China revoluciona indústria automotiva com inteligência robótica

Robôs humanoides são exibidos em evento na China. (Foto: cleantechnica.com)

A Exposição Internacional de Automóveis de Pequim em 2026 marcou uma virada na indústria automotiva chinesa com a introdução da inteligência artificial física.

O evento no China International Exhibition Center enfatizou plataformas de inteligência compartilhada que alimentam tanto veículos quanto robôs. Isso sinaliza que o carro deixou de ser o único foco de inovação, segundo o portal CleanTechnica.

A XPeng apresentou o robô humanoide Iron, que compartilha a mesma arquitetura de inteligência usada em seus sistemas avançados de assistência ao motorista. O modelo utiliza hardware automotivo adaptado para percepção espacial de curto alcance, demonstrando a convergência entre mobilidade e robótica.

A empresa planeja implantar o Iron em ambientes de serviço controlados, onde a segurança e a interação humana podem ser geridas com eficácia. Já a Xiaomi adota uma abordagem mais prática, testando robôs humanoides em suas operações de fabricação de veículos elétricos.

Em sua instalação em Pequim, esses robôs realizam tarefas repetitivas com taxa de sucesso superior a 90%, demonstrando melhorias contínuas em equilíbrio e coordenação. A Xiaomi planeja expandir as capacidades dos robôs para tarefas mais variáveis, como seleção de peças e posicionamento de componentes.

A Chery explora o uso de robótica no domínio comercial e voltado ao consumidor por meio de sua divisão AiMOGA. A empresa apresentou uma gama completa de robôs, incluindo o humanoide Mornine e o quadrúpede Argos, com foco em segurança pública e assistência ao cliente.

O objetivo é testar se os robôs podem seguir o modelo de escala das vendas de automóveis, integrando-os em redes de concessionárias. Na linha de produção, a UBTECH Robotics redefine os limites da implantação de robôs humanoides com sua plataforma Walker S2.

A plataforma já opera nas linhas de produção de empresas como Nio, BYD e Geely, com metas de produtividade próximas a 80% nos próximos anos. A Geely também inova ao integrar a inteligência física na mobilidade com uma plataforma de robotáxi projetada para ser totalmente autônoma.

Esse veículo elimina controles tradicionais e opera como um robô móvel, transportando passageiros com segurança e eficiência. Os desenvolvimentos da Auto China 2026 mostram que os fabricantes chineses passaram a tratar a inteligência artificial não como recurso adicional, mas como capacidade fundamental aplicável a diversas formas físicas.

O futuro exibido não é apenas elétrico e autônomo, mas também incorporado, móvel e cada vez mais humano em suas interações com o mundo.


Leia também: Estados Unidos militarizam inteligência artificial enquanto China avança com processadores soberanos


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