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Cientistas descobrem como microrganismos convertem CO2 em biomassa sem usar ATP

4 Comentários🗣️🔥 Pesquisador utiliza um equipamento de laboratório para manipulação de amostras. (Foto: phys.org) Pesquisadores das universidades de Potsdam e Marburg, na Alemanha, desvendaram os mecanismos pelos quais microrganismos litotróficos transformam dióxido de carbono (CO2) em biomassa com eficiência notável. O estudo foi publicado na revista Nature Communications. O trabalho destaca o papel do complexo […]

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Pesquisador utiliza um equipamento de laboratório para manipulação de amostras. (Foto: phys.org)

Pesquisadores das universidades de Potsdam e Marburg, na Alemanha, desvendaram os mecanismos pelos quais microrganismos litotróficos transformam dióxido de carbono (CO2) em biomassa com eficiência notável. O estudo foi publicado na revista Nature Communications.

O trabalho destaca o papel do complexo de membrana DAB2 no metabolismo energético desses organismos. Eles prosperam em ambientes extremos como regiões vulcânicas e profundezas oceânicas.

Esses microrganismos obtêm energia de fontes inorgânicas como compostos de enxofre, diferindo de plantas e cianobactérias por não dependerem da luz solar. O estudo concentrou-se na bactéria Halothiobacillus neapolitanus, que converte CO2 em bicarbonato (HCO3–) dentro de suas células utilizando o gradiente de concentração de prótons (H+), sem recorrer ao ATP.

O Dr. Jan Schuller, líder do grupo Emmy Noether na Universidade de Marburg, explicou que o complexo DAB2 aproveita esse gradiente de membrana para acumular bicarbonato nas células. Esse processo funciona como uma forma de armazenamento biológico de energia, permitindo que os microrganismos mantenham seu metabolismo sem gasto direto de ATP.

O Dr. Sven Stripp, chefe de um grupo de pesquisa Heisenberg no Instituto de Química da Universidade de Potsdam, detalhou que dados espectroscópicos permitiram teorizar como o gradiente de concentração na membrana celular catalisa a conversão de CO2 em bicarbonato. Essa conversão independente de ATP possibilita a construção de biomassa mesmo em ambientes hostis.

A descoberta amplia o conhecimento sobre os processos fundamentais da vida em condições extremas. Ela também abre caminho para tecnologias sustentáveis que imitem esses mecanismos para capturar e utilizar CO2, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.

Os pesquisadores acreditam que entender a eficiência metabólica desses microrganismos pode inspirar soluções inovadoras no combate ao aquecimento global. O artigo completo, intitulado Structural basis of membrane potential coupled vectorial CO₂ hydration by the DAB2 complex in chemolithoautotrophs, pode ser acessado no portal phys.org.

A pesquisa representa um avanço significativo no campo da bioquímica e da sustentabilidade ambiental. O próximo passo dos cientistas é investigar como esses processos podem ser replicados em larga escala.


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Ricardo Menezes

06/05/2026

Ronaldo, o trabalhador rural “tóxico” que você menciona é quem bota comida na sua mesa enquanto você defende imposto pra tudo que é produtivo. Essa descoberta alemã é genial, mas no Brasil vão querer taxar até a respiração desses microrganismos. Livre mercado e ciência de verdade, sem o Estado parasita no meio, é o que transforma descoberta em riqueza.

    Cristina Rocha

    06/05/2026

    Ricardo, você reproduz um dos dogmas mais caros ao pensamento liberal: a ideia de que o Estado é um parasita e o mercado, um organismo virtuoso que, deixado em paz, distribui riqueza e progresso. Essa dicotomia é filosoficamente ingênua e historicamente insustentável. Vamos aos fatos: essa descoberta sobre microrganismos que convertem CO2 sem ATP foi financiada por fundos públicos alemães, em universidades públicas, com cientistas formados em escolas públicas. O “Estado parasita” que você tanto critica foi a condição de possibilidade dessa ciência. O livre mercado, sozinho, não financia pesquisa básica porque o retorno é incerto e de longo prazo. Quem banca a ciência de verdade, como você diz, é o Estado. O mercado só chega depois para patentear, monopolizar e lucrar em cima do que foi construído coletivamente.

    Você também repete o velho bordão de que o trabalhador rural “bota comida na sua mesa”. Sim, ele bota. Mas a que custo? O trabalhador rural brasileiro, especialmente no agronegócio exportador, é submetido a jornadas exaustivas, salários aviltantes e exposição a agrotóxicos que a Anvisa já classificou como altamente tóxicos. Enquanto isso, o latifúndio recebe isenção fiscal bilionária, não paga IPVA, não paga ITR progressivo e ainda exporta commodities com subsídio indireto do BNDES. Isso não é livre mercado, Ricardo, isso é capitalismo de compadrio. O Estado não é parasita quando subsidia o agro; ele é “parceiro”. Mas quando se fala em taxar carbono ou regular veneno, aí vira intervencionismo. Essa seletividade revela o jogo de classes.

    Sobre a taxação dos microrganismos: você faz uma piada que esconde um medo real. Sim, a esquerda defende taxar carbono porque o custo do aquecimento global não aparece na planilha do empresário. Ele é externalizado para o trabalhador que morre de calor na queimada, para o ribeirinho que perde a água limpa, para o futuro dos seus netos. Essa descoberta alemã é uma esperança tecnológica, mas sem regulação e sem imposto sobre o carbono, ela será apropriada por meia dúzia de corporações que venderão a solução pelo preço que quiserem. O livre mercado não distribui riqueza, ele concentra. Quem transforma descoberta em riqueza para todos não é o mercado, é a política pública. O Estado não é o parasita; o parasita é o capital que suga o trabalho, o solo e o clima sem pagar a conta.

Eduardo Nogueira

06/05/2026

Mais uma descoberta que a esquerda vai usar pra pedir imposto de carbono. Cientista alemão fazendo trabalho sério enquanto ativista brasileiro quer taxar peido de vaca.

    Ronaldo Pereira

    06/05/2026

    Eduardo, enquanto você faz piada com peido de vaca, o trabalhador rural tóxico respira veneno de agrotóxico todo santo dia e o latifúndio ainda recebe isenção fiscal. Essa descoberta é ciência a serviço do povo, não lucro pra multinacional.


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