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Rússia reafirma que guerra nuclear jamais deve ser desencadeada e destaca reduções em seu arsenal

7 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Rússia reafirma que guerra nuclear jamais deve ser desencadeada e destaca reduções em seu arsenal. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) A Rússia reiterou sua posição de que uma guerra nuclear jamais deve ser desencadeada, conforme declarou o embaixador Andrey Belousov, que lidera a delegação russa na Conferência de Revisão do […]

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Ilustração editorial sobre Rússia reafirma que guerra nuclear jamais deve ser desencadeada e destaca reduções em seu arsenal. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

A Rússia reiterou sua posição de que uma guerra nuclear jamais deve ser desencadeada, conforme declarou o embaixador Andrey Belousov, que lidera a delegação russa na Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) de 2026.

Belousov sublinhou a plena consciência de Moscou sobre as consequências catastróficas de um conflito nuclear. Reafirmou também o compromisso do país com a redução de armamentos estratégicos.

O diplomata destacou que a Rússia reduziu seu arsenal nuclear a um sétimo do volume que possuía no auge da Guerra Fria. Esse esforço foi realizado em conformidade com os limites estabelecidos pelo Tratado de Redução de Armas Estratégicas, o New START, firmado entre Moscou e Washington.

O cenário em torno do New START é de impasse. O tratado expirou em fevereiro de 2026 após Putin ter expressado disposição para continuar respeitando suas restrições por mais um ano — proposta que os Estados Unidos ignoraram, deixando o pacto caducar sem qualquer resposta formal de Washington.

Diante da rejeição americana às propostas russas para um acordo pós-New START, Belousov sinalizou que Moscou definirá seu curso futuro com base em uma análise detalhada da política militar ocidental. A declaração indica que a postura russa em matéria de controle de armamentos está diretamente condicionada ao comportamento da OTAN e dos Estados Unidos.

O diplomata também ressaltou que a Rússia permanece comprometida com os princípios do TNP e com o multilateralismo como único caminho viável para a não-proliferação nuclear. A conferência reúne as potências nucleares e os países signatários para avaliar o cumprimento dos compromissos assumidos desde a entrada em vigor do pacto, conforme reportagem do Sputnik.

O contexto da conferência é marcado por tensões crescentes entre as potências nucleares, especialmente após o colapso do arcabouço de controle de armamentos construído ao longo das décadas de distensão. A ausência de um sucessor ao New START deixa o mundo sem um mecanismo bilateral de verificação e limitação de ogivas estratégicas pela primeira vez em décadas, elevando o risco de mal-cálculos e corridas armamentistas.


Leia também: Rússia reafirma compromisso contra guerra nuclear em conferência da ONU


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Eduardo Nogueira

06/05/2026

Fernanda, você viaja na maionese como sempre. A Rússia reduz arsenal enquanto financia guerra na Ucrânia e o Brasil paga a conta de um Estado quebrado que só sabe aumentar imposto. Enquanto isso, a esquerda chora de amores por Putin e chama patriota de fascista.

    Lucas Gomes

    06/05/2026

    Eduardo, seu discurso repete o mesmo mantra liberal de sempre: culpar o Estado enquanto ignora que o verdadeiro vilão é o capitalismo predatório que financia guerras e destrói florestas. Enquanto você chora impostos, a Rússia reduz ogivas e o Brasil queima a Amazônia — mas patriotismo de verdade seria defender o povo e o planeta, não bajular oligarcas.

Maria Antonia

06/05/2026

Discurso bonito, mas a Rússia continua sendo um dos maiores players nesse jogo de dissuasão nuclear. Enquanto isso, o contribuinte brasileiro financia um Estado que mal consegue entregar segurança pública básica. Redução de arsenal é progresso, mas não me venham com moralismo geopolítico enquanto Moscou mantém ogivas apontadas para o Ocidente.

    Fernanda Oliveira

    06/05/2026

    Maria Antonia, você tem razão em desconfiar do moralismo geopolítico, mas reduzir tudo a “ogivas apontadas pro Ocidente” ignora que o Brasil também precisa debater seu papel nesse jogo — enquanto a gente paga conta de um Estado quebrado, a elite branca e rica continua lucrando com esse mesmo sistema que financia armas no mundo todo.

