Um estudo conduzido ao longo de três décadas revelou como eventos climáticos extremos estão transformando a estrutura social dos macacos-prego em uma das últimas florestas tropicais secas da Costa Rica. A pesquisa, liderada pela professora Meg Crofoot, do Instituto Max Planck de Comportamento Animal, mostra que os extremos climáticos vêm alterando os custos e benefícios de viver em grupos.
Os macacos-prego tradicionalmente vivem em grupos maiores para se beneficiar da proteção coletiva e de mais olhos atentos a predadores. No entanto, esses agrupamentos também enfrentam maiores desafios de competição interna por recursos alimentares, em uma equação que sempre balanceou vantagens e desvantagens.
O estudo, publicado na revista Nature Ecology & Evolution, demonstra que a dinâmica entre competição interna e externa não é fixa, mas varia conforme os ciclos climáticos. Durante a estação seca, recursos críticos como água e sombra se concentram ao longo dos rios, forçando os grupos a se aproximarem mais.
Essa concentração resulta em uma competição mais intensa entre grupos, com os maiores dominando as áreas de melhor qualidade. Contudo, eventos extremos como El Niño e La Niña têm intensificado essa competição, tornando mais difícil para grupos grandes manterem suas vantagens numéricas.
O pesquisador Odd Jacobson, do Instituto Max Planck, observou que, em condições climáticas normais, grupos maiores conseguem compensar a competição interna expandindo seu território e tomando áreas de grupos menores. Sob condições extremas, no entanto, essa estratégia se torna menos eficaz, podendo levar ao desmembramento dos grupos sociais.
Esse cenário pode ter implicações significativas para a estrutura social e a sobrevivência das populações de primatas, caso as mudanças climáticas continuem a intensificar esses eventos extremos. Conforme apontou o portal Phys.org, a investigação combinou observações comportamentais detalhadas de 335 macacos com imagens de satélite para analisar mudanças no ambiente ao longo das estações e ciclos climáticos.
O estudo foi baseado em dados do Projeto Lomas Barbudal, um dos estudos de campo de primatas mais longos do mundo, fundado por Susan Perry, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Perry destacou que entender como a variabilidade climática afeta a competição e o uso do espaço é crucial para prever como as sociedades animais podem se adaptar a um clima em constante mudança.
Os autores enfatizam a necessidade de pesquisas futuras que conectem taxas de nascimento e morte às dinâmicas de competição e clima. O objetivo é prever se climas cada vez mais erráticos podem desestabilizar permanentemente os custos e benefícios de viver em grupo, processo vital para a conservação de espécies sociais em um mundo em rápida transformação climática.
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Evelyn Olavo
06/05/2026
Três décadas de pesquisa mostrando que até os bichos tão tendo que se adaptar na marra e a galera ainda quer discutir se mudança climática existe. Mas claro, é mais fácil achar que é lacração do que encarar que o planeta tá mandando um aviso e a gente fazendo ouvidos de mercador.
Rubens O Pescador
06/05/2026
É isso mesmo, Evelyn. Lá na roça a gente já via isso faz tempo: as formigas mudaram o ciclo, o milho não brota mais na lua certa. Quem vive da terra sente na pele, não precisa de estudo pra saber que o clima tá doido. Mas enquanto uns fingem que é lacração, o povo simples já tá pagando o pato.
Karina Libertária
06/05/2026
Ah, lá vem a militância do aquecimento global usar macaco pra lacrar. Esses preguicinhos aí tão vivendo melhor que muito brasileiro que recebe bolsa família e nunca viu uma árvore na vida. Trinta anos de estudo? Com essa grana dava pra plantar floresta no Brasil inteiro. Enquanto isso, a Costa Rica deve estar cheia de macaco comunista querendo visto de refugiado climático pra Miami.
Jeferson da Silva
06/05/2026
Karina, com todo respeito, você tá confundindo proteção ambiental com assistencialismo. Enquanto uns estudam macaco pra entender como o clima afeta a biodiversidade, tem patrão por aí cortando direitos trabalhistas e terceirizando tudo, aí sim o povo brasileiro fica sem árvore e sem emprego decente.
Samara Oliveira
06/05/2026
Karina, amada, seu comentário mistura tudo que não se mistura. Estudar a criação de Deus e como as mudanças climáticas afetam os animais não tira um centavo do bolsa família — aliás, se a gente gastasse menos com corrupção e mais com ciência e justiça social, todo mundo, inclusive os macacos, teria vez.