Irã responsabiliza EUA por instabilidade no estreito de Ormuz e rejeita Projeto Freedom

Representante iraniano fala em coletiva de imprensa com mapa do Irã ao fundo. (Foto: en.mehrnews.com)

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que os Estados Unidos precisam aceitar que não podem se dirigir à República Islâmica com a linguagem da força. Ele reforçou que Teerã considera a segurança do estreito de Ormuz uma responsabilidade estratégica e criticou a iniciativa anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, batizada de Projeto Freedom, voltada à passagem de embarcações pela região.

Baghaei citou declarações recentes do comandante do Quartel-General Khatam al-Anbia, segundo as quais a comunidade internacional já não acreditaria nos argumentos humanitários apresentados por Washington. O porta-voz afirmou que os EUA tentam escapar de um impasse criado por eles próprios ao repetir erros de episódios anteriores.

Segundo o representante iraniano, o estreito era uma rota segura antes do agravamento das tensões marcado pela ofensiva militar dos EUA e de Israel contra o Irã. Ele sustentou que cabe à comunidade internacional responsabilizar Washington por transformar uma das vias marítimas mais importantes do planeta em um ponto de tensão permanente.

Baghaei acrescentou que empresas de navegação e tripulações já teriam plena consciência de que a segurança da travessia depende da coordenação direta com as autoridades iranianas. De acordo com ele, esse entendimento se consolidou após o Irã estabelecer restrições adicionais exigindo autorização prévia para embarcações que transitam pela área.

Ao comentar declarações da França sobre iniciativas internacionais relacionadas à segurança do estreito, o porta-voz alertou para o risco de intervenções externas agravarem o cenário atual. Ele afirmou que as medidas adotadas pelo governo iraniano seguem o direito internacional e visam impedir que os interesses nacionais sejam alvo de agressões.

Conforme Baghaei, se outros países realmente desejam contribuir para a estabilidade regional, deveriam atuar para conter a escalada das ações dos Estados Unidos. O porta-voz reiterou que Washington tornou águas internacionais inseguras ao praticar o que classificou como atos de pirataria contra navios e portos iranianos.

O representante de Teerã também comentou as viagens recentes do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, ao Paquistão, à Rússia e ao Omã. Ele afirmou que o Irã e o Omã, como países litorâneos, devem reforçar mecanismos bilaterais destinados a garantir a segurança da navegação no estreito.

Baghaei disse que o objetivo dessas iniciativas é preservar a estabilidade marítima em uma área cuja tranquilidade, segundo ele, foi perturbada pelos Estados Unidos. O porta-voz relacionou esse processo à resposta militar iraniana após os ataques de Washington e de Tel Aviv, episódio que, conforme Teerã, atingiu altos comandantes e figuras de Estado da República Islâmica.

De acordo com o porta-voz, após a ofensiva, o Irã lançou semanas de ataques com mísseis e drones contra posições americanas e israelenses nos territórios ocupados e no Golfo Pérsico. Ele afirmou que os contra-ataques iranianos causaram danos significativos a bases militares classificadas por Teerã como inimigas, conforme relatado pelo portal Mehr News.

Baghaei ressaltou que a decisão iraniana de fechar o estreito de Ormuz a embarcações ligadas a países hostis foi parte dessa estratégia de defesa nacional. Ele explicou que a imposição posterior da exigência de autorização iraniana para passagem ocorreu após os EUA declararem a continuidade do que Teerã descreve como um bloqueio ilegal contra navios e portos iranianos.

Ao comentar o plano de 14 pontos apresentado por Teerã e a resposta americana transmitida pelo Paquistão, Baghaei informou que os detalhes estão sendo analisados pelas autoridades iranianas. O porta-voz criticou os EUA por manterem um padrão de exigências excessivas, afirmando que esse comportamento faz parte de uma postura histórica difícil de ser abandonada por Washington.

Baghaei disse ainda que grande parte das especulações publicadas na imprensa sobre supostas dimensões nucleares das negociações não corresponde ao conteúdo real das discussões. Ele sublinhou que, no caso da segurança do estreito, permanece válida a posição iraniana de responsabilizar Washington por provocar instabilidade em uma das regiões mais estratégicas do planeta.


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