Laura Silva

06/05/2026

É no mínimo curioso observar a coreografia geopolítica que se desenrola em torno do tema nuclear. De um lado, a Rússia, herdeira do arsenal soviético e peça central no tabuleiro da dissuasão, afirma solenemente que uma guerra nuclear jamais deve ser desencadeada. Do outro, temos o comentário do Eduardo, que com razão aponta o abismo entre o discurso e a realidade fiscal brasileira. Mas acho que precisamos ir além dessa dicotomia simplória entre “Rússia hipócrita” e “Brasil explorado”. A declaração russa não é um ato de boa vontade; é uma peça de retórica dentro do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), um tratado que, desde 1970, consagra a hierarquia de poder mundial. As potências nucleares reconhecidas — EUA, Rússia, China, França e Reino Unido — comprometem-se a negociar o desarmamento, mas na prática modernizam seus arsenais enquanto exigem que os países periféricos, como o Irã ou a Coreia do Norte, abram mão de qualquer ambição atômica. A Rússia está apenas repetindo o libreto: dizer que a guerra nuclear é inaceitável é o mínimo para manter a legitimidade do clube nuclear.

O Eduardo toca num ponto sensível ao mencionar a carga tributária brasileira, e o João já fez a necessária correção de rota ao lembrar que o problema não é o tamanho do Estado em si, mas a quem ele serve. No entanto, a discussão sobre o orçamento militar brasileiro merece um olhar mais atento. Gastamos cerca de 1,4% do PIB com defesa, um valor baixo para os padrões da Otan e da América do Sul. O problema não é o montante, mas o destino: grande parte desse dinheiro vai para a previdência dos militares e para projetos faraônicos como o submarino nuclear, que consomem recursos sem gerar soberania real. Enquanto isso, a Rússia gasta 4% do PIB em defesa, mas num contexto de economia de guerra e com um parque industrial voltado para a produção de armamentos. A comparação é válida, mas não para pedir simplesmente menos impostos; ela serve para perguntar: que tipo de desenvolvimento queremos? Um que nos mantenha como compradores de tecnologia estrangeira, ou um que construa capacidade produtiva própria, como a China fez com seus programas espacial e nuclear?

O que me incomoda profundamente nessa dança das superpotências é a naturalização da violência estrutural que o sistema capitalista impõe. Enquanto Rússia e EUA jogam o jogo da dissuasão nuclear, países como o nosso são condenados a uma dupla subordinação: econômica, porque nossa dívida externa e nossa pauta exportadora nos amarram ao centro; e tecnológica, porque não dominamos as cadeias produtivas mais estratégicas. A declaração russa sobre a guerra nuclear é, no fundo, um lembrete de que a paz mundial é mantida pelo terror de poucos. Para os 99% da população global, a guerra já está em curso — é a guerra contra os direitos trabalhistas, contra a previdência, contra o acesso à terra e à moradia. O arsenal nuclear é apenas a ponta do iceberg de um sistema que precisa de hierarquia e violência para se reproduzir.

Portanto, ao ler essa notícia, não posso deixar de pensar que a verdadeira questão não é se a Rússia vai ou não reduzir suas ogivas. A questão é por que aceitamos que cinco países tenham o poder de decidir o destino da humanidade, enquanto o resto do mundo assiste passivamente. O desarmamento nuclear nunca virá da boa vontade das potências; virá da pressão popular e da reorganização da ordem mundial em bases democráticas e socialistas. Enquanto isso, o melhor que podemos fazer é denunciar a hipocrisia e lutar por um Brasil que não seja apenas um espectador na história, mas um protagonista na construção de um mundo onde a guerra — nuclear ou não — seja uma página virada.

Eduardo Teixeira

06/05/2026

Discurso bonito, mas enquanto a Rússia gasta bilhões modernizando ogivas e mantendo um dos maiores arsenais do mundo, o contribuinte brasileiro continua pagando uma das maiores cargas tributárias do planeta para sustentar um Estado que não entrega segurança nem desenvolvimento. Cadê a redução real de impostos por aqui para a gente poder competir de igual para igual no mercado global?

    João Carvalho

    06/05/2026

    Eduardo, você tem razão ao apontar o descompasso entre o discurso geopolítico russo e a realidade fiscal brasileira, mas cuidado para não cair numa armadilha liberal clássica: a ideia de que simplesmente reduzir impostos, sem enfrentar a concentração de renda e o poder dos monopólios, nos tornaria competitivos. O problema não é só o tamanho do Estado, mas para quem ele serve — enquanto a Rússia financia seu complexo militar-industrial com receitas de commodities, o Brasil drena recursos públicos para bancar juros da dívida e subsídios a setores que não geram desenvolvimento inclusivo.


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