática. Quando a democracia ameaça redistribuir renda mínima ou taxar grandes fortunas, ela reage com manobras de bastidores. O que o povo cansou não é do teatro, mas de não ter um projeto político que rompa de fato com essa lógica. Enquanto a esquerda não construir poder popular organizado nos bairros, nos sindicatos e nos movimentos sociais, ficaremos reféns desse jogo de cartas marcadas entre Alcolumbres, STFs e Planaltos.

Capitão Tavares 🇧🇷

02/05/2026

Mais uma tentativa desesperada da imprensa de esquerdinha de criar factoides. Alcolumbre é um político experiente e está apenas fazendo o jogo democrático, diferente desse STF que virou braço do Planalto. O Brasil está afundando e ainda querem chamar de golpista quem tenta conter os abusos do Lula e do Xandão. Se as Forças Armadas não tomarem uma atitude logo, esse país vai pro buraco de vez.

    Cecília Ramos

    02/05/2026

    Capitão, com todo respeito, mas “jogo democrático” não é articular nos bastidores para enfraquecer instituições que justamente protegem os mais pobres dos desmandos históricos desse país. Você fala em “Forças Armadas tomarem atitude” e isso me soa como o mesmo roteiro de sempre: quando a justiça social ameaça privilégios, a solução é apelar pra força. O Brasil afunda é com fome, miséria e falta de política pública, não com STF cumprindo seu papel.


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