Pemex reduz dívida a US$ 79 bilhões e atinge menor nível desde 2014

Chaminé de refinaria da Pemex emite chama sobre paisagem ribeirinha. (Foto: contralinea.com.mx)

A petrolífera estatal mexicana Petróleos Mexicanos, conhecida como Pemex, confirmou que seu endividamento financeiro total recuou para US$ 79 bilhões ao fim de março. Esse valor representa o menor nível desde 2014 e reforça a estratégia de fortalecimento do setor energético público no país.

A direção da companhia explicou que a sequência de operações de gestão de passivos encurtou prazos e barateou juros. Essas medidas eliminaram pressões de curto prazo e criaram espaço orçamentário para avançar em projetos produtivos e de refino.

Conforme nota reproduzida pelo portal Contralínea, o custo financeiro previsto para a dívida primária foi reduzido em 13,4% na comparação com o orçamento federal. Esse resultado indica que as emissões recentes saíram com cupons mais baixos e prazos mais confortáveis.

O resultado líquido do primeiro trimestre apresentou retração frente a 2025, mas a própria empresa esclareceu que a diferença se explica por depreciação contábil. A retração também decorre de reavaliação cambial e provisões internas que não representam saída efetiva de caixa.

No campo da produção, a empresa alcançou 1,652 milhão de barris diários de hidrocarbonetos líquidos. Esse volume representa um incremento de 38 mil barris em um ano, puxado sobretudo pelos campos Maloob, Ixachi, Zaap, Ayatsil e Quesqui.

A oferta de gás natural somou 3,925 bilhões de pés cúbicos por dia. Essa expansão de 423 milhões de pés cúbicos frente ao mesmo período anterior resulta da recuperação de gás não vinculado ao petróleo e do melhor desempenho de projetos em terra firme.

No downstream, o Sistema Nacional de Refinación processou em média 1,141 milhão de barris de petróleo diariamente. Essa alta de 22,2% em relação ao ano anterior foi impulsionada pela retomada plena da refinaria de Tula e pela entrada gradual de Dos Bocas.

A produção de derivados atingiu 1,110 milhão de barris por dia. Desse total, 65,7% correspondem a destilados de alto valor comercial, como diesel, gasolina e querosene para aviação.

Esse desempenho permitiu elevar em 4,2% as vendas domésticas de combustíveis. As importações diminuíram em 23,3% como consequência direta, fortalecendo a balança comercial energética e reduzindo o dreno de divisas.

A conjunção de alívio no serviço da dívida, ampliação de margens de refino e aumento na produção consolidou a posição financeira da estatal. Pela primeira vez em anos, a Pemex reduziu a necessidade de novas capitalizações emergenciais pelo Tesouro mexicano.


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