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Vulcão submarino da era glacial é descoberto na costa da Noruega

0 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Vulcão submarino da era glacial é descoberto na costa da Noruega. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) Pesquisadores no Ártico revelaram uma descoberta impressionante nas profundezas do Mar de Barents, a cerca de 113 km ao sul da isolada Ilha do Urso, na Noruega. Trata-se do vulcão de lama submarino Borealis, […]

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Ilustração editorial sobre Vulcão submarino da era glacial é descoberto na costa da Noruega. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

Pesquisadores no Ártico revelaram uma descoberta impressionante nas profundezas do Mar de Barents, a cerca de 113 km ao sul da isolada Ilha do Urso, na Noruega. Trata-se do vulcão de lama submarino Borealis, localizado em um enorme crater de 300 metros de diâmetro e 25 metros de profundidade, formado há cerca de 18 mil anos, no final da última Era do Gelo.

O vulcão, submerso a 400 metros de profundidade, emite lama e metano das profundezas da crosta terrestre, oferecendo uma janela única para o interior do planeta. Segundo Stefan Buenz, da Universidade do Ártico da Noruega, que co-liderou a expedição, cada exploração do fundo do mar revela a diversidade e complexidade de sistemas geológicos pouco compreendidos.

O Borealis não é o primeiro vulcão de lama registrado nas águas norueguesas, sendo precedido pelo Håkon Mosby, descoberto em 1995, a 1.250 metros de profundidade ao sul de Svalbard. Esses vulcões são considerados tesouros científicos, pois ajudam a desvendar condições ambientais passadas e a compreender o impacto global do metano na atmosfera, além de fornecer pistas sobre processos similares em outros planetas.

Giuliana Panieri, líder da expedição e pesquisadora principal do projeto da Universidade do Ártico, destacou que a observação de erupções submarinas em tempo real evidencia como o planeta está vivo. O estudo da composição dos líquidos e gases emitidos por esses vulcões pode ajudar a entender os ciclos de metano na Terra e em outros corpos celestes.

A cratera que abriga o Borealis é um ecossistema singular, repleto de vida marinha que prospera nas encostas íngremes das crostas carbonáticas formadas há milhares de anos. Espécies como anêmonas-do-mar, esponjas, estrelas-do-mar, corais, aranhas-do-mar e crustáceos habitam o local, criando um refúgio para organismos frágeis frequentemente impactados pela atividade humana, como a pesca de arrasto.

Alex Rogers, diretor científico da REV Ocean, enfatizou que essas crateras funcionam como santuários para espécies vulneráveis, protegendo-as de impactos humanos. Já Irena Violan, estudante Erasmus que participou da missão, expressou entusiasmo ao testemunhar pela primeira vez um vulcão de lama submarino, destacando a emoção da equipe ao descobrir o fenômeno ao vivo.

Essa descoberta sublinha a importância de explorar e proteger os ecossistemas marinhos, revelando como o fundo do mar ainda guarda segredos sobre o passado geológico da Terra e as interações climáticas globais. Para mais detalhes sobre essa fascinante descoberta, confira a matéria completa publicada no Indy100.


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