A Petrobras registrou média de 3,23 milhões de barris de óleo equivalente por dia no primeiro trimestre de 2026, o maior patamar de produção da história da companhia.
O resultado supera em 3,7% o quarto trimestre de 2025 e fica 16,1% acima do mesmo período do ano anterior. Analistas creditam o desempenho a investimentos em tecnologia para operações offshore e ao ganho de escala com plataformas modernas.
A estatal destacou que o ramp-up de cinco unidades de produção, armazenamento e transferência foi fundamental para o recorde. Entre elas estão a P-78 no campo de Búzios, a Sepetiba no campo de Mero, Anna Nery e Anita Garibaldi nos campos de Marlim e Voador.
No período entraram em operação dez novos poços. Sete deles localizam-se na Bacia de Campos e três na Bacia de Santos.
A expansão da malha submarina permite reduzir o tempo de escoamento do petróleo e minimizar perdas por queima de gás. Com isso, a companhia consegue diluir custos e elevar a eficiência geral das operações.
O recorde amplia as receitas de royalties e participações especiais destinadas ao governo federal. Além disso, contribui para melhorar a balança comercial ao reduzir a dependência de importações de derivados.
O desempenho coincide com o momento em que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva revisa a política de conteúdo local e os preços ao consumidor. A equipe econômica vê na curva ascendente de produção um suporte para financiar projetos de infraestrutura e reindustrialização.
Especialistas observam que a expansão da produção precisa ser conciliada com metas de redução de emissões de carbono. A Petrobras já investe em projetos de hidrogênio verde e captura de carbono para apoiar essa transição.
Conforme destacou a Carta Capital, o novo patamar reforça a estratégia de ampliar a produção mantendo o controle estatal. A marca de 3,23 milhões de barris diários consolida a Petrobras entre os principais produtores mundiais.
Leia também: Petrobras bate novo recorde na produção de barris de petróleo e gás
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