O governo federal prepara o lançamento do Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas que utilizará recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para aliviar o endividamento das famílias brasileiras.
Segundo informações do portal Metrópoles, até R$ 4,5 bilhões do FGTS poderão ser liberados para viabilizar os acordos, beneficiando principalmente consumidores de baixa e média renda. A chamada faixa 1, destinada a quem possui renda de até dois salários mínimos, terá descontos expressivos em dívidas negativadas.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que os descontos podem chegar a 90% do valor devido. A estratégia combina abatimentos significativos com condições de crédito sustentáveis, visando evitar o retorno ao endividamento.
Equipes técnicas avaliam a limitação do Custo Efetivo Total (CET) nas operações, com foco na redução das taxas de juros. Fontes do setor financeiro indicam que as renegociações serão oferecidas com juros de 1,99% ao mês, em contraste com a Selic atual de 14,5% ao ano.
A taxa básica de juros, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, serve como referência para o controle da inflação e impacta diretamente o custo do crédito no país.
O FGTS atuará como garantia nas operações, permitindo que trabalhadores utilizem até 20% do saldo disponível para quitar dívidas com juros elevados, como as de cartão de crédito. Além disso, o fundo poderá funcionar como garantia em operações com instituições financeiras, facilitando a oferta de taxas menores e integrando o crédito consignado privado.
Diferentemente da primeira fase do programa, que utilizou garantias do Tesouro Nacional, o governo busca sustentabilidade fiscal no Desenrola 2.0. O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, destacou a necessidade de evitar impactos fiscais diretos no Fundo Garantidor de Operações.
Detalhes operacionais, como limites de uso do FGTS e regras para diferentes modalidades de dívida, ainda estão em discussão. A adesão de bancos e fintechs ao programa também segue em negociação, em um cenário de rigidez fiscal e expectativa de alívio para as famílias de menor renda.
Leia mais sobre o assunto na metropoles.com.
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